<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790</id><updated>2012-01-06T00:10:10.703-02:00</updated><title type='text'>Acerca de Algo</title><subtitle type='html'>Uma tentativa frustrada de escrever sobre qualquer coisa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>59</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-1527886013861071016</id><published>2012-01-06T00:04:00.001-02:00</published><updated>2012-01-06T00:10:10.714-02:00</updated><title type='text'>Do dinheiro e do labor</title><content type='html'>Subi no ônibus há uns dias atrás e me vi prestando grande atenção à conversa barulhenta entre motorista e cobrador. Nada de mais, tratava-se de um retorno ao lar, após um dia de labuta como outro qualquer. O veículo vazio evidenciava o período de recesso escolar, e o cobrador conversava lado a lado com o motorista, sobre um dos muitos assentos vazios que ali estavam.&lt;br /&gt;Por preguiça de procurar o cartão, me sentei também à frente, anterior à catraca. Me arrependi, no entanto, com rapidez, dados os muitos decibéis com que os funcionários trocavam as palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falavam sobre o prêmio da Mega Sena da Virada e seus planos individuais para o uso do montante que poderiam ganhar. Na ocasião, devia estar acumulada em 100 milhões de reais, ou algo em torno disso.&lt;br /&gt;Carlos, o motorista, era mais parcimonioso e parecia entender um pouco mais da dinâmica da aplicação financeira. Bruno, o cobrador, era mais espalhafatoso, aventureiro. Dizia que se ganhasse sumiria das redondezas, para que seus conhecidos não mais o fossem. Enquanto me encontrava no limbo entre o sono e o cochilo, anotava no inconsciente as aspirações de cada um, ao mesmo tempo que arquitetava, a um nível não tão inconsciente, meus atos sob a realidade de acordar com alguns muitos milhões em minha conta corrente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruno era sempre o primeiro a falar. Jogava rápida e aleatoriamente as posses que adquiriria se ganhasse. Dizia que só "ia andar de máquina", que iria comprar uma fazenda e construir uma mansão, que iria pescar com seu barco. Curiosamente, dizia que viveria também somente do "juro". Estava em seus planos, ademais, comprar a SPTrans.&lt;br /&gt;Carlos era econômico nas palavras, ouvia Bruno com paciência e balbuciava alguns sons, como se concordasse com o exposto pelo colega. Em alguns momentos refutava, explicando as dificuldades que Bruno enfrentaria caso passasse a controlar a empresa de transporte.&lt;br /&gt;Não demorou muito a chegarmos no meu destino. Ainda relutante, procurei o bilhete na mochila e me arrastei até a porta de saída. O limbo em que me encontrava já começara a se definir, mas a hora pedia outra postura. Desci do veículo e tomei meu rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IMBTkcqNU6w/TwZWfbil5lI/AAAAAAAAAHo/-ouJwrMWk7U/s1600/dinheiro.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://2.bp.blogspot.com/-IMBTkcqNU6w/TwZWfbil5lI/AAAAAAAAAHo/-ouJwrMWk7U/s320/dinheiro.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bastante interessante o que pensamos quando tomamos por dado que o dinheiro não é mais um fim em si, e sim um meio, uma fonte pseudo-infinita de bens materiais, disponível e pronta a ser usada. O trabalho, parte integrante, quase que indissociável, de nosso cotidiano, parece perder o sentido diante de tantos zeros na conta bancária.&lt;br /&gt;Afinal de contas, por que trabalhamos? Qual a nossa relação com o ambiente de trabalho, com a empresa, com seus funcionários e com nossas responsabilidades?&lt;br /&gt;A maioria trabalha por que precisa, por que prescinde do dinheiro para pagar as contas de sua residência, para garantir as condições básicas para sua sobrevivência. Todos temos planos, objetivos, vontades e sonhos. O dinheiro estará sempre lá, muitas vezes como fator limitante, como bem escasso, variável de decisão sempre presente. Se compramos ou não algo hoje é porque temos planos para o dinheiro em algum instante do tempo. A ciência econômica é clara nesse ponto. O dinheiro tem valor no tempo, seja teoricamente ou perceptivamente. Mas que valor teria se acordasse com 170 milhões em conta na manhã seguinte? Não seria tão absurdo pensar em não aparecer no trabalho. O chefe já não assustaria tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico imaginando como deve ser se deparar com uma rotina- antes tão absoluta, tão onipotente- que não é mais necessária. Como deve ser optar por não ir trabalhar?&lt;br /&gt;Enquanto uns dizem que a Mega Sena seria a solução para seus problemas, os casos noticiados pelos telejornais apresentam episódios de cobiça, vingança e inveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que os 170 milhões não caberiam no site do banco. Ligaria para o Help Desk:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;"Bom dia senhor, em que posso ajudar?"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;"Bom dia. Os dígitos do meu saldo em conta ultrapassam as 10 casas, está aparecendo só R$ 170.000. Poderia verificar, por favor?"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;"Senhor, só um instante, vou contatar o suporte técnico"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;(Musiquinha do hold...)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-1527886013861071016?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/1527886013861071016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=1527886013861071016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/1527886013861071016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/1527886013861071016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2012/01/do-dinheiro-e-do-labor.html' title='Do dinheiro e do labor'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IMBTkcqNU6w/TwZWfbil5lI/AAAAAAAAAHo/-ouJwrMWk7U/s72-c/dinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-9078056545252805318</id><published>2011-09-28T19:46:00.002-03:00</published><updated>2011-09-28T19:48:20.883-03:00</updated><title type='text'>Ainda recordo</title><content type='html'>O que dizer da ausência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francamente, não tenho muito o que dizer, pois há dias atrás nem recordava possuir um blog, com textos de minha autoria, assinados em baixo, ainda que na crua forma da fonte maquinada. A fonte aliás, passou a ser objeto de observação&amp;nbsp;quando naveguei por blogs que costumava navegar, por textos que costumava comentar. A Courier é a que mais agrada. A Verdana, pode ser.&lt;br /&gt;Periodicamente clicava na quase totalidade dos "Escritos Interessantes" e deixava lá minha marca.&amp;nbsp;Como uma conversa informal, comunicávamo-nos regularmente, opinando sobre os textos alheios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito, caí nesta página uma vez mais. &lt;br /&gt;Acerca de Algo.&lt;br /&gt;De súbito lembrei que escrevia há tempos atrás acerca de coisas que pensava e que julgava interessantes, que gostava de colocar em palavras. Gostava de escrever, de testar habilidade e o trato com essas células da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de súbito percebi que gosto de ler o que escrevi, gosto de lembrar o sentimento de quando escrevi, de a quem direcionava determinado texto, determinada frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar meses sem escrever e reler aquilo que se escreve, de mais meses atrás, ou ainda de anos atrás, pode ser extremamente confortante, extremamente aliviante. Vê-se que o tempo que passou foi cronologicamente desprezível no curso de uma vida, mas psicologicamente muito relevante. Mudamos mais do que imaginamos. Progredimos mais do que acreditávamos poder progredir. Aprendemos mais do que julgavamos poder conseguir aprender. O tempo passa de fato depressa, mas a vida parece passar mais rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calendário nos dá uma ideia do quanto vivemos e do quanto nos falta para chegar a algum lugar. A dimensão numérica do tempo pode ser perversa, torturante em certa medida. Não podemos deixar que ela nos atrapalhe a enxergar o que está por trás de suas denominações gregorianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo então, da ausência, coisas boas. Um obrigado deve servir. Com ela, e com o arquivo de minhas palavras e pensamentos aqui registrados, pude perceber questões e querelas que não conseguiria de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AjAGwQG1qFc/ToOiy_c1EHI/AAAAAAAAAHg/bvuf1TLHEVs/s1600/ausencia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" kca="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-AjAGwQG1qFc/ToOiy_c1EHI/AAAAAAAAAHg/bvuf1TLHEVs/s320/ausencia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Manterei assim esta branca página, tal como&amp;nbsp;se iniciou.&amp;nbsp;Acerca de Algo. Algo indefinido, aleatório, tal como o caminho que percorremos todos as manhãs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-9078056545252805318?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/9078056545252805318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=9078056545252805318' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/9078056545252805318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/9078056545252805318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2011/09/ainda-recordo.html' title='Ainda recordo'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-AjAGwQG1qFc/ToOiy_c1EHI/AAAAAAAAAHg/bvuf1TLHEVs/s72-c/ausencia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-6920467381241191956</id><published>2011-02-16T23:14:00.001-02:00</published><updated>2011-02-16T23:22:00.181-02:00</updated><title type='text'>Revisionismo</title><content type='html'>Muito tempo se passou. 13 de junho ficou para trás, assim como o costume e a facilidade que tinha para escrever textos e publicá-los aqui, neste blog. O que me motivava a escrever certamente não me motiva hoje, apesar de não conseguir descrever com êxito a natureza daquela motivação.&lt;br /&gt;Tenho para mim que atingia antes um certo número regular de leitores. Em certo sentido escrevia para eles, sobre coisas que consolidei e rotulei como "qualquer coisa", tal como consta no subtítulo desta página.&lt;br /&gt;Entretanto, (creio que) em função de um longo período sem acesso à internet, sinto em mim algum desapego por hábitos que mantinha num tempo passado, não muito distante do atual em termos cronológicos, mas distante, sim, e substancialmente, em termos psicológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa distinção se torna visível quando leio o que escrevi no passado. É possível diferenciar as fases e, inclusive, a forma como escrevia, escancarada pelo emprego de determinadas preposições e expressões, ao longo da existência do blog. Em termos de conteúdo a variação também foi significativa: ora escrevia crônicas com impressões pitorescas de situações cotidianas, ora digredia acerca de características pessoais minhas que julgava passíveis de descrição e análise. Raramente falei de política ou de economia, área a mim bastante particular. Na falta de assunto, justificava escrevendo as razões por trás da falta de assunto. E assim, de forma meio capenga, meio patética, mantive até cessar a escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo esse pensamento em vista, não deixo de surpreender-me com o fato do número de seguidores ter aumentado apesar da visível inatividade, evidente nos arquivos. Poderia atribuir o incremento numérico a questões de prestígio que certamente existem na rede, tais como ser seguidor de uma quantidade expressiva de blogs. Mas não.&lt;br /&gt;Pode ser que esteja enganado e agindo ingenuamente, mas prefiro acreditar que a qualidade do que está aqui escrito seja o fator determinante. Ponho-me assim diante de uma dúvida, adoçada com certa dose de desafio: vale a pena voltar a praticar o exercício da escrita, nem que se trate de "uma tentativa frustrada de escrever sobre qualquer coisa"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que se aceitar a proposta, o blog sofrerá mudanças, relativas a coisas com as quais já não me identifico mais. No limite, servirá como um exercício de composição de sentido através do léxico, onde o que se escreverá ser sempre acerca de algo. Vago e disperso como o próprio título indica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-6920467381241191956?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/6920467381241191956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=6920467381241191956' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6920467381241191956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6920467381241191956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2011/02/revisionismo.html' title='Revisionismo'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-5339455387098693634</id><published>2010-06-13T20:41:00.002-03:00</published><updated>2010-06-13T20:48:12.763-03:00</updated><title type='text'>Definição</title><content type='html'>Como de costume, há muito tempo não escrevo aqui. A frequência de minha escrita parece reduzir-se exponencialmente, de tal sorte que não me surpreenderia se só voltasse a escrever em algum domingo de setembro, nono mês de nosso calendário gregoriano.&lt;br /&gt;Lembrando a mim mesmo de que estamos no sexto mês - colocar as coisas em termos numéricos pode ser de grande valia quando o que se quer é causar algum impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, já não tenho mais clara a definição do que este blog atualmente é. Talvez nunca tenha sido nada &lt;i&gt;per se&lt;/i&gt;, um modismo, um pretenso objeto de qualificação egoística. Algo como "oh, sim, eu escrevo".&lt;br /&gt;O leitor logicamente sabe não tratar-se de nada disso, creio. Eu também devo, apesar do cansativo apelo vitimista, reconhecer que o blog tem sim uma importância que não deve ser desprezada. Uma grande importância eu diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de que decorre essa recente perda de clareza, de sentido? Ao me fazer essa pergunta, se torna inevitável a analogia a outros aspectos da vida. Coisas corriqueiras como o ato de acordar, de adentrar a algum veículo de transporte público, de almoçar num canto qualquer...&lt;br /&gt;Estou cá na metade da graduação, no início de um estágio, às vésperas de uma mudança de residência. O que tinha de ser está sendo. O caminho que visualizava no passado está se concretizando no presente. Sem dúvidas, isso é ótimo!&lt;br /&gt;Entretanto, não consigo deixar de matutar o por quê de minha imagem no espelho estar mais embaçada do que a de tempos passados. Saber a razão de fazer o que faço sempre me deu sustentação para olhar à frente, e não para os lados, para trás ou para baixo. Mudanças de rotina costumam trazer tais reflexões à tona. A percepção de que vivo uma "vida nova" carrega consigo alguma angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentes encontros com pessoas novas tem chamado minha atenção para essa questão. Saber quem eu sou é fundamental para ser quem eu quero ser, para fazer o que eu quero fazer, para chegar aonde pretendo chegar. E essa certeza, esse enraizamento, deve partir de dentro do indivíduo, para depois voltar a ele sob a forma de resultado, de conquistas concretas.&lt;br /&gt;É comum atrelarmos nossa condição a condição dos outros. É comum atribuirmos a outras pessoas, a fatores externos a nós, as razões para sermos o que somos e o que podemos ser. Devemos grande parte disso ao comodismo, ao vitimismo, ao medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meio a lanches, cafés e bolinhos com açúcar e canela, numa conversa despretenciosa, mas objetiva, vi que aquela definição de vida e certeza que tinha anos atrás estavam mais perto de mim do que imaginava. Como se as tivesse guardado nos bolsos, subitamente as redescobri.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Acorde pra vida! Não seja um 'quase'!"&lt;/i&gt;- dizia a mãe, como se chacoalhasse cada um de nós.&lt;br /&gt;Palavras simples e objetivas, sem meias voltas, sem enrolação. Palavras tão simples que por pouco não me despertaram a noção de que as havia perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As responsabilidades ao longo da vida crescem em número e em natureza. Se tornam mais complexas, com implicações mais pesadas, mais hostis. Poucos são os que não se confundem em algum momento de suas vidas, seja essa confusão grande ou pequena. Mas temos os meios para nos encontrarmos novamente, para tomar a direção de nossas vontades, de nossas ambições, e dar-lhes corpo, concretude.&lt;br /&gt;Todos temos ambições, em maior ou menor grau, saudáveis ou dotadas de certa dose de sociopatia. As saudáveis devemos, sim, buscar. Faremos, dessa forma, melhor de nossas vidas e, consequentemente, melhor à vida dos que nos rodeiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resmunguei acima algo como "percepção de uma 'vida nova'". Pensando melhor, prefiro uma outra percepção, a de que não se trata de uma "vida nova", mas sim de um degrau de uma mesma vida, um momento de uma trajetória maior, parte de mim, que sempre carregarei.&lt;br /&gt;Me livro assim, em certa medida, da coisa do "recomeço", do "apagar o antigo", da periodização. Ora, grande besteira. Jamais podemos apagar o que fizemos. A vida, enquanto estivermos aqui, é uma só.&amp;nbsp;Vamos, portanto, fazer dela o melhor que pudermos e enquanto pudermos.&lt;br /&gt;Tenho os meios e os motivos para fazer de minha estadia aqui algo grande e proveitoso. Mãos à obra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria o grego Sócrates, &lt;i&gt;"conheça-te a ti mesmo"&lt;/i&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-5339455387098693634?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/5339455387098693634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=5339455387098693634' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5339455387098693634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5339455387098693634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2010/06/definicao.html' title='Definição'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-5946538767330595146</id><published>2010-03-30T07:32:00.009-03:00</published><updated>2010-03-30T16:47:43.633-03:00</updated><title type='text'>Acabou o show</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Terminou na semana passada o julgamento do casal Nardoni (sim, meus caros, mais sobre isso). A sentença deferida pelo júri impôs a Alexandre Nardoni cerca de 30 anos de prisão, enquanto a outra ficou com algo em torno de 26 anos. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ao longo da semana, muitos clamavam pela justiça, pela imparcial justiça que levaria ao ostracismo social um homem que, segundo afirmam, jogou uma criança indefesa pela janela, de uma altura consideralvelmente suficiente para levá-la ao óbito.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu pareço discordar da sentença, não? Pois digo que não discordo, mas tampouco concordo. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Afinal de contas, quem sou eu para julgar outro homem, que não tem absolutamente nada a ver comigo, um completo desconhecido, por um ato ainda menos conhecido e compreendido, tendo por base somente a saraivada de informações que me é "oferecida"?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Desculpe-me o leitor convicto de que a justiça foi feita - e que muito provavelmente tenha sido feita.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E não me ache de todo insensível, pois a foto da menina sorrindo também me desperta comoção.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Mas não posso deixar de expressar o que toda essa situação representa para mim.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Artificialidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Para além da justiça dos homens, que não me cabe aqui julgar, tudo, absolutamente tudo, me parecia artificial. Foi uma semana inteira de "casal Nardoni" nas manchetes dos jornais, nos enfadonhos programas tipo "Brasil Urgente", nos fatigantes programas vespertinos de variedades, nas revistas semanais de notícias, nos programas de entrevista, nos plantões, nas esquinas, nas mesas dos restaurantes, nos pontos de ônibus...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Acompanhava-se o dia-a-dia dos que se propuseram a presenciar o julgamento, às frentes do Fórum de Santana, como se fossem missionários da paz ou coisa parecida. Objetivamente, o que leva um sujeito que mora, a título de exemplo, em Minas Gerais, vir acampar às portas do purgatório? O que leva outros, estranhos à família e chegados da garota falecida, a pagarem de seus próprios bolsos por banners, faixas e camisetas?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Exceção feita aos estudantes de direito e categorias congêneres, os outros pareciam estar apenas festejando, celebrando algo que lhes disseram ser da maneira que acreditam.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;"Por que você decidiu acompanhar de perto o caso?"&lt;/em&gt;, pergunta a jornalista cuja face não aparece.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;"Me familiarizei com a mãe, afinal todas somos um pouco mães"&lt;/em&gt;, responde fulana.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;"Me solidarizei com a família. Não podemos ficar parados diante dessa barbaridade&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;em&gt;"&lt;/em&gt;, responde ciclana.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;"Acho importante a manifestação aqui, precisamos chamar a atenção das pessoas"&lt;/em&gt;, responde beltrano.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;No dia do julgamento, a movimentação era grande, a raiva estampada no rosto dos que ficaram de fora do recinto. Alguns levaram fogos de artifício, afinal de contas, era preciso fazer barulho, cantar a vitória, estourar a garrafa de espumante.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Os telejornais transmitiram na íntegra as palavras do promotor, que com todo o seu juridiquês, encantou os ouvidos das famílias que acompanhavam o caso, grudadas da tela do aparelho. Queriam ouvir palavra por palavra, ter certeza de que os monstros seriam mesmo presos, que seriam julgados e condenados.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;"É culpado! Eu sabia!"&lt;/em&gt;, bradaram diversos pais e mães e avôs e avós e tios e tias e filhos e filhas espalhados pela cidade. Acordariam todos no dia seguinte, prontos a comentar com seus pares o sentenciado na noite anterior. E dormiriam todos na noite seguinte, a maioria já esquecera o casal Nardoni.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Artificialidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Artificialidade e superficialidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Artificialidade, superficialidade e espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/S7HXFOPnuUI/AAAAAAAAAHE/y6q9tiEv4U0/s1600/Sociedade_do_Espet%25C3%25A1culo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/S7HXFOPnuUI/AAAAAAAAAHE/y6q9tiEv4U0/s320/Sociedade_do_Espet%25C3%25A1culo.jpg" width="249" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É assim que a mim se resume a situação. Parece essa a &lt;em&gt;raison d'être&lt;/em&gt; desses casos nos tempos de hoje.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Mesmo sabendo que o casal não cumprirá nem um terço da sentença, fica no ar o sentimento de que a polícia fez seu trabalho, de que a justiça brasileira funciona, de que o país não está perdido.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Se a justiça, de fato, foi feita ou não, não faz diferença. O importante é acharmos que sim, dadas as peças que nos deram e a história que construíram.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Se o ceticismo está aqui exacerbado, é porque reluto em acreditar que os efeitos serão duradouros. É como se, para os poderes envolvidos, tais casos fossem ração, reabastecedores da confiança da opinião pública. À imprensa, agradecemos pela excelente cobertura e pela preocupação com a justiça. Às autoridades policiais, agradecemos pelo impecável trabalho de apreensão e pelas imagens dos acusados sendo lançados sem dó aos fundos da caminhonete, algemados e incapazes de ação. E finalmente, ao Judiciário, pela rapidez na resolução do caso e pela lucidez e visão ilibada dos jurados e dos envolvidos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O sujeito oculto, deliberadamente empregado, fala por si só. Quem é o nós?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Lembremo-nos dos milhares de casos que acontecem periodicamente em São Paulo. E que, diferentemente do caso Isabela Nardoni, ficam sem solução. Caem no esquecimento, na podridão dos arquivos rotos das delegacias de polícia. Se diluíssemos o empenho e a vontade política, bem como a mobilização popular, entre esses milhares de casos, talvez as coisas fossem, ainda que um pouco, diferentes.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;"No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: #999999; font-size: x-small;"&gt;Guy Debord, em &lt;em&gt;A Sociedade do Espetáculo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-5946538767330595146?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/5946538767330595146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=5946538767330595146' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5946538767330595146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5946538767330595146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2010/03/acabou-o-show.html' title='Acabou o show'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/S7HXFOPnuUI/AAAAAAAAAHE/y6q9tiEv4U0/s72-c/Sociedade_do_Espet%25C3%25A1culo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-1323997597735141175</id><published>2010-03-23T23:12:00.003-03:00</published><updated>2010-03-30T16:47:08.767-03:00</updated><title type='text'>Nós e os fatos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Os fatos, seus relatos e suas versões são hoje abundantes. Não sei o que dizem os jornalistas, quando atiram seus dados estatísticos, a fim de comprovar a sua versão dos fatos, através de relatos pretenciosamente imparciais. Talvez afirmem que o número de assaltos que ocorrem todos os dias na capital seja da ordem das centenas, ou que os homicídios atinjam a casa das dezenas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Quando da época das enchentes, por exemplo, falava-se em milhares de desabrigados, uns poucos mortos e outros tantos desaparecidos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O desastre do Haiti no início do ano ilustra bem a questão. Muito provavelmente, o terromoto fora notícia na esmagadora maioria - senão na totalidade - dos jornais espalhados pelo mundo. Passa-se um tempo e a coisa arrefece, naturalmente. Afinal, a notícia se renova, novos jornais são impressos e novos tapes são rodados. Todos os dias somos brindados com informação fresca, recém-escrita. Se é importante ou não, deixe a cargo do editor-chefe. Fato é que é notícia, fato é que é fato.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A imprensa, em sua função precípua de informar, cria em determinados momentos, e talvez essa criação seja involuntária, bolhas de aparências. Atribui-se importância a esta ou aquela questão, em forma e intensidade variadas, num caráter quase cíclico.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ora o que está na pauta são os escândalos em Brasília, ora é o trânsito, ora é o planejamento urbano, ora é a segurança pública.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E vai-se dessa forma absorvendo os fatos, seus relatos e suas versões, acostumando-se à premissa de que as coisas são como são.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Logo, os fatos vão se tornando simplesmente fatos, descolados da realidade em que, por definição, também estamos inseridos. É estranho pensar que casos de assassinato possam ocorrer na rua de casa, ou que perseguições policiais se deem na rua da padaria, onde vamos pegar o pão do café da manhã. E é mais estranho ainda pensar que pode ocorrer com nós mesmos, na segurança e privacidade de nossas casas.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Diante da televisão, reage-se pouco energicamente a um assassinato triplo. Em caso presencial, entretanto, o quadro muda de tal forma que já nos assustamos consideravelmente com uma briga entre poucos num bar qualquer. E por que isso acontece?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Numa região como São Paulo, de cerca de vinte milhões de habitantes, a chance de ocorrer algo é, em termos probabilísticos, bastante pequena. Mesmo considerando as discrepantes diferenças socioeconômicas, é difícil associar o que se ouve nos jornais com a própria realidade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;E esse aparente descolamento entre a realidade e o resumo jornalístico cria essa casca, esse abrigo, onde o mundo lá fora é horrível, perdido.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Não se trata de mudar o mundo, ou de adotar uma postura universalista, de querer ajudar todos de uma vez só. Muito pelo contrário, a postura de mudança vem à tona quase que somente quando sentimos na própria pele o que ouvimos nas manchetes.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ter a propriedade ameaçada, a privacidade invadida ou a vida posta a fio são catalizadores da constatação de que algo precisa mudar, de que algo não está certo. E, posteriormente, quando recorremos às instituições que, por excelência, deveriam nos proteger dos "desvios do padrão social", o descaso e a burocratização mostram que, sim, existem. A revolta é, por extensão, automática.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Estamos longe de estar imunes ao que vemos nos jornais. Mas é preferível considerar-se como tal, até o que dia em que se prove à força o contrário.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Como lidar com isso? Aceitamos e aprendemos a com isso conviver? Tratamos como factual e recorrente, tal como os relatos jornalísticos? Como "coisas da cidade grande"?&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A resposta não é de todo pronta, nem de fácil elaboração. Mas o que é certo que todos temos que continuar vivendo, de uma forma ou de outra.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-1323997597735141175?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/1323997597735141175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=1323997597735141175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/1323997597735141175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/1323997597735141175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2010/03/nos-e-os-fatos.html' title='Nós e os fatos'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-750497241499195992</id><published>2010-03-02T19:11:00.001-03:00</published><updated>2010-03-02T19:12:44.475-03:00</updated><title type='text'>A águia e sua renovação</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Se antes falava do calor canino, hoje falo do frio simpático. Há pessoas que nunca estão satisfeitas com o clima. Ora chateiam-se com a sudorese excessiva, ora com o ar resfriado. Eu, pessoalmente, prefiro o frio do jeito que está.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;Hoje &amp;nbsp;o post é sobre a águia, mas sem cientificismos ou pretensões realistas. Há controvérsias em relação à antiga história de que a águia passa por um processo de troca de bico, unhas e penas, por volta dos 40 anos. Não obstante, se encararmos o relato como uma parábola, podemos nele encontrar certa inspiração, e terminar a leitura com o esboço de um sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/S42MFPP-JFI/AAAAAAAAAG8/QH5r9pIz97o/s1600-h/aguia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/S42MFPP-JFI/AAAAAAAAAG8/QH5r9pIz97o/s320/aguia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;"A águia é uma ave que chega viver até 70 anos. Mas, para chegar a essa idade, ela tem de tomar uma séria e difícil decisão por volta dos 40 anos. Nessa idade, ela está com as unhas compridas e flexíveis, não conseguindo mais caçar suas presas para se alimentar. Seu bico alongado e pontiagudo já está curvo; suas asas estão apertando contra o peito, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas: e voar já está se tornando uma tarefa difícil!&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Então, a águia só tem duas alternativas: morrer...ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black; font-style: normal;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e recolher-se em um ninho próximo a um paredão, onde ela não necessite voar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Após encostar esse lugar, a águia começa a bater com o bico contra a rocha até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E somente depois de cinco meses ela sai para seu famoso vôo de renovação. E poderá viver, então, por mais uns trinta anos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;Em nossa vida, muitas vezes, temos de nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação. Para que continuemos a voar um vôo de vitória, devemos nos desprender de lembranças, costumes e outras tradições que nos causam dor. Somente quando nos livramos do peso do passado é que podemos aproveitar o resultado valioso que uma auto-renovação sempre traz."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;- Compilado de diversos autores &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-750497241499195992?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/750497241499195992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=750497241499195992' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/750497241499195992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/750497241499195992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2010/03/aguia-e-sua-renovacao.html' title='A águia e sua renovação'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/S42MFPP-JFI/AAAAAAAAAG8/QH5r9pIz97o/s72-c/aguia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-211173559049691620</id><published>2010-02-23T13:50:00.002-03:00</published><updated>2010-02-23T13:59:32.942-03:00</updated><title type='text'>O árduo retorno</title><content type='html'>Os termômetros tem registrado temperaturas demasiadamente altas nos últimos tempos. Feliz está a indústria de ventiladores, aparelhos de ar condicionado e das águas engarrafadas. Não nos esqueçamos, sobretudo, da indústria de bloqueadores solares, tão difundidos nessa época do ano. A propósito, segundo os dermatologistas, eu deveria aplicar um pequena quantidade do fator 30 antes de escrever diante do monitor. Ora, que chatice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estamos em fins de fevereiro, mas este é meu primeiro post do ano. O exato porquê desconheço, mas as palavras e a iniciativa para escrever tem me faltado, o que se reflete na frequência quase inexistente com que tenho escrito nesse blog. Assuntos não me faltam, as experiências durante o período de férias não foram de toda escassas, tendo sido bastante ricas inclusive. O que antes era fluído parece agora travar ao querer sair, até cansar, forçando-me a apagar tudo o que quase nada havia escrito.&lt;br /&gt;Mas indagar internamente sobre as causas da rara escrita não levam a muita coisa. O melhor mesmo é colocar as palavras no papel, da forma como elas surgem na cabeça, quase instantâneas. E assim, naturalmente forçadas, elas vão formando as frases. Umas com mais sentido, outras com menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao fato de que o período de ócio acabou. Há implicações importantes aqui.&lt;br /&gt;Reconheço que tardou o fim a vir, mas é de desconsenso nacional que é depois das festividades carnavalescas que o Brasil acontece, ao menos para alguns (pois para outros talvez ele nunca aconteça).&lt;br /&gt;Recorrente tema em minhas singelas digressões, a pendular relação entre ócio e labor é sempre fonte de reflexões acerca do passado e do futuro. Organizamos a agenda mental; revemos objetivos não alcançados e os traçamos novamente; definimos novas prioridades; nos adaptamos a novas realidades, a novos horários, a novos lugares a frequentar. Nos posicionamos de prontidão frente ao novo período, ao novo calendário numérico.&lt;br /&gt;Revisitando lembranças, transmutando-as em fotografias, momentos perfeitos, congelados no tempo, tiro forças para encarar uma vez mais o outro sentido do pêndulo, na sede da certeza de o caminho é o correto. Embora não saiba claramente o destino que me aguarda, sei que devo seguí-lo de alguma forma. Alguma coisa vai sair!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixando o blá-blá-blá existencialista de lado, podemos certamente dizer que 2010 será um ano interessante. Teremos eleições presidenciais por aqui! E poderemos saudar uma vez mais o espetáculo da democracia! Por profunda falta de vontade de discursar a fundo sobre algumas matérias desse início de ano - e que decerto merecem ser destacadas -, separei algumas curiosidades, a fim de alimentar nosso repertório de tópicos de cultura inútil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;1 - Para a ONU é o ano internacional da biodiversidade. No Brasil, é o ano nacional de Joaquim Nabuco (comemora-se o centenário de seu nascimento).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;2 - Teremos quatro eclipses: uma solar em 15 de janeiro (a de maior duração no século 21), uma lunar parcial em 26 de junho, uma solar total em 11 de julho (só no hemisfério sul) e uma lunar total em 21 de dezembro.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;3 - É um ano considerado comum, já que fevereiro só terá 28 dias.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;4 – No Brasil teremos um novo censo (finalmente!).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;5 - Para aqueles que adoram um feriado, teremos alguns que poderão ser emendados: Corpus Christi em uma quinta, 3/6; três caindo em uma terça-feira: independência em 7/9, Nossa Senhora em 12/10 e finados em 2/11. A Paixão de Cristo em 2/4 cai em uma sexta, Tiradentes (21/4) numa quarta e proclamação da república (15/11) em uma segunda-feira. O dia do trabalho e o Natal cairão em um sábado.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;6 - Maitê Proença, Aécio Neves, Felipe Camargo, Antonio Banderas, Sean Penn, Gilberto Kassab, Hugh Grant, Carla Camurati, Jean-Claude Van Damme e Tato Gabus Mendes completarão 50 anos de idade.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;7 - O Brasil chorará os 40 anos da perda de Oscarito, um dos maiores comediantes que atuaram no cinema nacional; a França lembrará os 40 anos da morte de Charles De Gaulle, o presidente que tirou o país de uma guerra nos anos 40 e colocou em outra nos anos 60 e o mundo lembrará os 40 anos do passamento de Jimmy Hendrix, o maior guitarrista de rock de todos os tempos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;8 - No ano de 2010 nós saberíamos para que serviam os monolitos surgidos em 2001 na obra de Arthur C. Clarke, 2010 – o ano que faremos contato. Já no filme Absolom, 2010 é o ano em que um poderoso vírus se alastra matando metade da população mundial e é quando acontece a migração dos alienígenas que vivem no Distrito 9.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;9 - Se tudo der certo, tanto São Paulo quanto o Rio ganharão novas linhas de metrô, João Pessoa anunciará a construção de um arranha-céus de 52 andares e ainda na terra da garoa o trecho sul do rodoanel estará pronto.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;10 - Celebra-se o 200º aniversário do nascimento de Fryderyk Chopin. Os eventos multiplicam-se por todo o mundo. Esperam-se assim excelentes concertos e belos espectáculos.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;11 - Homens fortes competem no campenato mundial de carregamenteo de esposas da Finlândia. O vencedor recebe o equivalente em peso da mulher em cerveja.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #444444;"&gt;12 - A Alemanha celebra 20 anos desde a unificação.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto,&amp;nbsp;curto e pobre em conteúdo,&amp;nbsp;é nada mais que uma tentativa de voltar a escrever. O retorno tem sido árduo, de fato, mas não será impossível. Em breve volto com assuntos mais interessantes, sem "encher linguiça" com curiosidades de tal ordem.&lt;br /&gt;Vejamos se o retorno ao labor anula os efeitos obscuros do ócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #999999;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;"Sentirei sua falta em minhas tardes..."&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-211173559049691620?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/211173559049691620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=211173559049691620' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/211173559049691620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/211173559049691620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2010/02/o-arduo-retorno.html' title='O árduo retorno'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-3930469352528119021</id><published>2009-12-19T12:41:00.008-02:00</published><updated>2009-12-19T13:12:57.984-02:00</updated><title type='text'>Summa cum Laude</title><content type='html'>Não escrevo nestas páginas há muito tempo. É verdade, estive um tanto ausente. Mas deixemos os arrependimentos e os choramingos de lado. Abster-me-ei, portanto, das introduções maçantes, ainda que a contragosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SyzqNz5xWbI/AAAAAAAAAG0/SRSjKwO81x0/s1600-h/Cum-Laude-Magna---Silver.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SyzqNz5xWbI/AAAAAAAAAG0/SRSjKwO81x0/s320/Cum-Laude-Magna---Silver.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Com a maior das honras"&lt;/i&gt; é a tradução da expressão latina que dá nome a esse texto. É essa a honraria que expressa o reconhecimento por obter a mais alta qualificação possível em uma titulação acadêmica. Seu uso não é muito difundido por estas terras, ficando restrito ao círculo anglo-saxão da humanidade.&lt;br /&gt;Lembro-me de quando ganhava o "Parabéns" da professora do ensino fundamental. O esforço não era de todo desgastante, bastava caprichar um pouco na letra, evitar as rasuras...convinha também o truque da maçã e da política do bom samaritano, a fim de mostrar maturidade precoce.&lt;br /&gt;Na universidade, entretanto, os métodos escusos de promoção intelectual parecem ter seu escopo de ação duramente limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento vem.&lt;br /&gt;De fato.&lt;br /&gt;Mas apenas àqueles que realmente o fazem por merecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Summa cum Laude"&lt;/i&gt; é algo que não terei no diploma, em absoluto.&lt;br /&gt;Talvez, quem saiba, por obra do destino, ou de algum mal-entendido proposital, saia com alguma singela honraria. Mas duvido que, se vier, venha em latim. Oh, que pena...&lt;br /&gt;A questão central, já um tanto batida, convenhamos, se dá em torno da responsabilidade inerente ao fato de estar numa universidade pública. Não pelo fato de todos pagarmos os impostos que sustentam o funcionamento da instituição (afinal, pagamos também os garis que limpam as ruas, mas a responsabilidade por jogarmos lixo em vias públicas parece ser bem menor, senão quase inexistente), mas pelo fato de haver uma fila enorme de indivíduos potencialmente melhores e pelo próprio papel da Universidade na sociedade.&lt;br /&gt;(Agora, se eu entrei e eles não é ponto para outra discussão. O vestibular não tem como critério a responsabilidade e o comprometimento com a melhoria da Universidade Pública. Ele é do jeito que é, conteudísta e técnico. E não estou fazendo juízo de valor, nem dizendo que tenho coisa melhor a propor.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja...Vivenciar o ambiente da Academia deveria ser um dos períodos mais frutíferos da vida de um jovem que se propõe a estudar a ciência, em suas diferentes vertentes. Poder trocar idéias com os docentes é algo maravilhoso. São todos doutores, muitos obtiveram o título em instituições européias e norte-americanas.&lt;br /&gt;O ambiente acadêmico não deveria ser então efervescente?! Vivo?! Numa constante ebulição de novo conhecimento e de discussão dos problemas mundanos e soluções para esses problemas?!&lt;br /&gt;Ahn...talvez no plano dos idealistas essa coisa toda funcione.&lt;br /&gt;Assim como o&lt;i&gt; "Summa cum Laude" &lt;/i&gt;parece cada vez mais distante do meu diploma, a Academia tal como descrita acima parece cada vez mais irreal.&amp;nbsp;De antemão digo que essa é a minha experiência, no âmbito específico da faculdade em que estudo e do curso que faço. Nâo se trata de uma digressão a nível macro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se de um lado, uma grande maioria de estudantes (excluem-se alguns poucos que realmente fazem jus ao título, por diversas razões) cuja preocupação principal é conseguir a aprovação nas disciplinas que se propuseram a cursar. A escolha destas, ademais, é baseada no critério da "aprovabilidade" e do quanto ela pode contribuir para a manutenção de uma média ponderada em níveis não vergonhosos. Poucos são os que cursam uma disciplina única e simplesmente em função do interesse despertado pelo programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, tem-se um grande número de docentes cuja preocupação principal é a manutenção e expansão de sua produção científica. Prezam, também, pela boa reputação no Departamento e pela estabilidade do vínculo empregatício com a instituição. Nesse sentido, mostram pouco interesse e motivação para com a graduação, "facilitando" o acesso do aluno à disciplina que leciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Firma-se então o chamado &lt;i&gt;"pacto da mediocridade"&lt;/i&gt;, onde o aluno, sob o manto da "aprovabilidade" e da manutenção de sua média ponderada em níveis pífios, aceita e adota uma postura conivente com um docente que dá uma aula de baixa qualidade, com um baixo nível de exigência.&lt;br /&gt;A fim de facilitar a vida, ambos firmam o pacto informal, de modo a prosseguir com as demais atividades do dia-a-dia de forma tranquila.&lt;br /&gt;Ora, isso é lamentável, sem dúvida. Entretanto, pouco se faz para mudar esse quadro, o custo seria alto demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum ver a gente discursar sobre a qualidade do ensino no país, da pouca vontade política do governo em adotar políticas educacionais mais sólidas...mas poucos olham para o próprio quintal.&lt;br /&gt;Uma vez mais, me enquadro em minhas próprias críticas, mas pouco ajo no sentido de buscar soluções.&lt;br /&gt;Aproveito para expressar meus votos de estima aos que merecem o&lt;i&gt; "Summa cum Laude" &lt;/i&gt;em seus diplomas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-3930469352528119021?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/3930469352528119021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=3930469352528119021' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3930469352528119021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3930469352528119021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/12/summa-cum-laude.html' title='&lt;i&gt;Summa cum Laude&lt;/i&gt;'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SyzqNz5xWbI/AAAAAAAAAG0/SRSjKwO81x0/s72-c/Cum-Laude-Magna---Silver.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-6191105158780671757</id><published>2009-11-07T23:14:00.004-02:00</published><updated>2009-11-07T23:24:49.674-02:00</updated><title type='text'>Preze</title><content type='html'>Tenho tido pouco do que reclamar. À parte assuntos de importância menor, minha vida tem sido bastante acertada. A família é consideravelmente unida, a faculdade é boa, o dinheiro não é problema crítico... Diferentemente de outras pessoas que tenho conhecido ultimamente, as coisas tem sido fáceis para mim.&lt;br /&gt;Claro, o tempo parece não sobrar, mal dando conta de cumprir as atividades por mim - e para mim - propostas a priori. Mas isso também é decorrente do amplo leque e da abundância de atividades que posso fazer parte.&lt;br /&gt;As notas podem não estar tão azuis quanto gostaria, assim como o esforço por mim desempenhado está aquém do acredito poder oferecer. Mas fica para outros escritos a desilusão com as obrigações e sucessos da trajetória acadêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, num geral, as coisas vão muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não costumo tomar partido da postura otimista com frequência. Raras são as vezes que faço prevalecer o positivo sobre o negativo. Mas recentes conhecimentos e palavras tem evidenciado um pouco a forma como valorava as coisas dessa vida há uns tempos atrás.&lt;br /&gt;Acostumei-me com as salas de ar condicionado, com os veículos novos e com a comida por kilo. Havia esquecido a atmosfera que envolvia um hospital e&amp;nbsp;a proximidade da morte, a simplicidade de um pedreiro, a importância de um prato de comida, o abraço de uma mãe...&lt;br /&gt;Dar valor ao que temos é fácil no discurso. Na ação é preciso sinceridade, integridade. É preciso ser menos egoísta, ceder em certas situações. É preciso presentear, seja qual for a forma do presente. É preciso usar isso para crescer, para fazer mais e melhor. É preciso se colocar no lugar do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento de que há de se atribuir valor a aquilo que consideramos importante tem me acometido com maior intensidade nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;Devo isso, em grande parte, a você, menina artista, mãe das minhas flores de papel.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;A você, que parece me curar de todos os sentimentos ruins.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;A você, detentora de uma alegria indescritível, de uma energia contagiante.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;A você, que me olha com seu olhar penetrante; e que ri ao esboço de uma careta minha.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;A você, que me acalma com um abraço e me abranda a turbulenta espiral de pensamentos da mente.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;A você, ladra dos meus sonhos e da minha mente nas horas vagas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;A você, que merece mais valor do que acredito poder dar.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;A você, menina linda dos cabelos escuros e da pele clara, do toque suave e do sorriso iluminado, um sincero e alegre obrigado por fazer parte da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-6191105158780671757?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/6191105158780671757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=6191105158780671757' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6191105158780671757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6191105158780671757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/11/preze.html' title='Preze'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-6778587752282003072</id><published>2009-10-21T22:11:00.006-02:00</published><updated>2009-10-22T08:59:14.452-02:00</updated><title type='text'>Do estágio e da labuta</title><content type='html'>Há tempos não escrevo alguma coisa. Queria ter escrito sobre isso ou aquiloutro, mas sempre conseguia arranjar a desculpa de tempo. Aliás, queria escrever sobre a falta de tempo e como isso se torna justificativa para me abster de determinadas coisas.&lt;br /&gt;Queria sim, mas ando meio sem tempo...&lt;br /&gt;Escrevo sobre outra coisa então, mais prática, menos existencialista, ainda que quase-filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falemos sobre o trabalho, mas sem nos estendermos muito.&lt;br /&gt;Discursos sobre labuta costumam cair ou numa questão religiosa, ou numa questão utilitarista. A intenção é fugir das duas, mas não boto muita fé no sucesso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me veio à cabeça e às mãos que digitam no teclado pelo fato óbvio de estar procurando emprego. Ou melhor, estar procurando estágio. Aliás, com as facilidades da informática e com a ampla (até demais, por vezes) difusão das empresas de recursos humanos e consultorias congêneres, basta um clique para se candidatar a uma vaga de estágio e alguns e-mails para acompanhar o processo.&lt;br /&gt;As grandes empresas, dispostas a ajudar os jovens no seu processo de formação, abrem programas de estágios complexos e de amplitude considerável. O cartaz é atraente, nos passa a impressão de crescimento.&lt;br /&gt;"Nossa, agora vai, vou finalmente começar a trabalhar, estou avançando na vida!"&lt;br /&gt;Quase que toscamente, olho para os cartazes esboçando suspiros, fantasiando sobre a futura segunda-feira em que chegarei na empresa, dando bom dia aos demais funcionários e sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nas dinâmicas de grupo, gostamos de parecer adultos, exibindo nossos cursos incompletos e nossas vestimentas sociais emprestadas de nossos pais. Fazemos fala firme, com palavras bonitas, determinadas, que não ficam sem saber a que vieram. Quando um outro candidato se porta de maneira indevida, ou fica um pouco mais nervoso do que permite a situação, seguramos o riso, enrijecendo as bochechas, comemorando por alguém ter feito a besteira antes de nós.&lt;br /&gt;É até um pouco divertido, ver aquele grupo de pessoas (de idade média entre 20 e 21&amp;nbsp;anos, convém citar) ostentando ares de importância e de maturidade.&lt;br /&gt;Gosto de títulos, apesar de mostrar histórico repúdio a adotá-los. Recentemente, candidatei-me a vagas como &lt;i&gt;"Investment Banking"&lt;/i&gt; (&lt;i&gt;IB&lt;/i&gt;, ou "aibí", para os mais íntimos), "&lt;i&gt;Asset Management&lt;/i&gt;" e "&lt;i&gt;Câmbio/Exchange&lt;/i&gt;". São coisas importantes, não? E eu não faço a menor idéia do que querem dizer! (exceto pelo caso do câmbio, que me interessa um pouco mais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;"Todos vós, que amais o trabalho desenfreado (...), o vosso labor é maldição e desejo de esquecerdes quem sois" (Friedrich Nietzsche, "Assim falou Zaratustra")&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;De conversas com outras pessoas, levo exemplos mais concretos. Dois&amp;nbsp;são dignos de citação: Francisco e Ricardo.&lt;br /&gt;Francisco é motorista de caminhão. Conheci há duas semanas, quando contratamos&amp;nbsp;a empresa em que trabalha para transporte de pisos intertravados. Sujeito simples, tinha ar de vivido. Gostava de contar histórias, de quando dirigia o caminhão para empresas importantes e de como era apaixonado por aquela vida de estrada. Durante o pouco contato que tivemos, contou-me algumas de suas empreitadas, com a empolgação de um menino que contava pra seus pais como fora o primeiro dia de escola, mas com a sabedoria de um velho que dava conselhos a seus netos. Tinha fala mansa, pausada, sempre olhando para a estrada; dispensava à maquinaria do veículo um trato suave, quase carinhoso.&lt;br /&gt;Ricardo é vigilante noturno do condomínio em que moro. Todos os dias, vem de ônibus de Pinheiros até Osasco à noite, saindo pela manhã, quase junto com o nascer do Sol. Também é um sujeito simples, de poucas, mas certeiras, palavras. Certa feita nos encontramos no ônibus durante a noite, e ele me contava sobre as coisas por que passava como vigilante noturno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos, na sua simplicidade, emanavam experiência e sabedoria. Começaram a trabalhar muito cedo. Francisco veio do nordeste com o pai, deixando em casa a promessa de remessa mensal da quantia que conseguissem. Ricardo é paulista mesmo, de sua infância desconheço, mas certamente deve ter sido mais dura que a minha.&lt;br /&gt;Pessoas como Francisco e Ricardo trabalham muito, ou porque gostam ou porque não tem outra opção, mas sempre porque precisam, porque tem bocas a alimentar. Não escolheram estar onde estão, foram levados pelas duras ondas da vida. Não tiveram chance de escolher entre "&lt;i&gt;Investment Banking"&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;"Asset Management"&lt;/i&gt;, tampouco tem diploma universitário.&lt;br /&gt;Aliás, Francisco foi sempre uma surpresa. Na hora de ir embora, lhe ofereci uma cerveja (que de pronto recusou, sob o argumento de estar dirigindo...atitude louvável, quebra de minhas expectativas preconceituosas) e troquei com ele algumas palavras. Era conhecedor do jazz, sonhava em tocar saxofone! Sabia trechos de músicas de Coltrane, de Lester Young, Charlie Parker...Meu Deus, como eu fui preconceituoso...Confirmo a tese de alguns autores que dizem que a classe média tenta atribuir ao jazz o status de música erudita, restrita a poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;"O trabalho convém ao homem, (...) evita que ele olhe para esse outro que é ele e que lhe torna a solidão horrível" (Anatole France)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim...posso me alongar demais, ir por caminhos outros que demandariam outras páginas. A propósito, creio ter me desviado do assunto proposto inicialmente. Paro por aqui.&lt;br /&gt;Não quis com essa pequena digressão desqualificar o trabalho dos estagiários, muito pelo contrário (afinal, espero, serei um deles). Nem&amp;nbsp;dizer que&amp;nbsp;a gente letrada não merece o reconhecimento que tem.&amp;nbsp;Há uns que tem oportunidade e há outros que não. E há aqueles que vão atrás da oportunidade, mesmo não a tendo a priori. É assim que sempre foi e é assim que é.&lt;br /&gt;Só digo, e digo sobretudo a mim mesmo, que às vezes é preciso ser mais modesto e humilde quando olhamos para nós em relação aos outros. Ostentar títulos e currículos recheados de cursos e experiências diversas é saudável até certo ponto. &lt;br /&gt;Lembremo-nos que quem constrói os prédios em que estudamos e as pontes por&amp;nbsp;onde passamos com nossos carros recém adquiridos, e quem prepara o café que tomamos enquanto conversamos sobre as mazelas sociais do país não são os candidatos a &lt;i&gt;"Investment Banking"&lt;/i&gt; ou "&lt;i&gt;Asset Management&lt;/i&gt;", mas sim pessoas simples como Francisco e Ricardo, que podem muito bem entender de Gramsci ou gostar de música barroca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante sim valorizar o que se tem e o que se conseguiu ao longo da vida, mas sem excessos, pois dessa forma corre-se o risco de incorrer na prepotência. &lt;br /&gt;Que eu seja mais humilde e menos preconceituoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-6778587752282003072?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/6778587752282003072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=6778587752282003072' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6778587752282003072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6778587752282003072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/10/do-estagio-e-da-labuta.html' title='Do estágio e da labuta'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-262530828433846268</id><published>2009-10-04T17:38:00.016-03:00</published><updated>2009-10-06T08:29:55.627-03:00</updated><title type='text'>O piano de Chopin</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SskHk2a2kJI/AAAAAAAAAGk/Gf6vjfMRyVg/s1600-h/chopin6.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SskHk2a2kJI/AAAAAAAAAGk/Gf6vjfMRyVg/s200/chopin6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;i&gt;Fryderyk Franciszek Szopen&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chopin, como é conhecido por nós, nasceu na Polônia em março de 1810 e faleceu em Paris, em 1849, aos 39 anos. Acredita-se que a causa tenha sido a tuberculose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a ouvir alguma coisa de Chopin há uns 4 anos atrás. Aconteceu que eu passava pelo sebo, onde tinha ido comprar um livro para o vestibular. Como a mulher não dispunha de troco no momento, concordei em comprar um CD por R$5,00. Com um pouco de pressa, escolhi o de Chopin, que trazia alguns noturnos e polonaises na contracapa. Curioso foi o fato de eu nem saber quem era Chopin, nem mesmo sabia que a "Marcha Fúnebre" era de sua autoria. Mas, por alguma razão, escolhi ele e não outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atribui-se a Chopin o título de romântico, no contexto da periodização da história da música. Não tenho gabarito pra discursar a fundo sobre isso, e acho que nem tentaria se tivesse.&lt;br /&gt;Fica aqui apenas a referência e a minha recomendação aos amantes do piano e de toda a sua particularidade. A música que separei é, justamente, uma das presentes no meu primeiro contato com o polaco. Trata-se de seu Noturno No. 13 (Opus 48 No.1) em Dó Menor, interpretado pelo pianista russo Nicolai Luganski.&lt;br /&gt;É um dos noturnos que mais aprecio, definitivamente. Na interpretação de Luganski, ganha o corpo que tem. É ao mesmo tempo paz e caos, dia e noite, serenidade e raiva, nos levando para onde a mente quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras do pianista polaco Arthur Rubinstein:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;"Chopin era um gênio de enlevo universal. Sua música conquista as mais distintas audiências. Quando as primeiras notas de Chopin soam por entre o salão de concerto, há um feliz suspiro de reconhecimento. Todos os homens e mulheres do mundo conhecem sua música. Eles amam isso. Eles são movidos por isso. No entanto, não é uma "música romântica", no sentido byroniano. Não conta histórias ou quadros pintados. É expressiva e pessoal, mas ainda assim um arte pura. Mesmo nesta era atômica abstrata, onde a emoção não está na moda, Chopin perdura. Sua música é a linguagem universal da comunicação humana. Quando eu toco Chopin eu sei que falo diretamente para os corações das pessoas!"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O piano é como se fosse uma extensão de seu corpo. Reparem nas expressões de Luganski, em como seu corpo reage a cada nota tocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 10px; white-space: pre;"&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/DjRky-ACSJg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/DjRky-ACSJg&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;color1=0xe1600f&amp;amp;color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-262530828433846268?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/262530828433846268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=262530828433846268' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/262530828433846268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/262530828433846268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/10/o-piano-de-chopin.html' title='O piano de Chopin'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SskHk2a2kJI/AAAAAAAAAGk/Gf6vjfMRyVg/s72-c/chopin6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-8549204391640784390</id><published>2009-09-23T09:44:00.008-03:00</published><updated>2009-09-23T20:09:41.171-03:00</updated><title type='text'>"Você é linda"</title><content type='html'>Hoje é dia 23.&lt;br /&gt;E quem fala por mim é Caetano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" 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máscara&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Choque entre o azul&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E o cacho de acácias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Luz das acácias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você é mãe do sol&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A sua coisa é toda tão certa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Beleza esperta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você me deixa a rua deserta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando atravessa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E não olha pra trás&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Linda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E sabe viver&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você me faz feliz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Esta canção é só pra dizer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E diz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você é linda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mais que demais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Vocé é linda sim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Onda do mar do amor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que bateu em mim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você é forte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Dentes e músculos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Peitos e lábios&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você é forte&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Letras e músicas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Todas as músicas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que ainda hei de ouvir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No Abaeté&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Areias e estrelas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não são mais belas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Do que você&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mulher das estrelas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mina de estrelas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Diga o que você quer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você é linda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E sabe viver&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você me faz feliz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Esta canção é só pra dizer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E diz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você é linda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mais que demais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você é linda sim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Onda do mar do amor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que bateu em mim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Gosto de ver&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você no seu ritmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Dona do carnaval&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Gosto de ter&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sentir seu estilo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ir no seu íntimo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nunca me faça mal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Linda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mais que demais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você é linda sim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Onda do mar do amor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Que bateu em mim&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você é linda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E sabe viver&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Você me faz feliz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Esta canção é só pra dizer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;E diz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Você é linda.&lt;br /&gt;Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-8549204391640784390?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/8549204391640784390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=8549204391640784390' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/8549204391640784390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/8549204391640784390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/09/voce-e-linda.html' title='&quot;Você é linda&quot;'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-946385512662873374</id><published>2009-09-12T17:43:00.001-03:00</published><updated>2009-09-12T23:14:51.597-03:00</updated><title type='text'>Pra quê?</title><content type='html'>Estive pensando em como fico abatido por pouco. Não se trata de uma questão da simples dicotomia entre alegria e tristeza, mas sim de um abatimento mais amplo, extra-pessoal.&lt;br /&gt;Percebo isso em outras pessoas também. Algo como uma perda momentânea da vontade de viver.&lt;br /&gt;Muitas vezes decorrente de causas tolas, poucas vezes de causas realmente relevantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão veio do que conversava com minha mãe dias atrás. Tomando o costumeiro café da tarde- que na ocasião acompanhou uma farta oferta de bolo de fubá- acabamos, em meio a comentários acerca da chuva torrencial da terça-feira última, estacionando no assunto citado no parágrafo anterior.&lt;br /&gt;Ela me contava como havia ficado uma amiga sua após a morte de seu marido. Companheiros de longos anos, eram conhecidos de minha mãe da escola em que lecionavam. Após breve discurso das frustrações que envolvem a rotina de um professor, minha mãe me descrevia como estava sua amiga dias após o falecimento. Sendo o ofício do magistério o que é hoje, não é de se surpreender que as palavras da amiga de minha mãe tenham sido as seguintes.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Pra quê? Pra quê, meu Deus? Passei tantos anos tentando mudar alguma coisa na cabeça daquelas crianças, enquanto podia ter dado mais atenção pro meu marido! Podia ter vivido mais ao lado dele!"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar as razões para o que fazemos constituí, em geral, mais angústia do que alívio. À parte aqueles que parecem já ter nascido com seus objetivos de vida programados na cabeça, a grande maioria de nós sabe pouco ou muito pouco o por quê de estar nesse mundo e o por quê de fazer o que faz.&lt;br /&gt;Nesse meio tempo de vida que tenho, me agarro firmemente às coisas que considero importantes. Um título, posses materiais, posses emocionais, certezas, dúvidas. Por não saber direito qual é o meu lugar aqui, faço das coisas à minha volta o meu lugar e, aos poucos, vou firmando as bases daquilo que chamo de normalidade. Vou me adequando para seguir o protocolo (in)determinado por fatores quaisquer.&lt;br /&gt;"Pra quê? Pra quê, meu Deus?" parece sintetizar os momentos de abatimento, quando se olha pra trás e o que se vê são cinzas e poeira.&lt;br /&gt;De fato, parece natural dizer que devo buscar mais momentos, mais faíscas no espaço, que representam coisas de maior importância, pra quando olhar pra trás, puder dizer "Valeu a pena!" e não "Pra quê?".&lt;br /&gt;Há um outro lado que me diz para desconsiderar quaisquer razões, por que elas nunca serão encontradas. O que se deve fazer é apenas viver, buscando aquilo que naturalmente se quer buscar, sem nisso se apegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pensar dessa forma, me isolo do mundo, subjugando todas as coisas à minha condição. É a expressão initerrupta da força do meu ego. Me coloco externamente às outras coisas, buscando nelas as razões para o meu descontentamento. Sempre achei muito falho, mas nunca consegui me livrar disso. E daí nasce a oscilação entre o alto e o baixo, onde tem sido difícil encontrar o equilíbrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-946385512662873374?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/946385512662873374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=946385512662873374' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/946385512662873374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/946385512662873374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/09/pra-que.html' title='Pra quê?'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-4308359479379261877</id><published>2009-08-26T20:54:00.016-03:00</published><updated>2009-08-28T17:27:38.238-03:00</updated><title type='text'>Res Publica</title><content type='html'>Não costumo falar de política no blog. Não que não discuta algumas coisas por entre alguns copos de cerveja com amigos da mesma idade, que, apesar de muito pouco entender do mundo político e do Congresso, esbravejam ao ouvir falar de Sarney e deste ou aquele partido, irrompendo em xingamentos e teses revolucionárias. Geralmente paramos por aí, passando a discursar sobre cinema ou as peripécias de cada um no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SpXOLdcNifI/AAAAAAAAAGc/oxMKSEGO4jY/s1600-h/danca_impunidade.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SpXOLdcNifI/AAAAAAAAAGc/oxMKSEGO4jY/s320/danca_impunidade.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;Angela Guadagnin, em "&lt;em&gt;Dança da Impunidade&lt;/em&gt;" ou &lt;em&gt;"Dança da Pizza"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Os recentes acontecimentos envolvendo os senadores da República me chamaram a atenção para um aspecto mais amplo, mais universal. Entre atos secretos, abuso de poder, clientelismos e um quadro asqueroso de impunidade, reside lá no fundo um ponto mais central: o descaso com a coisa pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O Estado democrático, sendo o que é, nada mais é do que o reflexo do espírito coletivo da sociedade, dizem alguns. Sendo aqueles que governam e que legislam os representantes do povo, dir-se-á que a culpa das coisas estarem como estão é nossa. Em última análise, correta do ponto de vista teórico, a soberania reside nas mãos do povo. A própria palavra democracia traz isso em sua etimologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Pois bem, acontece que na prática a teoria é outra. E o povo, tal como se encontra hoje, de soberano não tem nada. Essa discussão pode se estender por mais copos de cerveja que as geladeiras do bar podem suportar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Deixando essa questão um pouco de lado, o que quero enfatizar é o ponto central, o descaso com a coisa pública. Para além da questão da representatividade e do funcionalismo público, o problema se estende também aos fatos mais corriqueiros do cotidiano. Pouco ou quase nenhuma é a consideração que a maioria dos indivíduos tem pelo coletivo. Seja o ato de jogar lixo na rua ou de desviar a verba destinada à merenda das escolas municipais, o que se costuma ver é quase sempre interesses particulares sobrepujando a boa conduta perante a coletividade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Obviamente, comparar o ato de jogar lixo na rua com o desvio de verbas públicas é bastante forçado, mas a essência permanece a mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Como membro integrante de um centro acadêmico, vejo, numa perspectiva micro, como a estrutura de poder pode ser distorcida. O uso da "máquina pública" visando a satisfação de interesses privados chega a um ponto que torna-se "natural". A visão de que, ao ocupar um cargo de representatividade, um sacrifício até certo ponto, o indivíduo pode dispor de privilégios pelo serviço que "presta" é comum. É algo como um pacto unilateral, onde quem governa coloca-se acima de quem é governado, assumindo privilégios e regalias para si. Passa-se por cima das regras, atirando ao lixo o legalismo e as cartas escritas para manter a imparcialidade e a igualdade jurídica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Ah, sou tal e tal, tenho direito a cortar fila ou não pagar por determinado evento".&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Eu também gosto dessa idéia, quem não gosta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Certa feita,&amp;nbsp;uma professora contou uma história que ilustra bem esse fato no Brasil. Por ocasião da Copa do Mundo de 1994, quando a seleção brasileira foi a campeã, os jogadores trouxeram consigo alguns artigos comprados no exterior, mas que excediam o limite de valor possível de ser importado. Ao serem barrados no aeroporto, os assessores entraram em contato com a Receita Federal. O então responsável pela liberação negou aos jogadores a entrada no país, exigindo que pagassem os devidos impostos. A notícia chegou ao gabinete do presidente, na época Itamar Franco, que, passando por cima do diretor responsável na Receita, liberou a entrada dos jogadores com a muamba adquirida. O funcionário da Receita renunciou ao cargo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;É o famigerado "jeitinho brasileiro". Estou longe de ser exceção, antes que o leitor pense que a intenção do texto seja me isentar de alguma responsabilidade. O "descaso com a coisa pública" nesse país é enorme, a lei é lei para alguns, não passando de "juridiquês" bem escrito para outros. À maioria resta a possibilidade de indignação, poucas são as vezes em que passa disso. A persistente impunidade é ainda mais incômoda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Bom...isso rende, pelo menos, boa matéria para as conversas de bar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;"Garçom, mais um chopp aqui, geladinho, por favor".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-4308359479379261877?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/4308359479379261877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=4308359479379261877' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/4308359479379261877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/4308359479379261877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/08/res-publica.html' title='&lt;i&gt;Res Publica&lt;/i&gt;'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SpXOLdcNifI/AAAAAAAAAGc/oxMKSEGO4jY/s72-c/danca_impunidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-5333881780529873910</id><published>2009-08-22T18:02:00.001-03:00</published><updated>2009-08-22T18:05:01.944-03:00</updated><title type='text'>Citação de Sociologia</title><content type='html'>Interessante é a perspectiva sociológica. Reproduzo abaixo um trecho do livro &lt;i&gt;"Perspectivas Sociológicas: uma visão humanística"&lt;/i&gt;, de Peter Berger. O trecho é parte do capítulo 4 do livro, onde o autor observa a sociedade como uma "gigantesca prisão", tal como trata a concepção de Durkheim. É, portanto, constituinte de um raciocínio maior e não deve ser tomado como único ou isolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;"A sociedade, como fato objetivo e externo, manifesta-se sobretudo na forma de coerção. Suas instituições moldam nossas ações e até mesmo nossas expectativas. Recompensam-nos na medida em que nos ativermos a nossos papéis. Se saímos fora desses papéis, a sociedade dispõe de um número quase infinito de meios de controle e coerção. As sanções da sociedade são capazes, a todo momento da existência, de nos isolar entre os outros homens, expor-nos ao ridículo, privar-nos de nosso sustento e nossa liberdade e, em último recurso, privar-nos da própria vida. A lei e a moralidade da sociedade podem apresentar complexas justificativas para cada uma dessas sanções, e a maioria de nossos concidadãos aprovará que sejam usadas contra nós como castigo por nosso desvio. Finalmente estamos localizados na sociedade não só no espaço, como também no tempo. Nossa sociedade constitui uma entidade histórica que se estende temporariamente além de qualquer biografia individual. A sociedade nos precedeu e sobreviverá a nós. Nossas vidas não são mais que episódios em sua marcha majestosa pelo tempo. Em suma, a sociedade constitui as paredes de nosso encarceramento na história."&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Interessante, não? &lt;br /&gt;É bom respirar um pouco esse semestre o ar livre das matematizações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-5333881780529873910?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/5333881780529873910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=5333881780529873910' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5333881780529873910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5333881780529873910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/08/citacao-de-sociologia.html' title='Citação de Sociologia'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2665378762071765303</id><published>2009-08-15T20:10:00.003-03:00</published><updated>2009-08-26T21:09:46.928-03:00</updated><title type='text'>Pesaroso</title><content type='html'>Acordei hoje arrependido. Um arrependimento agudo, fino como a ponta de uma agulha, daquelas que me aplicavam nas brancas nádegas há alguns anos atrás.&lt;br /&gt;Calçar o chinelo de palha ao sair da cama, lavar o rosto na água gelada, engolir o café na xícara rachada. Tudo era lembrança. Tudo foi fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revejo o passado, tentando entender o presente. Tolice, dizem. O que aconteceu não pode ser mudado, não pode ser apagado. &lt;br /&gt;Quem sabe? As ações do homem podem transpor as barreiras do tempo, podem seguir a direção anti-horária; não contra, mas com os ponteiros do relógio, tal como o velho e sua sombra projetada na calçada.&lt;br /&gt;A que recorrer quando falta a coragem de assumir o erro? Não há do que me desculpar, não há sentido em pedir perdão, mas parecem ser "me desculpe" as únicas palavras cabíveis à situaçao. Ao primeiro olhar certamente abaixaria a cabeça, num gesto multifacetado, de significado obscuro.&lt;br /&gt;Estar adormecido na arte parece ser um bom título, um pouco mais leve, menos repressivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da incerteza, tomo mais uma xícara de chá e me ponho a investigar os meios de fazer o contato novamente. Frações de tempo depois, me ocupo de outras canções. Até o dia em que acordar arrependido novamente, quando tudo será lembrança uma vez mais.&lt;br /&gt;Sua flor é o descanso, a repousar na estante. Graças a ela, tenho todo dia a lembrança de seu sorriso e de suas mãos, que tão cuidadosa e suavemente fizeram do papel uma rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: #999999;"&gt;"Da hipótese tiro a síntese, e da síntese tiro a antítese."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2665378762071765303?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2665378762071765303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2665378762071765303' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2665378762071765303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2665378762071765303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/08/pesaroso.html' title='Pesaroso'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-5843228689983705467</id><published>2009-08-10T00:54:00.006-03:00</published><updated>2009-08-13T16:26:15.447-03:00</updated><title type='text'>Do respeito e da pesca pobre</title><content type='html'>Uma vez mais pude comprovar a minha inépcia na arte de pescar. &lt;br /&gt;Parece fácil, basta colocar a isca no anzol e lançá-lo à água, esperando que o pedaço de isopor dê algum sinal positivo. Mas minha contribuição ao montante de peixes no final da tarde fica só no ato de cavocar a terra e dela tirar algumas minhocas.&lt;br /&gt;Passar tardes com os avós é recompensador, para dizer o mínimo. Ouvir suas histórias, suas palavras de sabedoria...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"É preciso fazer silêncio, senão o peixe não vem, filho."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atentamente observava a habilidade com que meu avô manejava a vara de pesca. Como numa dança, olhava, tirava e recolocava na água as sete varas com que pescava simultaneamente. Pescar para ele é um descanso, um repouso. Por mais que os peixes não venham, ele ficaria sentado à beira do rio, lançando suas varas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo completava a pintura, o quadro que compunha a cena. O vento batendo na superfície da água, esboçando leves ondas, numa simetria quase geométrica, o som das aves nos céus, a canção entoada e o Sol de fim de tarde, que pintava nas nuvens tons de vermelho e laranja.&lt;br /&gt;Ah...que delícia estar ali, sentindo na própria pele a efemeridade e a eternidade de uma tarde diante de um rio. E era isso que era, uma tarde diante de um rio, nada mais que uma tarde diante de um rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E então, filho, como está a faculdade?"&lt;br /&gt;"Ah, vô, tá bem, normal."&lt;br /&gt;"Hm...você tá fazendo francês né?&lt;br /&gt;"É."&lt;br /&gt;"Tá gostando? Olha o peixe na sua varinha."&lt;br /&gt;"Tô gostando sim. Ah, droga, perdi..."&lt;br /&gt;"Você puxou muito rápido, tem que esperar ele prender a boca na anzol."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxei tão rápido a vara da água que o anzol enganchou numa árvore atrás de mim. Enquanto desfazia o trabalho porco, meu avô tirava mais três tilapias dos anzóis. Era como se ele soubesse o momento exato, como se enxergasse através da água escura da represa. Devolvera um dos três, sob o argumento de estar muito novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então filho, aproveita agora essa época pra fazer as coisas que você tem vontade."&lt;br /&gt;"Ah sim vô, estou aproveitando."&lt;br /&gt;"Porque depois, quando você for ver já foi. Quando você chega no fim da vida é que vê o quanto deveria ter feito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou por ali. Eu não tinha o que dizer, fiquei apenas aproveitando o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"A bondade é o princípio do tato, e o respeito pelos outros é a primeira condição para saber viver" - Henri Frédéric Amiel&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje, data dedicada aos pais, a família se reuni para um almoço na casa dos avós. Foi, como sempre, um almoço como outro qualquer. Em verdade, pouca diferença faz se nos reunimos num dia das mães, num dia dos pais, num Natal ou numa Páscoa. A cena é sempre a mesma, os papéis se repetem, vontades são suprimidas. É irritantemente visível o tratamento que dispensamos a nossos pais e avós.&lt;br /&gt;Aos dias determinados pelo calendário correspondem ações determinadas pelo bom senso. Portanto, no dia dos pais, desejamos a nossos pais um feliz dia dos pais - e assim sucessivamente. Correspondem também reuniões familiares (longe de se caracterizarem como tal). Quem faz a comida é a avó, quem senta na cadeira da ponta é o avô. Mas quem se serve primeiro é quem consegue. &lt;br /&gt;É absolutamente impressionante o fato de ninguém se preocupar em, ao menos, verificar como estão meus avós. Se estão sentados, se estão com talheres, com copos. Se querem arroz, se querem um pedaço do frango, se querem algo mais. Não. Todos correm buscando garantir suas próprias porções de alimento. Servir? Ver se está tudo bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esteja exagerando, talvez esteja me colocando como "aquele que entende das coisas". De fato, posso não conhecer a relação de meus avós com meus tios (relação que tem o dobro da minha idade, diga-se de passagem). Mas reparo no que vejo, e o que vejo são demonstrações de desrespeito e até descaso em algumas circunstâncias.&lt;br /&gt;Não sei se posso soltar a máxima do "não se respeitam mais os mais idosos". Fato é que o que costumo ver nos almoços de família é, para usar de eufemismos, incômodo. Falo pelo meu caso, por aquilo que conheço, longe de querer soar universal. Mas a coisa parece se reduzir a um "feliz dia dos pais" e a um presente. Os pais merecem muito mais do que isso, os avôs merecem o dobro. Respeito é o mínimo, e sempre vai bem uma pitada de consideração e preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveríamos aprender mais com os mais velhos. Deveríamos respeitar mais os mais velhos. Sobretudo quando o velho é seu pai.&lt;br /&gt;Esse pode ser o último dia dos pais que passamos todos juntos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-5843228689983705467?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/5843228689983705467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=5843228689983705467' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5843228689983705467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5843228689983705467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/08/do-respeito-e-da-pesca-pobre.html' title='Do respeito e da pesca pobre'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-4632514814552183350</id><published>2009-07-27T15:04:00.003-03:00</published><updated>2009-07-28T12:53:32.467-03:00</updated><title type='text'>Vida Simples: Grandes expectativas (5/5)</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Na vida pessoal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de Psicologia da Universidade de Harvard Daniel Gilbert tem uma teoria bastante interessante sobre por que tendemos a deixar escapar tanta expectativa pelas frestas dos nossos desejos. Segundo ele, tentamos o tempo todo prever os acontecimentos da vida. Desde o momento que abrimos os olhos de manhã conjecturamos como será nosso dia no trabalho, o trânsito, o encontro à noite. E, de acordo com Gilbert, isso traz um ganho para a sensação de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antecipar nossos prazeres é uma forma de prolongá-los. Começar a pensar naquela festa uma semana antes nos permite “experimentá- la” por sete dias, em vez de curti-la só no sábado. Prever a viagem de férias é uma forma de se entregar ao merecido período de recesso antes mesmo de bater o ponto e pegar o avião (além de ser um estímulo a mais para as horas de trabalho, claro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ressaca desse processo, porém, é que não somos muito bons em prever nada realisticamente. Assim, quando começamos a pensar na festa uma semana antes, vamos criando uma expectativa grande sobre ela, achando que vai ser um momento de alegria genuína. No entanto, quando a festa chega, ela pode nem ser tão legal assim – e aí o sentimento de frustração vem à tona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os acontecimentos futuros que nossa mente antecipa como grandiosos são frequentemente uma grande decepção”, escreve Gilbert no livro O que nos Faz Felizes. E isso vale, óbvio, não só para festas, mas também para os relacionamentos, empregos, objetivos de vida. “Como não conseguimos prever o quão felizes nos sentiremos com algum acontecimento futuro, criamos uma série de fantasias sobre nossa concepção de felicidade.” E elas, na grande maioria das vezes, não se concretizam. Aí, haja decepção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, além de inevitável, criar expectativas é indispensável para nos motivar a viver. Mesmo que muitas vezes quebremos a cara com as ilusões que criamos, sem elas seria difícil levantar da cama de manhã. Se você não imagina que seu dia possa ser bacana, dificilmente vai querer enfrentá-lo. Ou se já esperar que a festa vai ser ruim, não vai encontrar uma razão sequer para se motivar a ir. Sem expectativas, nos tornamos apáticos, sem vontade. Exatamente o mesmo sentimento que acomete os que sofrem de um mal como a depressão, por exemplo, quando tudo parece desinteressante e desanimador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o resultado, também, de decepções que enfrentamos ao longo do nosso caminho. Algumas parecem ser tão doídas que nos deixam sem qualquer fio de esperança. Principalmente quando nos decepcionamos com nós mesmos. Porque daí, além de enfrentar a desilusão, temos que encarar também a culpa. “Por que fui apostar tanto nisso?” “Eu sou mesmo um idiota de ter acreditado naquilo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saída, nesses momentos, é tentar desanuviar a mente e perceber a constatação humilde e realista dos fatos. Sem exageros, sem estardalhaços. Assim, as dimensões de uma decepção como essa se reduzem às de um fato totalmente possível a pessoas normais como eu e você, que não temos obrigação (nem possibilidade) de ser perfeitas. Então, dê-se um desconto. Criar expectativas não é uma escolha, mas um caminho que temos que seguir. O melhor a fazer é aproveitar o trajeto da forma mais tranquila e plena. Assim, a chegada tende a ser sempre compensadora."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a quinta e última parte da série. E também a que mais elucida, na minha opinião. &lt;br /&gt;Nunca tinha parado pra pensar no que disse o professor de Harvard. Digo, já tinha me dado conta de que antecipo o que acontecerá ao longo do dia, mas nunca tinha relacionado isso com "ganho para a sensação de felicidade" ou como prolongamento da sensação de prazer. E, por extensão, isso afeta todo o conjunto da obra de que trata esta série.&lt;br /&gt;O exemplo da festa foi mais do que ilustrativo. Tudo começa já na propaganda da festa: "Open Bar de blá, blá, blá, blá! Performances ao vivo! Mulheres vip até a meia-noite!", e por ai vai. Conjectura-se todo o andamento da festa, planejam-se falas, olhares, abordagens. No dia da festa, come-se bem, toma-se um banho mais caprichado, utiliza-se o perfume empoeirado e a roupa bonitinha. Com tantas preliminares, a coisa deveria ser boa. No entanto, ao menos no meu caso, observo o contrário. Haha. E quando me perguntam como foi a festa, brado afirmando ter sido "muito loca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É engraçado na verdade...agora vejo o quanto sou metódico no meu trato com o dia-a-dia, talvez em função de estar dentro de uma rotina ou talvez em função da invenção do relógio. Planejar o dia se tornou natural e criar expectativas sobre esse planejamento se tornou automático. Sei que todo o dia pego o jornal na portaria da faculdade, e todo dia espero a mesma reação do porteiro. Sei que ao chegar em casa vou sentar no sofá e teimosamente circular pelos canais da televisão, e todo dia espero encontrar algum programa interessante.&lt;br /&gt;Prego tanto o desapego, a despreocupação com o tempo, a vivência do presente, o já desgastado carpe diem, mas faço tanto o contrário...sempre tentarei me lembrar que antecipar felicidade também pode significar adiar e potencializar sofrimento. Se a felicidade vir, devo aproveitá-la enquanto durar, pois as coisas acontecem quando acontecem e é assim que é. Mas se o sofrimento vier, devo suportá-lo enquanto durar, pois as coisas acontecem quando acontecem e é assim que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei da passagem &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"criar expectativas não é uma escolha, mas um caminho que temos que seguir"&lt;/span&gt;, na minha opinião a melhor do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps. Os textos foram retirados de http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/079/grandes_temas/conteudo_450012.shtml.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-4632514814552183350?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/4632514814552183350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=4632514814552183350' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/4632514814552183350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/4632514814552183350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/07/vida-simples-grandes-expectativas-55.html' title='Vida Simples: Grandes expectativas (5/5)'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-588080320942808365</id><published>2009-07-25T22:51:00.005-03:00</published><updated>2009-07-28T12:59:09.857-03:00</updated><title type='text'>Vida Simples: Grandes expectativas (4/5)</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/Smu28KuXl3I/AAAAAAAAAGE/WE1nYo4K5KE/s1600-h/namorado.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 302px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/Smu28KuXl3I/AAAAAAAAAGE/WE1nYo4K5KE/s320/namorado.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362580926101952370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Nos relacionamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há paixão sem idealização. O escritor francês Stendhal já sabia disso. No verão de 1818, ao fazer um passeio pelas minas de sal de Hallein, na Áustria, ele ficou encantado com o que viu. Os mineiros costumavam recolher galhos secos e sem folhas a armazená-los em locais de trabalho abandonados. Depois de um tempo, pelo efeito das águas saturadas de sal, esses galhos, após secarem, iam se cobrindo de cristais salinos, que lhes davam um efeito belíssimo. Os pedaços ficavam tão recobertos de sal que pareciam diamantes. Era quase impossível reconhecer que se tratava de galhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stendhal percebeu ali uma metáfora para o amor romântico: no momento em que começamos a nos interessar por uma pessoa, não a vemos mais como ela realmente é, mas como nos agrada vê-la. A percepção real é tomada por idealizações que a transformam em poesia aos nossos olhos. “Dessa forma, sempre exageramos as qualidades da nossa paixão e acabamos subestimando as falhas e as características negativas que ela possa ter”, diz o psicólogo Thiago de Almeida, especialista em relacionamentos amorosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse poço de virtudes do nosso bem-amado vai se esvaindo conforme o conhecemos melhor. E, exatamente por termos pintado a pessoa como ideal demais, quando a descobrimos real ficamos decepcionados. O campo dos relacionamentos é o que mais carrega nos traços de uma idealização excessiva, por isso as frustrações amorosas são as mais sentidas. O amor é a coisa mais triste quando se desfaz (como dizia Vinícius) porque ele é idealizado como perfeito demais para se desfazer. Nossa primeira noção de amor vem da nossa mãe, do amor absoluto que não tem fim. “E alguns continuam a exigir o incondicional amor materno, fantasiado e disfarçado em relacionamentos amorosos adultos”, escreve a psicoterapeuta Judith Viorst no livro Perdas Necessárias. Na vida real, os relacionamentos acabam, se desfazem – aposto que todo mundo tem aí algo para contar sobre o fim de uma paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, o lado bom dessa história toda é que, se superada a idealização, o contentamento romântico tende a amadurecer em uma união profunda. O que era pura “cristalização” dá lugar a um relacionamento real. Para que ele sobreviva às expectativas fantasiosas, é preciso aceitar que os galhos não são cristais de sal. Deve-se gostar dos galhos justamente porque eles são galhos – independentemente da forma como estejam recobertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor maneira de evitar desilusões é planejar com realismo suas metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada essa fase inicial, a próxima também tende a ser complicada: fazer o relacionamento dar certo a despeito das perspectivas que criamos com relação ao parceiro. Não existe segredo para isso, mas os especialistas aconselham que a honestidade pode ser uma boa saída para evitar frustrações. Ponha as cartas na mesa: deixe claro o que espera da relação e o que está disposto a fazer para ela dar certo – e em que não consegue ceder. Dessa forma, as expectativas tendem a ser mais realistas e não caímos na tentação de querer presumir o que o outro pensa ou deseja. Nem querer que o outro adivinhe o que esperamos dele."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse temos de tudo, um escritor, um psicólogo, uma psicoterapeuta e, logicamente, Vinícius, que não poderia faltar quando o tema é esse.&lt;br /&gt;Concordo com a quase totalidade do que foi dito. Apesar de (achar) seguir o manual da não-idealização e do realismo, não sei até ponto posso me ater a ele.&lt;br /&gt;Ela é perfeita pra mim, e não sei quando vai deixar de ser. Talvez aconteça um dia, talvez não. Quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos relacionamentos que já tive tirei lições das expectativas e frustrações. É como diz o texto, não podemos esperar que o outro adivinhe o que estamos pensando, o que estamos querendo, nem o que estamos planejando. A insegurança e o medo da coisa toda acabar fecham os olhos para o que poderia ser vivido, e muitas vezes acabamos com uma lista das coisas que achamos que temos que fazer, como se fôssemos seguir um manual, uma receita.&lt;br /&gt;É preciso saber ceder, nem dar de menos e nem dar de mais. Mas é sempre preciso estar lá pra quem se ama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o amor, como dizia Vinícius, seja mesmo a coisa mais triste quando se desfaz.&lt;br /&gt;E ouçamos à voz de Gal Gosta.&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;a target="_blank" href="http://www.yehplay.com/musics/Gal-Costa-O-amor-em-paz-/293925/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="yehplay" align="middle" border="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=f36ac51ba2fd095797f6f79e44acda50" /&gt;&lt;param name="quality" value="High" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=f36ac51ba2fd095797f6f79e44acda50" quality="High" width="260" height="60" name="yehplay" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu amei,&lt;br /&gt;E amei ai de mim muito mais&lt;br /&gt;Do que devia amar&lt;br /&gt;E chorei&lt;br /&gt;Ao sentir que iria sofrer&lt;br /&gt;E me desesperar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então&lt;br /&gt;Que da minha infinita tristeza&lt;br /&gt;Aconteceu você&lt;br /&gt;Encontrei em você&lt;br /&gt;A razão de viver &lt;br /&gt;E de amar em paz&lt;br /&gt;E não sofrer mais,&lt;br /&gt;Nunca mais&lt;br /&gt;Porque o amor&lt;br /&gt;É a coisa mais triste&lt;br /&gt;Quando se desfaz&lt;br /&gt;O amor é a coisa mais triste&lt;br /&gt;Quando se desfaz&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-588080320942808365?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/588080320942808365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=588080320942808365' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/588080320942808365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/588080320942808365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/07/vida-simples-grandes-expectativas-45.html' title='Vida Simples: Grandes expectativas (4/5)'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/Smu28KuXl3I/AAAAAAAAAGE/WE1nYo4K5KE/s72-c/namorado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-3896879069419843207</id><published>2009-07-25T22:38:00.002-03:00</published><updated>2009-07-25T22:40:55.276-03:00</updated><title type='text'>Vida Simples: Grandes expectativas (3/5)</title><content type='html'>&lt;em&gt;"No trabalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de 24 anos trabalhando em uma multinacional, Maria Cristina Scarpato resolveu deixar para trás a posição de gerente de qualidade e uma oferta de promoção para investir uma nova empreitada: abrir sua própria empresa. Apesar de ter chegado a um patamar que nove entre dez executivos almejam, ela se sentia estacionada na função. “Minha maior frustração era perceber que poderia ficar acomodada ou me tornar uma especialista que só serviria para um tipo de atividade para o resto da minha carreira”, diz ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Cristina nadou contra a maré das expectativas profissionais da maioria das pessoas. Afi- nal, convencionou-se acreditar que o padrão para ser bem-sucedido está justamente em ter uma boa posição em uma grande empresa, com ótimos benefícios e, claro, um excelente salário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sociólogos estudam algo que chamam de frustração social: uma decepção que não está ligada a uma situação objetiva, mas a uma percepção coletiva que se tem dela. Existem padrões sociais para tudo, inclusive para nossas carreiras. Muitas pessoas levam esses padrões a sério demais, e tendem a se sentir desiludidas – fracassadas até – se não os alcançam. “O padrão de cada um é determinado individualmente, cada pessoa tem um desejo, um objetivo diferente para sua vida”, afirma Emerson Ciociorowski, coach e autor do livro Executivo – O Super-homem Solitário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meta de Maria Cristina era compartilhar seus conhecimentos com outras pessoas, outras empresas. Hoje ela está muito mais satisfeita por ter batalhado pelo conceito que ela tinha de realização. “Agora viajo muito, algumas vezes tenho saudades de 30 dias de férias, mas sinto-me renovada, muito valorizada, útil e reconhecida”, afirma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é todo mundo que se sente assim. A principal frustração que assola os escritórios e empresas mundo afora está ligada ao reconhecimento. Ou, melhor dizendo, à ausência dele. Isso acontece, segundo Ciociorowski, por conta da falta de objetividade do que se espera de um funcionário. Como não sabe o que exatamente a empresa quer dele, ele acaba se esforçando demais e faz uma série de coisas que, de repente, não têm o menor valor. E isso gera uma decepção muito grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo para evitar essa sensação é saber o que a empresa almeja de você. Vale um papo franco com seu chefe para entender quais as suas reais atribuições. Se você quer ser promovido, mas isso não acontece, questione: que atributos são exigidos para o cargo? Será que tenho todas as habilidades e talentos necessários? “Temos que assumir a responsabilidade sobre nosso próprio desenvolvimento. Não adianta ficar desmotivado, culpando o outro por suas frustrações”, afirma o consultor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor maneira de evitar desilusões é planejar com realismo suas metas. O importante é procurar trabalhar em empresas que tenham os mesmos valores que os seus – ou até ser autônomo ou abrir seu próprio negócio se estiver difícil encontrar alguma empresa que se enquadre no que você acredita. Nossos valores são a base de todas as nossas escolhas. Ir contra eles é certeza de frustração."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas dando continuidade à série. Não tenho muito o que falar aqui...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-3896879069419843207?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/3896879069419843207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=3896879069419843207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3896879069419843207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3896879069419843207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/07/vida-simples-grandes-expectativas-35.html' title='Vida Simples: Grandes expectativas (3/5)'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2136501025426710123</id><published>2009-07-21T23:55:00.009-03:00</published><updated>2009-07-22T14:40:33.370-03:00</updated><title type='text'>Vida Simples: Grandes expectativas (2/5)</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SmaAnWBI27I/AAAAAAAAAF8/Y8tVJFY2jTU/s1600-h/familia.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 256px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SmaAnWBI27I/AAAAAAAAAF8/Y8tVJFY2jTU/s320/familia.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361113819844762546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Na família&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na infância que lidamos pela primeira vez com nossas frustrações: ter que largar a chupeta, não ganhar aquele brinquedo que pedimos, perder a atenção irrestrita com o nascimento do irmão. Nessa fase aparece em nosso caminho uma palavra chata que vai nos perseguir para sempre: “não!”. E é justamente a relação com ela que vai definir nosso controle emocional diante das negativas da vida. “As pessoas que ouviram pouco ‘não’ na infância têm muito mais dificuldade de aceitar uma recusa quando se desenvolvem e se tornam adultas”, afirma a filósofa e educadora Tânia Zagury.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos pais evitam dizer “não” como forma de resguardar o filho de se frustrar. Como se fosse possível impedir que a criança se sinta desiludida vez ou outra. O grande problema é que, se uma pessoa não aprende desde cedo a conviver com a decepção em coisas cotidianas, vai ter sérias dificuldades para lidar com o fim de um relacionamento ou não ser aceito em um trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma medida que é importante ensinar os filhos a conquistarem o que querem, é imprescindível também mostrar que nem tudo que se quer pode ser conquistado. Nesse sentido, a frustração coloca nossos pés no chão, mostrando que a realidade dos fatos, na maioria das vezes, está muito longe daquela que idealizamos. “A frustração é pintada como algo ruim, que se deve evitar. Ao passo que, se bem trabalhada, ela pode ser bastante positiva para o crescimento pessoal, para o amadurecimento psíquico e o aprimoramento das relações de um indivíduo”, diz Tânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde pequena Melissa Rondon teve que conviver com a decepção de não conhecer o pai. Quando a mãe dela ainda estava grávida, eles brigaram e ele nunca mais apareceu. Aos 12 anos, ela resolveu que queria conhecê-lo, tentar resgatar uma relação mesmo que tardia. Com a ajuda de uma tia, ela conseguiu contatá-lo e marcaram um encontro. Mas de novo teve que enfrentar a frustração. O pai tinha outra família e não estava disposto a assumi-la para a esposa e os novos filhos. A rejeição foi um balde de água fria na expectativa de Melissa. “Quando o procurei, achei que teria um pai de verdade, que me ligasse, que pudesse sair comigo para conversar, que se preocupasse. Não alguém que quisesse uma relação assim, escondida”, diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aos 25 anos, Melissa garante que superou bem a desilusão justamente por não ter idealizado tanto o pai. “Não podia esperar muito de alguém que nunca se esforçou para me conhecer.” É comum as crianças verem seus pais e mães como deuses, infalíveis e perfeitos. Mas, à medida que crescem, percebem que essa imagem não é real, que eles têm defeitos, limitações – e se frustram. Nas relações familiares, as decepções estão principalmente ligadas a padrões que criamos. O pai que quer que o filho seja algo que ele não é, o filho que espera que a mãe seja mais carinhosa. “O segredo é aceitar que nossos familiares são pessoas com visões diferentes das nossas idealizações”, aconselha o terapeuta familiar americano David Niven. E ele conclui: “Não estrague sua vida familiar estabelecendo padrões que você criou para ela”."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que converso de família com alguns de meus amigos, surgem citações a Freud. Um ou outro muito raramente arrisca citar algum outro autor das coisas da psique. Eu, como bom estudante de economia, não entendo absolutamente nada de Freud ou das ciências da psique. O máximo que chego a discursar sobre a natureza humana trata da racionalidade maximizadora do homem. Que vergonha meu Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, acho que no que concerne à família não tive tantas expectativas e/ou frustrações. Não que nunca tivesse passado pela minha cabeça o sentimento de querer que meu pai ou minha mãe fossem diferentes em alguns aspectos. Mas penso que isso não afetou substancialmente a maneira como os encarava. Creio que aprendi - e já há algum tempo - a aceitá-los como são. Já baseio minhas ações em expectativas reais, fruto de curtos 20 anos de convivência com eles. Sei, ao menos parcialmente, até onde posso ir e como posso ir.&lt;br /&gt;Mas também nunca tive uma experiência como a da Melissa da reportagem, meu pai sempre esteve ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho expectativas, aí sim, diante da minha capacidade de formar uma família. E certamente terei frustrações. Coisas que hoje considero negativas na minha relação pai-filho podem ser repetidas no futuro. E pior que junto dessa frustração vem o sentimento de culpa.&lt;br /&gt;Mas antecipar isso parece forçar um pouco a barra, afinal de contas quem sou eu pra ter certeza do que é bom ou ruim numa relação familiar?&lt;br /&gt;Mas como diz Álvaro de Campos naquele trecho de Tabacaria, &lt;em&gt;"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o sonho de ter uma família unida e que se dê bem é um dos meus sonhos nesse mundo. Independentemente das expectativas e das frustrações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2136501025426710123?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2136501025426710123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2136501025426710123' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2136501025426710123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2136501025426710123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/07/na-familia-e-na-infancia-que-lidamos.html' title='Vida Simples: Grandes expectativas (2/5)'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SmaAnWBI27I/AAAAAAAAAF8/Y8tVJFY2jTU/s72-c/familia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2089661070135833894</id><published>2009-07-18T18:43:00.006-03:00</published><updated>2009-07-22T00:11:48.245-03:00</updated><title type='text'>Vida Simples: Grandes expectativas (1/5)</title><content type='html'>Atrasei no horário marcado para o corte de cabelo. Tive que aguardar então uma brecha na conturbada escala de horários em cima da mesa, nada mais justo. Sentei, olhei para os lados...olhei pra baixo, pra cima...&lt;br /&gt;A fim de fazer o tempo passar, pedi cordialmente uma xícara de café. Mas o tempo não passou. A coerção da espera e das pessoas conversando salão adentro foi grande e me forçou a folhear as revistas dispostas na estante. As opções eram vastas: Caras, RSVP, uma Saúde e uma Vida Simples.&lt;br /&gt;Abri a Saúde, mas fechei alguns segundos depois, a reportagem sobre alimentos cancerígenos me irritou. Como relutei desde pequeno em abrir uma Caras, peguei a Vida Simples. &lt;br /&gt;De capa provocativa (a pergunta era "Você está frustrado?"), a revista me atraiu com uma reportagem sobre expectativas e frustrações, tema recorrente nos posts desse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue a reportagem, que se divide em áreas da vida moderna: vida pessoal, relacionamentos, trabalho e família. O texto é meio auto-ajuda...mas quem não aprecia um auto-ajuda de vez em quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Grandes expectativas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Administrar nossas esperanças e perspectivas diante da vida pode ser uma boa forma de lidar com as frustrações que invariavelmente vão surgir em nosso caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma lição universal: nem tudo na vida acontece da maneira como queremos ou desejamos. Alguns aprendem isso no dia a dia, vendo que o trânsito não vai andar só porque se está com pressa, que aquele filme nem sempre vai ser bom porque se apostava que ele fosse, que as pessoas de quem gostamos vão nos magoar de vez em quando, mesmo que quiséssemos evitar isso.&lt;br /&gt;Já outros têm que passar por situações mais delicadas para constatar a mesma verdade: ver um relacionamento acabar, perder alguém querido, ser demitido depois de anos de dedicação à empresa. Mas ninguém, em todos esses casos, discorda de como é difícil encontrar obstáculos no caminho da realização de um desejo. Mas, se a gente sabe disso de cor e salteado, por que é que ainda sofremos tanto quando temos uma vontade frustrada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta está no fato de que tendemos a idealizar demais as coisas, criar grandes expectativas sobre tudo. É normal – e até imprescindível – nos rodearmos de expectativas. O problema é que, na maior parte das vezes, essas expectativas são tão elevadas que o confronto com a realidade é uma desilusão. E acabamos sofrendo com isso. No entanto dá, sim, para tolerar melhor a frustração que surge desse processo. É sobre isso que vamos falar a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas espera lá: antes que você crie esperanças demais sobre essa reportagem, vale deixar claro que nosso objetivo não é dar respostas prontas. Até porque cada um lida com as suas decepções de maneiras diferentes. Queremos mostrar que dá para colocar as frustrações para trabalhar a nosso favor no trabalho, na vida pessoal, nos relacionamentos e até nas relações familiares.&lt;br /&gt;Tudo para você chegar ao fim do texto refletindo melhor sobre o que fazer quando algo contrariar suas expectativas. Sem grandes decepções."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou arriscar algumas palavras ao final de cada citação. Essa na verdade é a introdução da reportagem, parte da seção "Grandes Temas".&lt;br /&gt;A pergunta indaga por que sofremos quando vemos uma vontade frustrada, mesmo tendo conhecimento de que as coisas não acontecem como queremos ou desejamos. A resposta replica dizendo que o problema é o fato de tendermos a idealizar demais as coisas, a criar grandes expectativas sobre tudo. Segundo o autor, rodear-se de expectativas está dentro da normalidade. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a pergunta não cala. Por que nos frustramos? Por que, mesmo sabendo que as coisas podem não acontecer como queremos, nos frustramos? Talvez a resposta esteja na própria pergunta.&lt;br /&gt;Sim, sabemos que as coisas podem não acontecer da maneira como queremos que aconteçam. Mas isso não nos impede de querer que elas aconteçam da forma que queremos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos, nos próximos posts, o que a reportagem tem a dizer sobre família, relacionamentos, trabalho e vida pessoal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2089661070135833894?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2089661070135833894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2089661070135833894' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2089661070135833894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2089661070135833894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/07/vida-simples-grandes-expectativas-11.html' title='Vida Simples: Grandes expectativas (1/5)'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2967660005696303401</id><published>2009-07-12T23:54:00.009-03:00</published><updated>2009-07-13T01:22:14.326-03:00</updated><title type='text'>Kozure Ookami</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;em&gt;"Quando não se há mais nada a perder, quando tudo o que possuímos nos é tomado e tudo em que acreditávamos nos é negado, certamente somos obrigados a rever certos princípios. Mais do que frustração ou desespero, a sensação mais visceral é a necessidade de identificar o que é realmente necessário para a vida. Nem luxos, nem posição, nem reconhecimento, nem mesmo o pão de cada dia. O que importa, de fato, é a motivação que nos faz seguir adiante. Contentar-se apenas em sobreviver e, com isso, ter somente uma pseudo-vida? Ou estabelecer uma meta, mesmo que irreal ou inalcançável, para, ao menos, ter com o que sonhar?"&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itto Ogami teve sua mulher assassinada e seu cargo político comprometido. Era executor do &lt;em&gt;shogun&lt;/em&gt;, um dos cargos de maior prestígio no Japão do sec. XVII. Tendo o nome de sua família desonrado, Ogami escolhe trilhar o &lt;em&gt;meifumado&lt;/em&gt;, literalmente o caminho do inferno, e viver em meio à morte e à vingança. Seu filho, Daigoro, também se vê diante de uma escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;"Daigoro! Você deve achar seu próprio caminho! Escolha a dotanuki e junte-se ao seu pai na estrada do assassino. Escolha a temari e eu te mandarei para junto de sua mãe em yomi, a terra dos espíritos."&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pequeno Daigoro escolhe a espada, e sem hesitar passa a seguir o pai e a trilhar o &lt;em&gt;meifumado&lt;/em&gt;. A relação dos dois é uma das coisas que mais impressiona na história. &lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;"Um pai conhece o coração do filho, como só o filho conhece o do pai. Um estranho não entenderia", &lt;/em&gt; diz o ex-executor. &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há capítulos só sobre o filho, sobre como ele lida com situações adversas. É praticamente impossível descrever a profundidade e a genialidade com que o autor desenvolve a história. A descrição psicológica das personagens é fantástica, ainda mais aliada aos traços únicos de seu desenho. A fidelidade histórica e a seriedade da abordagem impressionam. Ainda mais a mim, com raso conhecimento de histórias em quadrinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho citado no topo do post é parte da introdução do volume 5 de &lt;em&gt;"Lobo Solitário", &lt;/em&gt;uma verdadeira obra de arte sob a tutela de Kazuo Koike e Goseki Kojima. Estou no sexto dos 28 volumes e já estou maravilhado, realmente vale a pena.&lt;br /&gt;Os autores vão além do arroz-com-feijão quando se trata de contar histórias de &lt;em&gt;samurai&lt;/em&gt;, dissecando a fundo seu código de conduta e seus valores. Por se tratar de relativa paz interna no Japão (leia-se estabilidade política), a classe dos &lt;em&gt;samurai&lt;/em&gt; passava por uma transição, onde as artes da espada perdiam importância militar, mas ganhavam importância social. Em meio a esse quadro, um grande número de &lt;em&gt;samurai&lt;/em&gt; perderam seu "emprego", ficaram sem senhor, passando a vagar pelas ruas e dedicando-se a outras atividades. Itto Ogami é um desses &lt;em&gt;ronin&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;samurai&lt;/em&gt; sem senhor), e passa a atuar como matador contratado por terceiros, apelidado de lobo solitário.&lt;br /&gt;Até que ponto vai o &lt;em&gt;bushido&lt;/em&gt; e a honra dos &lt;em&gt;samurai&lt;/em&gt;? Será que se trata apenas de escolher entre o &lt;em&gt;bushido&lt;/em&gt; ou o &lt;em&gt;meifumado&lt;/em&gt;? Esses são questionamentos trazidos pelos autores, e que em momento algum são levianos.&lt;br /&gt;Além dessa questão, há também a belíssima aula de história dada por essa obra. Questões políticas, econômicas e sociais podem ser apreendidas durante a leitura. O retrato dos costumes e da estrutura social do Japão daquela época é minuncioso, e melhor do que muitos livros de história, creio eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, fica a recomendação aos interessados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SlqsNLdn3DI/AAAAAAAAAF0/yVPXZFjLU70/s1600-h/lobosolitrio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SlqsNLdn3DI/AAAAAAAAAF0/yVPXZFjLU70/s320/lobosolitrio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357784049125940274" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;"O homem virtuoso diz:&lt;br /&gt;a alegria mora no lugar onde ela é gerada,&lt;br /&gt;a gratidão jamais se esquece de suas origens,&lt;br /&gt;os antigos já diziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lobo morre e volta a sua cabeça para o morro.&lt;br /&gt;Isso é chamado clemência."&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2967660005696303401?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2967660005696303401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2967660005696303401' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2967660005696303401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2967660005696303401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/07/kozure-ookami.html' title='Kozure Ookami'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SlqsNLdn3DI/AAAAAAAAAF0/yVPXZFjLU70/s72-c/lobosolitrio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-7252012683125883191</id><published>2009-07-07T20:59:00.005-03:00</published><updated>2009-07-07T22:48:03.940-03:00</updated><title type='text'>Impressões incômodas</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;em&gt;Frédéric Chopin - Nocturne No.16 in EbM Op.55 No.2&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;font face="Arial" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;a target="_blank" href="http://www.yehplay.com/musics/Chopin-Piano-Nocturne-in-Ebm/60845/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;br&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="yehplay" align="middle" border="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=c45f5b8bd3533956f540e2b5e173e849" /&gt;&lt;param name="quality" value="High" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=c45f5b8bd3533956f540e2b5e173e849" quality="High" width="260" height="60" name="yehplay" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pelos cantos da cidade gente de toda sorte. Uns com mais, outros com menos.&lt;br /&gt;Da janela do ônibus observo de passagem os becos e cantos das ruas de São Paulo. Numa mesma viagem vê-se madames, judeus, pobres, ricos, mendigos, avós com seus netos, pais com seus filhos, filhos sem seus pais e netos sem seus avós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos eles têm um objetivo imediato. Uns vão comprar banana da terra no supermercado, outros têm consulta com seus médicos de confiança, outros se dirigem aos bancos, exibindo seus cartões brilhantes, e sacam alguma quantia, outros estão em busca de um canto para estender a mão. Uns entram, e saem com sacolas. Outros, do lado de fora, colocam-se a olhar fixamente os que saem com suas sacolas. Uns sentam e comem. Outros sentam e dormem.&lt;br /&gt;Muitas vidas se entrelaçam pelos cantos da cidade, muitos olhares são trocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As impressões atentam para essa pluralidade de realidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos corredores do mercadinho, mãos se estendem em direção ao mesmo saco de chá.&lt;br /&gt;- "..."&lt;br /&gt;- "Pode pegar, eu prefiro esse aqui do lado."&lt;br /&gt;- "Obrigado. Não deixe a água ferver muito, se não o chá não fica bom!"&lt;br /&gt;Podemos nunca mais nos encontrar, mas por um momento tivemos a intenção de pegar o mesmo saco de chá, eu e aquela senhora cujo nome não perguntei. Ela foi ao caixa 3, eu ao caixa 5. Minha compra deu R$ 21,60. A dela não faço a menor idéia. E sumimos no meio da multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da rua, um quarteto de cordas tocava peças barrocas, fazendo parar alguns e outros transeuntes, dos quais uma limitada parcela deixava alguns trocados no case de violino. Parei um pouco para apreciar, o som era muito agradável. Um lembrete de que tenho coisa parecida em casa, mas que há tempos não ouço. Deixei R$ 0,75 sobre as notas amassadas. Pouco, mas era isso ou R$ 10,00, e por que optei pelos centavos não sei bem responder. Apesar da quantia irrisória, me agradeceram, esboçando sorrisos que julguei verdadeiros, respondi com um aceno e segui meu curso. Há tempos não sentia tanto respeito sendo mutuamente compartilhado.&lt;br /&gt;Bem aventurados, mas mal afortunados aqueles que trilham o caminho das artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti sede, olhei ao redor e vi a barraca de sucos. Faziam com a fruta inteira, casca e tudo. Eram bastante desorganizadas as pessoas espremidas na barraquinha sentada sobre o asfalto. Pai, mãe, filha, irmã e outras que falhei em identificar. Algum ruído se iniciava do meu lado.&lt;br /&gt;- "Moça, seu suco!", dizia a trabalhadora mais jovem.&lt;br /&gt;- "Eu não falei que queria sem açúcar!!", esbravejou a gorda mulher após levar o copo aos lábios.&lt;br /&gt;- "Ai moça, desculpa, mas aqui fazemos todos com açúcar..."&lt;br /&gt;- "Todos com açúcar, isso não existe! Isso que dá um bando de preto inventar essas coisas!!"&lt;br /&gt;De súbito, a mulher jogou o suco no balcão e saiu. A menina, enrubrescida, foi para um canto se recuperar do ocorrido. Quem sabe se ela conseguiu...&lt;br /&gt;Talvez tenha sido um dia ruim pra a mulher também, talvez algum parente seu tenha morrido, ou ela foi despedida. Um observador externo pouco sabe. Mas uma coisa eu posso dizer, que nada, nada justifica o tratamento dispensado à garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo terminado meus afazeres, já era hora de ir embora. Naquela hora, pensei na senhora que me deu conselhos sobre o preparo de infusões. Pensei nos músicos, cujas vidas não devem ser nada fáceis, mas que mesmo assim ainda fazem o que fazem. Talvez por amor à arte, talvez por não terem outra escolha. Pensei na família que se esforça sobre-humanamente nos finais de semana para preparar sucos e levar uns trocados para casa. Pensei na gorda mulher e na sua atitude covarde de atirar o suco ao balcão. E pensei em mim, que tinha vindo até ali para comprar umas revistas, um pacote de chá, um vidrinho de pimenta coreana que havia prometido ao meu irmão e alguns biscoitos para dividir com alguém especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SlPjagoZVWI/AAAAAAAAAFs/AszwHJWWaSA/s1600-h/mendigo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 248px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SlPjagoZVWI/AAAAAAAAAFs/AszwHJWWaSA/s320/mendigo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355874426449122658" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, de repente, pensei em todas aquelas pessoas que fazem das calçadas suas camas, que fazem da sarjeta seus sofás e das pontes seus tetos. Pensei em todas aquelas pessoas que fazem de doses de pinga seus comprimidos para dormir. Em pessoas desprezadas, ridicularizadas e até temidas. Em fantasmas, seres zumbis a vagar pelas ruas, a nos importunar diante das janelas dos carros, pedindo trocados e demonstrações de pena e consideração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós! &lt;br /&gt;Quem somos nós? Quem sou eu?&lt;br /&gt;Quem sou eu para ter pena de gente como eles? Quem sou eu para dar trocados? Quem sou eu para me importar?&lt;br /&gt;Quem sou eu para achar que sou alguém...&lt;br /&gt;Quem sou eu para achar que sou alguém para poder falar deles...para poder falar por eles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez me sinto incomodado com a situação. Mais uma vez reajo da mesma forma. Mais uma vez o garfo com arroz e feijão que minha mãe prepara fica pesado. &lt;br /&gt;De onde vem esse incômodo, essa culpa? De onde vem essa tristeza diante da condição alheia? E, pior, de onde vem essa falsidade diante do incômodo?&lt;br /&gt;Não sei nada desse mundo, mas escrevo. Escrevo com a aparentemente autoridade de alguém que crê ter poder para um dia ver um outro mundo, mas que descrê das próprias ações, como se fugisse de uma responsabilidade pré-definida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E pensei em mim, que tinha vindo até ali para comprar umas revistas, um pacote de chá, um vidrinho de pimenta coreana que havia prometido ao meu irmão e alguns biscoitos para dividir com alguém especial.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E pensei na minha única reação diante da janela do ônibus, indignação covardemente reduzida a duas palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Que merda..."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-7252012683125883191?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/7252012683125883191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=7252012683125883191' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7252012683125883191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7252012683125883191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/07/frederic-chopin-nocturne-no.html' title='Impressões incômodas'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SlPjagoZVWI/AAAAAAAAAFs/AszwHJWWaSA/s72-c/mendigo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-729658644027900800</id><published>2009-06-28T22:50:00.009-03:00</published><updated>2009-06-28T23:25:30.572-03:00</updated><title type='text'>Um domingo e Benjamin Button</title><content type='html'>A recente suspensão das atividades da graduação na faculdade deram a esse final de semestre uma súbita sensação de férias antecipadas. A gripe suína (ou gripe A H1N1, para evitar aborrecimentos aos simpatizantes da nomenclatura correta) trouxe algumas piadas infames e virou espetáculo nos grupos de e-mail. Todos agora fingem espirrar e estar enfermos.&lt;br /&gt;Fato é que as provas foram adiadas e tenho agora uma semana perdida no começo de julho pra tentar estudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Hoje abri um livro, li cerca de três parágrafos e resolvi alugar um filme. &lt;em&gt;O Curioso Caso de Benjamin Button&lt;/em&gt; foi o escolhido na prateleira empoeirada, não havia muito pelo que optar. Do conto de F. Scott Fitzgerald veio o longa de David Fincher. E não, não li o conto primeiro.&lt;br /&gt;Vi o filme sozinho nessa manhã fria de domingo. Me alojei no sofá e, sob as cobertas, confortavelmente enfurnei minha cabeça no travesseiro, apertando o play com um sorriso no rosto. "Ahh..que gostoso estar de férias", me veio à cabeça por um momento.&lt;br /&gt;Pois bem, o filme surpreendeu. Não cheguei a chorar, mas confesso que me sensibilizou um pouco. E fez o domingo ser mais do que um domingo em que a televisão da sala é brindada com a ilustre presença de Fausto Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SkgehPzCKhI/AAAAAAAAAFk/Z8Y83-J9CK4/s1600-h/salvador-dali-clock.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 253px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SkgehPzCKhI/AAAAAAAAAFk/Z8Y83-J9CK4/s320/salvador-dali-clock.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352561713654934034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O fato do filme brincar com o meu conceito de novo e velho, vida e morte e sobretudo com a idéia que tenho de tempo me encantou. &lt;br /&gt;Para seu corpo, o tempo caminhava no sentido reverso. E para sua mente? Benjamin cresceu em meio a pessoas que pareciam com ele fisicamente. Cresceu em meio a muitas histórias. Falas de gente que já tinha vivido décadas. Falas de gente que tinha pouco tempo de vida.&lt;br /&gt;Falas de gente sete vezes atingida por trovões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Did I ever tell I've been struck by lightning seven times?", &lt;/em&gt;assim dizia Mr. Daws.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo minha vida numa via reta...&lt;br /&gt;Pode ser que hajam curvas, mas sempre estarei andando em frente. Um pé após o outro, num ciclo que em algum momento findará.&lt;br /&gt;Meus aniversários aos poucos vão sendo menos cheios de enfeites e de doces, menos cheios de gente. E os anos vão passando, as experiências vão se acumulando e o corpo vai envelhecendo. Verei aqueles que hoje dividem suas vidas comigo morrerem algum dia. Verei um dia meus pais ficarem doentes, e nesse dia serei eu que irei pro hospital. Serei eu quem apresentará os documentos e cuidará das burocracias. Serei eu que direi "E aí, doutor, é grave?".&lt;br /&gt;Os papéis se inverterão algum dia, mas ainda continuarão sendo os mesmo papéis, com as mesmas rasuras e dobraduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vislumbrado com a questão do tempo, percebi que na verdade estava preocupado com o que faria com esse tempo, com quem passaria as manhãs até o último dia. E, no meio do filme, me dei conta da importância de construir uma família e sentir o tempo passar rodeado daqueles que são importantes pra mim. Aproveitar cada momento, cada fase. Me sentir bem ao envelhecer, me sentir bem sendo pai, depois avô. E ver que depois de tudo que vivi, deixei pra trás um rastro de alegria e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, sempre quis ter uma filha. Uma filha que eu possa levar ao primeiro dia de aula, ensiná-la a andar de bicicleta, dançar uma valsa de 15 anos com ela e vê-la se formar na faculdade. Coisas simples da vida, coisas pequenas do dia-a-dia, mas coisas que tornam essa linha em que vivo infinita, conexa por pontos onde o nó é a morte, na passagem de geração para geração. Onde, quando o meu corpo se for, permaneça a importância e o significado de ter vivido.&lt;br /&gt;Depois de morto, espero ter sido digno o suficiente para merecer de minha filha um lugar nas suas memórias. Espero ter sido digno o suficiente para que um dia ela olhe pra um foto e diga com um brilho nos olhos, "Olha, esse é meu pai!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Our lives are defined by its opportunities...even the ones we miss", &lt;/em&gt;assim disse Benjamin Button.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SkgeY-i9PQI/AAAAAAAAAFc/O5Tc2C3ZBjA/s1600-h/maos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 246px; height: 170px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SkgeY-i9PQI/AAAAAAAAAFc/O5Tc2C3ZBjA/s320/maos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352561571585146114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Benjamin via seus companheiros de quarto irem aos poucos, enquanto ele apenas começava a escrever sua história. Sempre que alguém morria, chegava outro. Crescer em meio à morte pode ou não trazer à tona o que ela significa. Mas quem sabe o que a morte significa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Benjamin, we're meant to lose the people we love. How else would we know how important they are to us?", &lt;/em&gt;assim disse Mrs. Maple.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-729658644027900800?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/729658644027900800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=729658644027900800' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/729658644027900800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/729658644027900800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/06/um-domingo-e-benjamin-button.html' title='Um domingo e Benjamin Button'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SkgehPzCKhI/AAAAAAAAAFk/Z8Y83-J9CK4/s72-c/salvador-dali-clock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-4074656129007086077</id><published>2009-06-20T21:07:00.017-03:00</published><updated>2009-06-21T19:04:30.463-03:00</updated><title type='text'>Tendendo ao limite</title><content type='html'>Mais alguns pensamentos soltos, aos moldes dos escritos da Érica. Gostei de escrever desse jeito.&lt;br /&gt;Aliás, me ocorreu agora que o que estou fazendo pode infringir direitos autorais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tem sido difícil manter a serenidade. &lt;br /&gt;Sempre que te vejo, se torna bastante difícil manter a serenidade. Minha intenção era aproveitar cada oportunidade, cada mísero segundo, para tentar fazer as coisas direito, o que não tem se apresentado com facilidade. As palavras me escapam, o raciocínio se confunde, as mãos começar a coçar. Não sei se percebe, aliás. Espero que não. &lt;br /&gt;Na sua presença, sempre procurei fazer aquilo que soasse mais natural. Sempre tentei me adequar àquilo que achava ser o que você esperava. Minhas poucas tentativas parecem ter sempre falhado. Não vejo contrapartida, não vejo retorno. Mas será que tenho que ver algum? Será que devo ser mais paciente? Será o tempo, o problema? Ou ainda, será que estou olhando pro lugar certo?&lt;br /&gt;Talvez deva insistir um pouco mais! Talvez não...sinto me arrepender disso mais pra frente...Então até onde eu posso ir? Até onde posso me arriscar? Também sinto que me arrependerei se nada fizer...No limite, minha fraqueza parece ser maior. Quisera eu ter a determinação e a coragem pra me expor uma vez mais, pra deixar de lado a postura pessimista.&lt;br /&gt;Apesar de assim parecer, ainda não obtive sucesso em digerir aquela conversa de "somos só amigos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que é tão difícil me desvencilhar disso? Por que é tão difícil sentir a liberdade novamente? Por que é tão difícil me despedir de você sem ficar com a impressão de que tinha que ter te falado algo, mas não falei? Você já disse que não se tratava daquilo que eu imaginava. Mas eu insisto em achar que você não quis escrever aquelas palavras. Insisto em querer acreditar que a vela ainda não apagou, que é só proteger um pouco que ela acende de novo. Sim, ainda gosto muito de você e ainda não me convenci de que seguiremos caminhos completamente distintos. E dessa incerteza nasce a esperança. Mas lembremo-nos que da esperança também nasce a frustração...&lt;br /&gt;Tenho criado o hábito de diariamente reparar a minha máscara, que tem se desgastado com facilidade nos últimos tempos. E confesso que já estou cansando. Não quero mais usá-la, preciso respirar ar puro, preciso sentir o vento bater no rosto. Nem que para isso tenha que tirá-la à força. Pode sangrar um pouco, mas depois cicatriza, sem grandes problemas. Afinal de contas, a vida continua e sempre continuará, de um jeito ou de outro.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-4074656129007086077?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/4074656129007086077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=4074656129007086077' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/4074656129007086077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/4074656129007086077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/06/tendendo-ao-limite.html' title='Tendendo ao limite'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-1008332962553037872</id><published>2009-06-16T20:26:00.013-03:00</published><updated>2009-06-17T13:12:30.413-03:00</updated><title type='text'>Onegaishimasu</title><content type='html'>Toda semana, em dias alternados, colocava meus pés no &lt;em&gt;tatami&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Onegaishimasu"&lt;/em&gt; era a palavra que proferia ao adentrar no dojo. Sempre que abria a portinha, ajeitava meus pés de modo a direcioná-los para frente e de modo que ficassem juntos. Calmamente, reverenciava os &lt;em&gt;kami&lt;/em&gt;, tomando o cuidado de manter o olhar direcionado para o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro da fonte e do calmo som da água caindo nas pedras. Os trófeus dos outros &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt; enchiam o ambiente de grandeza e brilho. As espadas davam o ar militar, enquanto os &lt;em&gt;ningyo&lt;/em&gt;, os bonecos feitos de conchas do mar moídas e cola, representando figuras femininas davam o ar sutil e confortante.&lt;br /&gt;As gravuras &lt;em&gt;shodo&lt;/em&gt;, a música meditativa &lt;em&gt;honkyoku&lt;/em&gt; e o mini-jardim zen, tudo transformava o ambiente num pedaço do Japão. Tudo criava, uno e separadamente, um ambiente harmônico, pacífico, pleno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Domo arigatou gozaimashita, doshi-sama"&lt;/em&gt; eram as palavras que proferia ao retirar-me do dojo. Mais uma vez, ajeitava meus pés e reverenciava os &lt;em&gt;kami&lt;/em&gt;, mantendo o olhar direcionado para o chão. E ia embora pra casa, com a sensação de dever cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SjkVmeFFfUI/AAAAAAAAAFM/0E6o4nVBH4w/s1600-h/masechudayumasaaki2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SjkVmeFFfUI/AAAAAAAAAFM/0E6o4nVBH4w/s320/masechudayumasaaki2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348329783132781890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desde que iniciei a prática do &lt;em&gt;Zenjutsu&lt;/em&gt;, arte marcial que resgata os valores dos antigos guerreiros &lt;em&gt;samurai&lt;/em&gt;, tenho me apegado muito ao Japão e a seu passado. O modo de encarar a vida dos japoneses na antiguidade me fascina, me seduz, me intriga. Para tudo há uma resposta, mas que não deve ser evidenciada, ou tampouco procurada. Os caminhos, ou &lt;em&gt;do&lt;/em&gt;, na terminologia japonesa, seriam os meios pelos quais o homem transcende a vida cotidiana dentro dela mesma. Não entendo em profundidade a essência do &lt;em&gt;do&lt;/em&gt;, apenas tenho uma vaga noção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciei meus estudos, por assim dizer, no &lt;em&gt;budo&lt;/em&gt; (ou caminho marcial). Nas paredes do &lt;em&gt;dojo&lt;/em&gt; estavam representadas as 8 virtudes do guerreiro: honra, coragem, cortesia e polidez, sinceridade, humildade, dever e lealdade, compaixão,  honestidade e justiça. Exercitávamos esses valores todos os dias, onde e com quem quer que fosse.&lt;br /&gt;Era nos dias de frio, quando treinávamos descalços, portando somente uma vestimenta semi-aberta, que vía como aquilo tinha significado. Era preciso despir-se de frescuras e preconceitos. Se estava frio, estava frio, e nada além disso.&lt;br /&gt;Me recordo certa feita quando, também num dia de frio (aliás fazia 7°C), o &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt; propôs um aquecimento somente com respiração. &lt;em&gt;"Está doido", &lt;/em&gt;eu muito erradamente concluí. Bastaram alguns minutos de respiração cadenciada e bem conduzida para minhas mãos começarem a suar. Senti minhas pernas esquentarem e meus pulmões se encherem vigorosos, parecia ter acabado de acordar de uma boa noite de sono, tamanha a energia que sentia. &lt;br /&gt;Jamais havia sentido nada parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro dos &lt;em&gt;shugyo&lt;/em&gt;, os treinos intensos de 2 horas, que fazíamos uma vez por mês. O preparo psicológico já começava antes mesmo de entrarmos no tatami. O objetivo era a exaustão física e a transposição dos limites. Repetíamos exaustivamente séries e mais séries de exercícios, até o corpo dizer que não aguentava mais. Em um desses treinos, senti que minha perna direita não servia mais pra nada, não sustentava nem minha cabeça. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Sensei...não dá mais...não consigo mais chutar com essa perna."&lt;br /&gt;"Seu corpo aguenta. Mas a questão é se sua mente pode aguentar."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;E o corpo aguentava. A questão era realmente minha mente, onde meu ego colocava barreiras a ele mesmo.&lt;br /&gt;No final desses treinos, com o corpo já bastante moído, fazíamos um exercício de meditação, ao som de flautas e ao aroma de incensos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o corpo destruído, treino após treino me sentia cada vez mais leve. Me livrava de angústias, de preocupações e medos. E restava apenas o vazio, a mente limpa, como a superfície de uma lagoa na calmaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não treino mais as técnicas de combate, embora pretenda voltar. Muito do que aprendi lá foi decisivo no meu processo de entrar na faculdade. &lt;br /&gt;E agora? &lt;br /&gt;Cá estou, estudando ciências econômicas, tentando entender porque o consumidor escolhe x do bem 1 e y do bem 2, dada sua função utilidade Cobb-Douglas, com homogeneidade de grau 1. Parece que é só um problema de maximização com Lagrangiano...&lt;br /&gt;Meu Deus....Será esse mesmo o caminho que escolhi pra mim? Será esse o único caminho que posso seguir de agora em diante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que abdiquei de algo que não deveria ter abdicado, por mais que não entendesse do &lt;em&gt;zen&lt;/em&gt; e abstraísse superficialmente os códigos do bushido e de todo aquele papo de "iluminação" e "conheça a ti mesmo". O respeito mútuo naquele &lt;em&gt;dojo&lt;/em&gt; era algo que não encontrei em nenhum outro lugar. O sentido que aquele nome tinha e o peso da presença do &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt; eram inexplicáveis.&lt;br /&gt;Sinto falta das pessoas, da música, do &lt;em&gt;bancha&lt;/em&gt; depois dos treinos, do barulinho da água... &lt;br /&gt;Sinto falta de voltar pra casa e sentir o corpo cansado e o vazio. O corpo cansado que me fazia aproveitar um banho e o vazio que me fazia dormir com um sorriso no rosto e com paz na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SjkVwzs1jOI/AAAAAAAAAFU/ECtW276xmEQ/s1600-h/giardino-zen.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SjkVwzs1jOI/AAAAAAAAAFU/ECtW276xmEQ/s320/giardino-zen.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348329960735345890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;"É preciso buscar o equilíbrio", &lt;/em&gt;assim dizia meu &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Hoje, seu maior adversário é você mesmo. Use o que você aprendeu aqui para se tornar uma pessoa melhor e tornar melhor a vida daqueles que te rodeiam. Diante de uma injustiça, não se omita. Diante de um objetivo, não hesite. Diante de um sentimento, não despreze. Diante de quem quer que seja, respeite."&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-1008332962553037872?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/1008332962553037872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=1008332962553037872' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/1008332962553037872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/1008332962553037872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/06/oneigashimasu.html' title='Onegaishimasu'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SjkVmeFFfUI/AAAAAAAAAFM/0E6o4nVBH4w/s72-c/masechudayumasaaki2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-5541067140551886726</id><published>2009-06-10T07:43:00.014-03:00</published><updated>2009-06-21T00:19:22.342-03:00</updated><title type='text'>"Amores"</title><content type='html'>Há um blog que considero merecedor de destaque, &lt;em&gt;Giramundo e Girassol&lt;/em&gt; (o link está ao lado). Érica, a autora desses escritos, é minha conhecida há pouco tempo. Seus textos...eu diria que são...universais. Há uma altíssima probabilidade de que haja identificação pessoal com o que ela escreve, em maior ou menor grau.&lt;br /&gt;Seu último, &lt;em&gt;Amores&lt;/em&gt;, me incitou algumas boas reflexões, algumas noites mal-dormidas e voltas pra casa introspectivas. Em poucos dias, me revirou muitos pensamentos.&lt;br /&gt;A poesia é decorrência natural da forma e do conteúdo - atente o leitor à quase onipresença de parágrafos únicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me aproprio dessa poesia para fazer minha própria versão - muito mais modesta, hei de adiantar. Vejamos no que dá uma mistura de pensamentos soltos, sentimentos presos, ideias confusas, vontades e desejos, traduzidos no título mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;Dos Amores e suas Desconstruções&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Parei para pensar em como sua presença se tornou algo importante para mim. Me acostumei com as conversas nos banquinhos, regadas a risadas e comentários soltos. Nos falamos poucas vezes só nós dois, é verdade, mas talvez seja por falta de oportunidade, ou assim quer crer meu ego. Talvez tenha te idealizado um pouco, talvez tenha te dado muita importância, mas isso já perdeu qualquer relevância que porventura tivesse. Embora tenha já passado pela turbulência dos primeiros passos, voltei forçadamente a engatinhar, me apoiando sobre frágeis joelhos, tremendo para não cair. Mas te digo, me chame pra jantar na sua casa, nem que seja miojo e goiabada. Me chame pra te ajudar no trabalho da faculdade, nem que seja pra fazer ditado. Me abrace, pra eu me sentir protetor e me dê uma risada pra eu me sentir completo. Deixa eu sentir sua respiração de perto e sua voz falando baixo, quase sussurrando. Ainda que discuta política monetária e teoria do valor com meus companheiros de bar, perto de você viro uma criança, pronta pra sorrir diante de uma careta ou pra se acabar em piadas prontas.&lt;br /&gt;Me encante com seu jeito divertido, seu sorriso verdadeiro e seu olhar profundo e penetrante. Sua beleza é para mim um refúgio e sua voz é um calmante. Seu cheiro desconheço, nunca consegui roubar por alguns instantes alguma peça de roupa tua. Sua pele, um vago ideal no meu imaginário, nem sequer uma lembrança.&lt;br /&gt;Diga o que quer, que te darei tudo que tenho. Diga que me quer, que te direi que te quero. Diga que me ama, que não direi mais uma palavra. E aproveitemos esse sopro de felicidade enquanto ele durar e enquanto ainda é tempo, pois o futuro é incerto e o passado é certo demais. &lt;br /&gt;E se nada disso fizer, me deixe ao menos pensar em você e lembrar do dia em que, talvez, as coisas pudessem ter sido diferentes.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-5541067140551886726?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/5541067140551886726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=5541067140551886726' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5541067140551886726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5541067140551886726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/06/ha-um-blog-que-considero-merecedor-de.html' title='&quot;Amores&quot;'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-5674845581930483431</id><published>2009-05-31T18:23:00.008-03:00</published><updated>2009-06-06T11:30:03.717-03:00</updated><title type='text'>Dividir unifica</title><content type='html'>Esse ano tem sido excepcional. Estamos ainda em maio e já fui convidado para duas festas de 15 anos. A proporção é maior agora do que era quando ainda tinha essa idade. Lembro que no colégio ser convidado para uma festa dessas era um símbolo de status. Era como ser reconhecido como conhecido da garota bonita que pertencia ao grupo descolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante como os convites de festas de 15 anos são escritos, atribuindo ares de importância a todos os convidados. Há variações, mas que pouco se distanciam do padrão. "Nessa noite especial quero dividir minha felicidade com pessoas especiais, e você é uma delas".&lt;br /&gt;Nunca me esqueci de um convite rosa que me deram, que tinha uma citação de Nietzsche. Meu amigo, 16 anos na época, leitor interessado dos pensadores da filosofia, bem observou: &lt;em&gt;"Se ela entendesse Nietzsche, nem faria festa". &lt;/em&gt;Para aparentar intelectualidade, concordei silenciosamente com sua observação. Eu fingi entender de Nietzsche e ele fingiu ter acreditado em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À parte os comentários maldosos durante a festa (seja acerca dos convidados, ou dos salgadinhos, ou de comportamentos isolados de crianças), momentos como esses são bastante especiais. O cerimonial engessado de uma festa de 15 anos, com uma série de regras e protocolos a seguir, leva os presentes a refletirem sobre o que têm feito de suas vidas. Os 15 casais que entram, a sessão de fotos da infância, a valsa com o pai, com o tio, com o avô e com o príncipe, e as homenagens que se seguem me induziram a pensar sobre o passado e sobre o futuro, sobre o que passou e sobre o que eu acho que vai passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que terei uma filha, para poder dançar uma valsa de 15 anos com ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente me coloquei no lugar do pai, na sua felicidade de ver aquelas fotos de quando sua filha aprendeu a andar de bicicleta, de quando ela comia com babador, de quando ela ia na piscina de bolinhas.&lt;br /&gt;E, súbita e estranhamente, toda aquela situação me provocou, ao mesmo tempo, alegria e tristeza. Alegria por aquela família, que vivia um momento feliz, livre de tensões e fardos. Tristeza por algo que falho em identificar, como um sentimento de que aquilo não fosse acontecer comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho pensado muito em família ultimamente, muito em companheirismo, compania (talvez as palavras de meu avô tenham realmente surtido algum efeito). Não sei exatamente o que se passa, nunca fui de querer dividir muito minhas idéias guardadas na cabeça, nunca fui de admitir que precisava de outras pessoas. Mas, de súbito, enxerguei o "outro" e nele vi a figura com quem desejo dividir aquilo que penso. Um "outro" ora distante, ora próximo, ora aberto, ora codificado, hermético, indecifrável. Dele pouco entendo, mas muito dele espero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acho que a importância do outro reside no fato de ser com ele que dividimos aquilo que desesperadamente desejamos dividir, aquilo que necessitamos dividir. &lt;br /&gt;Dividir a dor, e não fazê-la cessar. Dividir a alegria, enquanto esta durar. Dividir o prazer do corpo e dele não ter vergonha. Dividir as angústias, as tristezas, as obrigações, os objetivos, as vitórias e as derrotas. &lt;br /&gt;Dividir as expectativas. Dividir as vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dividindo, aquilo que é separado torna-se uno, absoluto.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-5674845581930483431?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/5674845581930483431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=5674845581930483431' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5674845581930483431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5674845581930483431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/05/dividir-unifica.html' title='Dividir unifica'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2529813517118967421</id><published>2009-05-24T21:17:00.009-03:00</published><updated>2009-05-26T18:44:21.889-03:00</updated><title type='text'>O outro e sua importância</title><content type='html'>Pessoas vêm e vão em nossas vidas. Um bocado delas. Umas ficam, outras voltam, outras desaparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/ShnpfyAvSJI/AAAAAAAAAEc/mrcKIDGM2Cs/s1600-h/outro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/ShnpfyAvSJI/AAAAAAAAAEc/mrcKIDGM2Cs/s320/outro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339555565434521746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Da maioria ficam somente lembranças, fotos de um tempo aparentemente distante. De uma outra parte, fica a expectativa do reencontro, temperada com as fantasias do que poderia ter sido e não foi. Essas costumam ser fonte de frustrações.&lt;br /&gt;Poucas delas, muito poucas, transcendem a superficialidade. Tenho muitos conhecidos, mas conheço poucas pessoas. Fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A que devemos essa infeliz superficialidade nas relações humanas? Há quem diga que é a correria da sociedade moderna. Em direção totalmente oposta, há quem diga que é o caráter monótono da sociedade moderna.&lt;br /&gt;Eu sinceramente não sei responder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria por que atrelamos às pessoas que conhecemos alguma função social? Não faltaria considerarmos as pessoas pelas pessoas, pura e simplesmente?&lt;br /&gt;Conhecer o padeiro, e não o João, o dono da banca, e não o Marcos, não restringiria a profundidade que essa relação poderia tomar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns finais de semana atrás, questionei meu avô sobre essa questão enquanto pescávamos na beira de um rio. Era manhã, o tempo estava maravilhoso e a água calma. Bastante pragmático, me respondeu: &lt;em&gt;"Ora meu filho, você conhece melhor as pessoas com quem passa a maior parte do seu tempo."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Indo mais a fundo, lhe perguntei: &lt;em&gt;"Certo, mas o que é que determina quanto tempo passamos com cada pessoa?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nessa hora, veio a luz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Isso, só você tem a resposta. Pra mim, o que é essencial é a importância. Eu passo mais tempo com as pessoas que são importantes pra mim, que fazem com que eu me sinta bem, que fazem com que eu me sinta parte da vida delas também. Pra mim, essas pessoas são a nossa família. O resto é resto. Tem muita gente no mundo, muita gente que só quer passar por cima de você. Essas você evita, fala só oi e tchau. O importante mesmo é a família, Gabriel, é a família meu filho."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maravilhado com a sabedoria do meu avô, de pronto concordei com o que disse. Seguiu-se um silêncio reflexivo, quebrado pelo barulho de uma tilápia que saía da água, presa sob o anzol de meu avô. Era o décimo que ele pegara. Eu dava apenas prejuízo com as iscas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria então essa superficialidade mesmo infeliz? Não seria ela necessária, produto da organização social, inerente ao modo como vivemos? &lt;br /&gt;As palavras de meu avô apontam nessa direção.&lt;br /&gt;Realmente simpatizei com o critério que ele colocou. Atribuir importância às pessoas e, a partir disso, conhecê-las mais ou menos me parece bastante razoável. Aliás, é o que tenho feito inconscientemente até hoje.&lt;br /&gt;A importância que essa ou aquela pessoa tem para mim é algo que é difícil de controlar, de qualificar, de quantificar. Aliás, mais difícil ainda é determinar do que nasce essa importância. Da convivência? Nem sempre. De atos "heróicos"? Pouco provável. De um olhar? Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria então entre essas pessoas que devemos construir nossas bases?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a importância não é recíproca (se é que faz algum sentido ela ser recíproca)? Que se há de fazer então?&lt;br /&gt;Lutar pela amizade e reconhecimento dessa pessoa, correndo-se o risco de superdosar? Ou simplesmente observá-la de longe, mantendo uma distância saudável?&lt;br /&gt;Não seria o caso de adaptar os diversos "eus" que existem dentro de cada de nós, de modo a conviver pacificamente com o que está dado? Ou seria de caso de mudar o que está dado, de modo a satisfazer nossos "eus"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na próxima pescaria com meu avô tiro essa dúvida.&lt;br /&gt;Ainda que seja criação artificial do eu, o outro tem sim importância. Será por isso que "o inferno são os outros"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2529813517118967421?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2529813517118967421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2529813517118967421' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2529813517118967421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2529813517118967421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/05/o-outro-e-sua-importancia.html' title='O outro e sua importância'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/ShnpfyAvSJI/AAAAAAAAAEc/mrcKIDGM2Cs/s72-c/outro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-3302418138132978725</id><published>2009-05-14T08:19:00.005-03:00</published><updated>2009-05-16T11:09:03.302-03:00</updated><title type='text'>A ela, um vago obrigado</title><content type='html'>O Dia das Mães passou, foi domingo último. Não escrevi nada, não pensei em escrever nada. Estava ocupado demais estudando macroeconomia. Faria uma prova na terça-feira pós-Dia das Mães.&lt;br /&gt;Egoísta eu, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei horas atrás de um episódio que ocorreu a mim e a minha mãe já há algum tempo. Tinha na época cinco ou seis anos, se não me falha a memória atordoada pela cafeína.&lt;br /&gt;Estávamos nos arredores de uma chácara que meu pai comprara havia pouco tempo. Fazia Sol, era sábado e andávamos sob os pinheiros perto da represa.&lt;br /&gt;Éramos na ocasião eu, ela, meus avós e meu primo. Não me lembro por que razão, eu e minha mãe nos distanciamos dos outros. Ela me contava como nasciam os pinheiros e porque eles ficavam tão grandes e fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Mãe, por que os pinheiros ficam um do lado do outro?"&lt;br /&gt;- "Ali filho, oh. Eles usam os pinheiros pra separar um sítio do outro, quem nem no nosso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha memória conserva esse momento como um museu. Me lembro de cada detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Ah, mas por que não usa arame?"&lt;br /&gt;- "Ah filho, com árvore fica mais bonito, né?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andando de mãos dadas com minha mãe, me sentia protegido. Fantasiava sobre qual seria o jantar aquela noite e sobre qual jogo de videogame jogaria com meu primo até 3h da madrugada.&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, uns bois que ficavam numa chácara das proximidades se espantaram com um caminhão. Os gordos animais passaram a correr assustados, a cerca estava aberta. &lt;br /&gt;Minha mãe usava uma camiseta vermelha, daquelas promocionais (era da Ki-Suco, nos primórdios do suco de pozinho).&lt;br /&gt;Minha avó se assustara, dizendo pra minha mãe sair de lá, por que os bois não gostavam da cor vermelha. Não deu outra, minha mãe ficou ali parada, sem saber o que fazer. Um dos bois começou a ir em sua direção.&lt;br /&gt;Lembrando dos desenhos animados que assistia com frequência, empunhei um galho e passei a correr atrás do boi, gritando pra ele sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente o objetivo do boi não era chegar à camiseta vermelha da Ki-Suco, provavelmente aquela era só mais uma das rotas aleatórias que eles estavam tomando.&lt;br /&gt;Não importa. Ao expulsar o boi, fui conclamado o herói do dia. Minha mãe bradava para meus avós que eu havia salvado ela, que eu era bravo e corajoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me esqueci desse dia. Na noite que se seguira, ao subir numa árvore, escorreguei e bati o braço num espinhal. Bastaram alguns ferimentos leves pra eu me derrubar num choro irritante. Quem veio me acalmar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Calma filho, não foi nada."&lt;br /&gt;- "Não mãe! Tá doendo!"&lt;br /&gt;- "Ah, que nada. Você me salvou do touro e tá chorando por um cortezinho desses?"&lt;br /&gt;- "...", esbocei nessa hora um sorriso. "Que tem pra jantar?"&lt;br /&gt;- "Sua vó fez bife com purê!"&lt;br /&gt;- "Ebaaa! Depois tem doce de leite né? O pai falou que comprou!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro daqueles tempos como se fosse hoje. Felizmente, minha família se mantém firme, resistente às nuances e buracos que o tempo vai cravando. &lt;br /&gt;Ver que cheguei aonde cheguei e olhar para o que passou me traz sempre a certeza de que à minha mãe devo mais do que um simples "Obrigado" e um "Feliz Dia das Mães" todo primeiro domingo de maio.&lt;br /&gt;Assumir a tarefa (ou melhor, a bênção, como diria alguém especial) de criar um filho, vida da sua vida, sangue do seu sangue, não é para qualquer um. &lt;br /&gt;Nunca serei mãe, mas espero poder partilhar com alguém essa bênção de ter um filho e poder fazer parte da vida dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha mãe, fica um abraço e um muito obrigado. Espero um dia poder retribuir tudo o que fez por mim e ter a certeza de que, no dia em que não mais estiver fisicamente presente entre nós, tenha ido em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-3302418138132978725?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/3302418138132978725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=3302418138132978725' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3302418138132978725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3302418138132978725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/05/pra-ela-um-vago-obrigado.html' title='A ela, um vago obrigado'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-477550746978404982</id><published>2009-05-04T21:46:00.003-03:00</published><updated>2009-05-05T17:15:43.476-03:00</updated><title type='text'>Entre jornais e nescafés</title><content type='html'>Hoje, enquanto saboreava meu tradicional nescafé com leite, assistia despretenciosamente ao Jornal da Record. Como de costume, me aloquei no canto mais confortável do sofá, tomando o devido cuidado para manter os pés sob as almofadas, de modo que ficassem aquecidos. Fazia um pouco de frio na sala e um banho quente era o que dominava minha mente.&lt;br /&gt;Após tomar alguns goles e escutar algum ruído sobre a má imagem do congresso nacional, passei a prestar atenção no que dizia a repórter. Segundo diziam os jornalistas, algumas regiões do país têm sido fortemente castigadas por fenômenos climáticos de várias ordens. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, por exemplo, São Paulo presenciou incomuns ventanias, ultrapassando as velocidades consideradas altas para a região. Dois sujeitos que trabalhavam num andaime passaram por uma situação, digamos, cinematográfica. Balançavam feito bonecos, se chocando com as laterais de um prédio vizinho. Por sei lá que força não caíram, sofrendo apenas ferimentos pelo corpo, nenhum grave.&lt;br /&gt;Mais ao norte dessas terras, quem mostra as caras é a chuva. Teresina, no Piauí, por exemplo, teve algo da grandeza de 65 bairros alagados. A cheia do rio X levou água barrenta a um sem-número de casas, levando a perdas materiais significativas.&lt;br /&gt;No Maranhão, a situação também é bastante grave. Na BR-X o rio varreu parte da estrada federal do mapa. Formou-se então uma fila descomunal de caminhões, já parados há oito dias.&lt;br /&gt;Enquanto isso, no sul o que assola a população é a seca. Rios secando e safras se perdendo já preconizam os tempos difíceis que estão por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistir a notícias como essas e ver a situação por que passam aquelas pessoas me incomoda, me diminui. O João da história vendida pelo jornal diz que perdeu tudo, que não tem mais condições de ficar onde está. Sensibilizado, termino meu nescafé com leite.&lt;br /&gt;Engraçado é perceber as exclamações da família que se junta para acompanhar as notícias. "Meu Deus, que horror...", "a coisa está feia por lá, hein" ou ainda "que sujeito teimoso, por que não constrói a casa em outro lugar?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem a situação: você sai para trabalhar (e o trabalho já não é fácil) e quando volta, sua casa foi simplesmente invadida por um monte de água barrenta. Seu sofá, sua tevê, sua cama, suas roupas de baixo, suas camisas, sua escova de dentes, sua geladeira...tudo, absolutamente tudo foi perdido. E não há a quem recorrer, não há a quem pedir indenização (peço a meus colegas bacharéis em direito minhas sinceras desculpas caso tenha redigido merda). Simplesmente tudo se foi. E além disso, supondo que você se recupere materialmente desse infortúnio, ainda tem de conviver com a incerteza de que tudo pode acontecer de novo.&lt;br /&gt;Deve ser algo um tanto difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/Sf-QEewicDI/AAAAAAAAAEU/VJ_LoVfF1dE/s1600-h/fotos-chuvas-enchentes-no-brasil.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 179px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/Sf-QEewicDI/AAAAAAAAAEU/VJ_LoVfF1dE/s320/fotos-chuvas-enchentes-no-brasil.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332138890480480306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que, na minha condição, eu vá ser de alguma ajuda. Sentido algum faz eu jogar o resto de nescafé com leite na pia e viajar para o nordeste exercer voluntariado.&lt;br /&gt;É que é meio cômico esse costume diário que temos de nos reunir na sala para ver a desgraça alheia, enquanto comentamos por entre as manchetes como a mulher que teve a casa destruída era gorda ou o outro sujeito era desdentado. Aliás, é sempre antes do jantar. Vou para a cozinha comer a lasagna enquanto a menina Sarney, governadora do Maranhão, vocifera ante os microfones que precisa de cestas básicas para os abrigos.&lt;br /&gt;Não me culpo, embora talvez deva, nem afirmo que o objetivo dos telejornais seja o de mostrar a desgraça alheia. Mas a simultaneidade desses acontecimentos me intriga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que seja, estudo economia. A nível macro, esses desastres naturais representam apenas alguns rombos nas contas públicas e algumas cifras a menos no PIB da região afetada. Há algum gasto com saúde e alterações em outras variáveis, mas isso não tem expressão significativa.&lt;br /&gt;Enfim, vou fazer um nescafé com leite agora, é hora do jornal das dez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-477550746978404982?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/477550746978404982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=477550746978404982' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/477550746978404982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/477550746978404982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/05/entre-jornais-e-nescafes.html' title='Entre jornais e nescafés'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/Sf-QEewicDI/AAAAAAAAAEU/VJ_LoVfF1dE/s72-c/fotos-chuvas-enchentes-no-brasil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2312045530464313275</id><published>2009-04-26T22:12:00.003-03:00</published><updated>2009-04-26T22:19:01.207-03:00</updated><title type='text'>¿Que pasa?</title><content type='html'>Surpresas costumam ser boas, mensageiras de tempos melhores. Mas os costumes mudam ao longo do tempo. &lt;br /&gt;Eu, por exemplo, abandonei o costume de ser indiferente às minhas vontades. Agora, adotei o costume de preparar uma infusão de chá verde todos os dias, por volta das 20h.&lt;br /&gt;Que coisa, não? Deve ser por isso que costumo dormir diferentemente do que dormia antes. Mas não estou surpreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desacostumado a lidar com surpresas, me perdi ao me deparar com uma em tempos recentes. De uma vontade suprimida ressurgiu uma tormenta de expectativas e esperanças.&lt;br /&gt;Sentir o que venho sentindo me intrigou. Racionalista que sou, procurei analisar a situação e buscar as suas razões. Incansavelmente, ponderei sobre o que poderia estar acontecendo. Mas os resultados foram pouco satisfatórios.&lt;br /&gt;Por que é que estou assim? O que é essa insuportavelmente constante vontade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se, como o leitor decerto pôde depreender, de uma garota. Sim.&lt;br /&gt;A priori, essa constatação pode criar a falsa impressão de se tratar de um texto raso, sem conteúdo, fruto de desencontros sentimentais de um moleque de 20 anos - não que eu assuma que agora esteja escrevendo textos maduros.&lt;br /&gt;Entretando, espero que a constatação posterior contradiga o que lhes trouxe essa primeira impressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. &lt;br /&gt;Veja.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;A coisa aqui vai além dos títulos. Não me importa se vão dizer que estamos "ficando" ou "namorando". Não me importa se vamos nos dar anéis, se vamos nos dar presentes no 12 de junho, se vamos nos abraçar, nos beijar. Trata-se de algo maior, algo que não sentia há sei lá quanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se fosse uma mistura de respeito, cumplicidade, companheirismo e segurança. Não há descrições. &lt;em&gt;O que ocorre é que simplesmente ficar perto dela me faz bem&lt;/em&gt;. E é um bem indescritível, como se mais nada fosse necessário, como se mais nada realmente importasse.&lt;br /&gt;Por que é com ela não sei. Mas ela é diferente das outras, e as outras são diferentes dela.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em suma, é como se a forma que essa relação assumir fosse irrelevante.&lt;/em&gt; Como se eu estivesse concentrado num ideal, numa situação até certo modo hipotética, num sentido último que não esse que conhecemos por relação entre homem e mulher. Como se o que bastasse fosse dela um sorriso e um olhar, na certeza de que ela está bem e em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, se ela é o centro do sentimento, por que esse desejo de que ela sinta a mesma coisa? Contradição? Incoerência? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é recíproco ou não, quem sabe? Até que ponto o que cada um quer é o que cada um pode dar? Até que ponto o que cada um pode dar é o que cada um quer? E até que ponto a idéia do que cada um pode dar ou quer faz algum sentido? Essas perguntas se tornam um tanto perturbadoras, são barreiras que construí dentro dos meus próprios pensamentos, como se quisesse me convencer que não fosse dar certo.&lt;br /&gt;Mas aos poucos me acostumo com a idéia de que o que eu quero e o que ela pode dar é irrelevante perto do possível fato de estarmos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que é mais um texto de temática existencialista, apesar da roupagem aparentemente infantil. &lt;em&gt;No fundo, talvez eu busque um sentido pra toda essa mecanicidade que dirige minha vida diária. Um sentido que acredito ter encontrado na figura de uma garota, figura esta afísica, quase metafísica.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Se não der certo, volto à busca inconsciente pelo sentido, que faço desde que nasci. Busca essa presente em cada ser humano, que, entre encontros e desencontros, vão vivendo, sobrevivendo e subvivendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2312045530464313275?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2312045530464313275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2312045530464313275' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2312045530464313275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2312045530464313275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/04/que-pasa.html' title='¿Que pasa?'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-7617066363999992365</id><published>2009-04-11T19:51:00.005-03:00</published><updated>2009-04-12T18:57:29.493-03:00</updated><title type='text'>Contradições e incoerências</title><content type='html'>Existencialismo tem sido objeto recorrente em meus textos. Uns falam de sentido da vida, outros de sentido dos outros. Quase sempre me coloco no centro dos fatos, como se fossem condicionados à minha própria existência e interpretação. &lt;br /&gt;Enxergar do outro lado da janela se apresenta como tarefa hercúlea, decorrente do meu próprio ego, um exercício de falsa humanidade. Finjo que enxergo através do vidro, que compreendo o movimento das folhas no campo mais à frente. E como isso me satisfaço, me isento de maiores responsabilidades e preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tomar ciência de meus fantasmas? Como encarar os medos e angústias? Como lidar com minhas preocupações e expectativas? "Navegar é preciso", diria um sábio homem. Navegar é preciso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar economia pode ser por vezes muito perturbador. Há matérias como "Formação Econômica e Social do Brasil", "Economia Brasileira Contemporânea", tópicos como "Teoria do Subdesenvolvimento", "Desigualdade de Renda e Pobreza", entre tantos outros de nomes opulentos e imponentes. A perturbação decorre não da dificuldade existente, mas sim da carga de responsabilidade que essas matérias trazem no nome.&lt;br /&gt;O que cabe ao estudante que opta por estudar o subdesenvolvimento e a pobreza? Entendê-los? Elaborar teses e artigos sobre as razões da baixa produtividade da economia somaliana? Teses essas acessíveis apenas à comunidade acadêmica, dada sua linguagem e caráter elitista?&lt;br /&gt;As limitações à ação e os horizontes de mudança parecem muito distantes, muito pouco paupáveis. Chegam a ser desanimadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante desse quadro, rio da minha própria postura. &lt;br /&gt;Por mais que me interesse pela "formação econômica e social do Brasil", minha preocupação depois da aula é com a composição do meu almoço, cuja delonga não pode ultrapassar 25 minutos. Depois tenho francês, e o ônibus demora um bocado. "Não posso me atrasar", é a conclusão que tiro.&lt;br /&gt;Isso quando não há festas. É nelas que nego tudo aquilo que me propus a ser. É nelas que afirmo e reafirmo a minha futilidade, a minha mediocridade.&lt;br /&gt;Claro que é impossível se comportar da mesma maneira sempre, mas isso não invalida a auto-cobrança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já participei de projetos sociais, de iniciativas de ONGs e coisas afins. O resultado foi sempre o mesmo. Vou, faço o que me é passado pra fazer, me sensibilizo com a situação, me despeço das pessoas e volto à minha vidinha onde tudo se encaixa. &lt;br /&gt;A comparação entre as realidades que se vivencia é inevitável. Durante algumas semanas após os trabalhos sociais, eu não conseguia jogar comida fora, jogar lixo no chão ou reclamar com minha mãe por ter arroz e feijão no almoço de novo. Passados alguns meses meu comportamento vai contradizendo as coisas que vivenciei.&lt;br /&gt;Não que eu não tenha realmente mudado em alguns aspectos, mas ainda sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pior! Eu volto dessas experiências achando que "ah! Agora compreendo o mundo!". &lt;br /&gt;Não! Eu não compreendo o mundo, eu não conheço o mundo. E não é fazendo matérias como "Formação blá, blá, blá" que eu vou entender o Brasil e poder tirar conclusões sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SeEhViXVQoI/AAAAAAAAAEM/dyz0536BfPc/s1600-h/contradi%C3%A7ao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SeEhViXVQoI/AAAAAAAAAEM/dyz0536BfPc/s320/contradi%C3%A7ao.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323572888414274178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;Sou um poço, ou melhor, sou uma vala de contradições e incoerências. Discurso e ação se confundem e perdem o sentido. Meus voláteis ideais são engolidos pelos meus desejos imediatistas. E a concorrência é totalmente desleal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até onde vai minha "consciência social"?&lt;br /&gt;Até onde vai minha "intelectualidade"?&lt;br /&gt;Até onde vai minha "compreensão da realidade"?&lt;br /&gt;Até onde vai minha "ação individual"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São mais exercícios egoístas. &lt;br /&gt;É mais do mesmo.&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-7617066363999992365?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/7617066363999992365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=7617066363999992365' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7617066363999992365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7617066363999992365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/04/contradicoes-e-incoerencias.html' title='Contradições e incoerências'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SeEhViXVQoI/AAAAAAAAAEM/dyz0536BfPc/s72-c/contradi%C3%A7ao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-1430353787584595172</id><published>2009-03-15T17:24:00.010-03:00</published><updated>2009-03-15T20:41:15.146-03:00</updated><title type='text'>Ora flor, ora náusea</title><content type='html'>Rasa e vazia é a minha compreensão do que nos faz viver essa vida, do que move cada ser humano e o põe a realizar suas obrigações diárias. E, quem sabe, resignar-se diante delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostumado à filosofia de boteco, me acomodei confortavelmente sobre os assentos do limitado terreno da ciência, que com suas metodologias, pressupostos e leis clama elaborar modelos perfeitos e necessários para explicar a dinâmica da sociedade. &lt;br /&gt;De antemão deixo claro que não passo de um moleque, crente que sabe alguma coisa desse mundo. Se um dia entender um pouco de vinho tinto, harmonia funcional e política fiscal me darei por satisfeito.&lt;br /&gt;Mas, por favor, não me venham com contratos sociais e axiomas da racionalidade. Nada disso procede agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas ruas, o que se vê, ou o que se quer ver, é a barbárie e a mecânica infelicidade. A gente anda desvairadamente pelos corredores, cada um querendo chegar primeiro, querendo levar vantagem. Olham-se uns aos outros com desconfiança e investigacionismo; de pronto colocam-se na defensiva, com a premissa de que o ataque é a melhor defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Param. O sinal está vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de adiantar-se alguns segundos, o sujeito tem suas pernas atingidas pelo parachoque da máquina. Tomba na avenida e morre na contramão, atrapalhando o tráfego.&lt;br /&gt;Curiosos surgem às dezenas, com suas expressões e interjeições das mais diversas.&lt;br /&gt;Desconcertados perante a cena, alguns outros adotam a postura da indiferença, enquanto aguardam resguardados em seus jornais e fones de ouvido. Já acostumaram-se às desconstruções. &lt;br /&gt;O sujeito que dormia na sarjeta acorda com a súbita movimentação e, após verificar do que se trata, volta a dormir, encolhendo-se em seus panos.&lt;br /&gt;Uns poucos param para ajudar na dramatização. É tempo de cuidar dos trâmites legais, basta assinar uns papéis que tudo estará resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da via, um sopro de humanidade. Um bebê ri, gargalha sob os braços de sua mãe, que o contempla num sorriso verdadeiro. Parecia estar feliz, parecia estar vivo. Inocente e livre da consciência de que o mundo é o que é; ignorante, mas dono de uma sabedoria muito maior do que a maioria de nós conseguiria compreender.&lt;br /&gt;Sua risada é a flor que rompe o asfalto, é a garantia de que talvez essa vida ainda valha a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, vivo no chão da capital cinzenta, sobre o negro solo rígido e quente. Mas pacientemente aguardo, e avisto flores furando o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio. Sim, por ora me convenço de que vale a pena me pôr a realizar minhas obrigações diárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Não sou nada. &lt;br /&gt;Nunca serei nada. &lt;br /&gt;Não posso querer ser nada. &lt;br /&gt;À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro de Campos&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-1430353787584595172?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/1430353787584595172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=1430353787584595172' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/1430353787584595172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/1430353787584595172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/03/ora-flor-ora-nausea.html' title='Ora flor, ora náusea'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2961659040825992207</id><published>2009-03-08T02:19:00.004-03:00</published><updated>2009-03-08T02:34:02.055-03:00</updated><title type='text'>Quase três da manhã com blues</title><content type='html'>&lt;em&gt;São agora [quase] três da manhã. E eu não consigo nem fechar meus olhos.&lt;/em&gt; Não sei o que me deu hoje, tenho dormido bem nas últimas semanas. Talvez seja a cafeína, hoje tomei três xícaras de café e uma caneca de chá verde. Minha mãe me acompanha nos cafés, mas meu pai é enfático, "isso vai te fazer mal...", comenta como quem não quer ser contrariado.&lt;br /&gt;Pode até ser que minha repentina insônia seja decorrente das cavalares doses de cafeína no meu sangue, mas prefiro acreditar que não seja por isso. Seria realmente incômodo ter que abolir ou mesmo reduzir meu consumo de cafeinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha inabilidade de adormecer, às vezes ouço blues, principalmente os lentos, carregados no baixo e no piano.&lt;br /&gt;Quem me acompanha hoje são os gigantes BB King e Eric Clapton, na música que alavancou a carreira do Blues Boy. O título e a letra não poderiam ser mais apropriados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida de Riley Ben King foi difícil no começo, colhia algodão e vivia sozinho já aos 9 anos. Tocava por hobby e alguns trocados na porta de uma igreja, ganhando pouco. Após partir para Memphis em busca de um futuro musical, BB King inicia uma carreira de sucesso. Serviu e serve de inspiração para muitos guitarristas e músicos de vários países e culturas.&lt;br /&gt;Essa música que escolhi pertence ao álbum Riding With The King, de 2000, no qual BB King toca junto com Eric Clapton. Dá pra ver nitidamente a diferença entre os dois guitarristas, tanto nas improvisações quanto na voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SbNXFDNxb4I/AAAAAAAAAEE/tKva2CAipR0/s1600-h/eric_clapton_and_bb_king.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 215px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SbNXFDNxb4I/AAAAAAAAAEE/tKva2CAipR0/s320/eric_clapton_and_bb_king.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310684129873981314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;br&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="mp3tube" align="middle" border="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=92d1ca000f906a2899280344602eef00" /&gt;&lt;param name="quality" value="High" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=92d1ca000f906a2899280344602eef00" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;Three O'Clock Blues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well now, it's three o'clock in the morning&lt;br /&gt;And I can't even close my eyes.&lt;br /&gt;Three o'clock in the morning&lt;br /&gt;And I can't even close my eyes.&lt;br /&gt;Can't find my baby&lt;br /&gt;And I can't be satisfied.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've looked all around me&lt;br /&gt;And my baby, she can't be found.&lt;br /&gt;I've looked all around me, people,&lt;br /&gt;And my baby, she can't be found.&lt;br /&gt;You know if I don't find my baby,&lt;br /&gt;People, I'm going down to the golden ground.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Goodbye everybody,&lt;br /&gt;I believe this is the end.&lt;br /&gt;Oh, goodbye everybody,&lt;br /&gt;I believe this is the end.&lt;br /&gt;I want you to tell my baby,&lt;br /&gt;Tell her please, please forgive me,&lt;br /&gt;Forgive me for my sins.&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música negra é realmente fascinante, e guarda mais segredos do que uma primeira visão pode contemplar. A estrutura da letra remete às &lt;em&gt;worksongs&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;spirituals&lt;/em&gt; cantadas pelos escravos nas lavouras e minas dos EUA. Há uma narração, que é geralmente repetida, e uma resposta, formando pequenas narrativas. Os temas mais recorrentes permeiam a dura realidade por que passavam os negros naquela época, vão desde amores perdidos à opressão do homem branco.&lt;br /&gt;As vozes e as guitarras falam a mesma língua no blues, num diálogo de lamentos, mas bastante agradável aos ouvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo sem sono. Talvez deva apelar pros comprimidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2961659040825992207?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2961659040825992207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2961659040825992207' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2961659040825992207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2961659040825992207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/03/quase-tres-da-manha-com-blues.html' title='Quase três da manhã com blues'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SbNXFDNxb4I/AAAAAAAAAEE/tKva2CAipR0/s72-c/eric_clapton_and_bb_king.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-9206405336418300121</id><published>2009-02-24T22:29:00.012-03:00</published><updated>2009-02-25T21:33:46.289-03:00</updated><title type='text'>"Onde Estará o Meu Amor"</title><content type='html'>Como foi o leitor de Carnaval? Esse ano consegui acompanhar o desfile de quatro escolas de samba, cujos nomes já esqueci. Aliás, a Globo em tempo de carnaval é um saco. Fica passando resumo de quinze em quinze minutos, com os comentários chatos dos narradores.&lt;br /&gt;Em época de Carnaval, há um clamor geral por filmes passados aqui em casa. Já é o terceiro ano que assisto o DVD do Bee Gees...pura preguiça de ir até a locadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje o post é de Maria Bethânia, grande nome da música da nossa terra (longe de querer criar conflitos com os fãs de Elis, aliás também o sou).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SaSnM8SgwdI/AAAAAAAAADc/lXEpJlkyjKY/s1600-h/maria_bethania.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 222px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SaSnM8SgwdI/AAAAAAAAADc/lXEpJlkyjKY/s320/maria_bethania.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306550101733327314" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filha de um funcionário público e irmã de Caetano Veloso, Maria Bethânia Viana Teles Veloso é considerada a maior intérprete de sua geração, com 33 discos de estúdio lançados. Sua carreira poupa quaisquer comentários - ainda mais meus, leigo que sou da cultura desse país - tendo cantado ao lado dos gigantes da MPB, como Tom Zé, Gal Costa, Vinícius, Toquinho, entre tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Onde estará o meu amor", de autoria de Chico César, é maravilhosa. Ganha na voz de Maria Bethânia o timbre e a sonoridade perfeitos para a letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="mp3tube" align="middle" border="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=a54ce59000fb04684539ef81d0a6f559" /&gt;&lt;param name="quality" value="High" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=a54ce59000fb04684539ef81d0a6f559" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;Maria Bethânia - Onde Estará o Meu Amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como esta noite findará&lt;br /&gt;E o sol então rebrilhará&lt;br /&gt;Estou pensando em você...&lt;br /&gt;Onde estará o meu amor?&lt;br /&gt;Será que vela como eu?&lt;br /&gt;Será que chama como eu?&lt;br /&gt;Será que pergunta por mim&lt;br /&gt;Onde estará o meu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a voz da noite responder&lt;br /&gt;Onde estou eu, onde está você&lt;br /&gt;Estamos cá dentro de nós&lt;br /&gt;Sós...&lt;br /&gt;Onde estará o meu amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a voz da noite silenciar&lt;br /&gt;Raio de sol vai me levar&lt;br /&gt;Raio de sol vai lhe trazer&lt;br /&gt;Onde estará o meu amor?&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudades, todos sentimos saudades. &lt;br /&gt;Do que conhecemos e do que desconhecemos, do esperado e do inusitado. Se há saudade, então essa pessoa, coisa, objeto, tem alguma importância na vida. &lt;br /&gt;Em excesso, se torna uma droga, que não dá pra controlar. Existem os analgésicos, cujos inesperados efeitos tem duração incerta e ingrata.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Onde estará o meu amor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-9206405336418300121?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/9206405336418300121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=9206405336418300121' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/9206405336418300121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/9206405336418300121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/02/onde-estara-o-meu-amor.html' title='&quot;Onde Estará o Meu Amor&quot;'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SaSnM8SgwdI/AAAAAAAAADc/lXEpJlkyjKY/s72-c/maria_bethania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-9087914028844578829</id><published>2009-02-15T14:15:00.004-03:00</published><updated>2009-02-15T14:26:36.033-03:00</updated><title type='text'>Ah...acontece</title><content type='html'>Há coisas na vida que simplesmente não esperamos que aconteçam. E as reações a esses acontecimentos podem ser as mais diversas, desde "Fudeu...", até "Nossa, que interessante".&lt;br /&gt;Posso citar alguns exemplos interessantes que vivi, ainda que sejam um tanto constrangedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, num passado impreciso, dei de cara com um vidro. Uma cena digna de replay em câmera lenta, com aquela voz grave gorda distorcida e um close na minha testa no exato momento da colisão.&lt;br /&gt;Mas me defendo: o vidro estava PERFEITAMENTE limpo. Não havia um traço sequer de poeira! Depois da recuperação o porteiro, se segurando para não rir, me mostrou a maçaneta. E pior que era escura...&lt;br /&gt;Pois é, não esperava que fosse acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a obrigações centro-acadêmicas, fui à loja da Perdigão com um amigo meu. Tudo normal, estacionamos o carro e entramos na loja de porta automática. &lt;br /&gt;Chegando no balcão: &lt;br /&gt;- Amigo, por favor, vê um pacote e meio de presunto?&lt;br /&gt;- Quê?&lt;br /&gt;- Quanto vem em cada um? 3,4 kg né?&lt;br /&gt;- É, por aí...(o atendente parece atônito, como se não tivesse processado o que lhe fora dito)&lt;br /&gt;- Então me vê 5,1 kg de presunto e de mussarela.&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pôs-se a trabalhar, após alguns segundos de reflexão. Pobre do fatiador, já era fim de tarde e aquele pedido lhe pegou de surpresa.&lt;br /&gt;Enquanto isso, eu e meu amigo ficamos no aguardo, por uns vinte e poucos minutos. Sob recomendações, compramos um lanche de mortadela que era oferecido no local. Muito bom, veio no pão australiano, era macio e estava bem recheado. Depois nos ocupamos com algo pra beber, fui de iogurte, ele de achocolatado. Nisso o fatiador terminava de fatiar o presunto.&lt;br /&gt;Sem ter o que fazer, andávamos pela loja como quem parecia planejar um assalto. Olhávamos desisteressadamente os produtos nos congeladores, fazendo comentários inúteis. De tempos em tempos eu checava a situação da mussarela. Parecia sempre estar na metade...&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Finalmente o serviço terminara. Meio atrapalhados com a questão da logística, eu e meu amigo levamos a incomum quantidade de embutidos ao caixa. O monitor mostrava um número que eu relutava em acreditar. Compramos, naquela tarde, cerca de R$ 130,00 em frios. &lt;br /&gt;Cheguei a sair orgulhoso da loja, exibindo as pesadas sacolas, cheias de queijo e presunto.&lt;br /&gt;É absolutamente idiota, mas não esperava que fosse pagar presunto com cartão de crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza o leitor já deve ter passado por essa situação: ir com extrema pressa ao banheiro.&lt;br /&gt;Era final de tarde, e eu tinha bebido 2 caldos de cana e um copo de 700 ml de chá com limão do Rei do Mate. Minha bexiga acumulava então mais de 1 litro de líquidos. Cheguei a casa de um amigo, onde, de pronto, corri para o lavabo. Lembro-me de ter me atrapalhado com o cinto e com a mochila nas costas. Eis que acontece a cagada: a chave de casa cai no vaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que situação meu Deus....Que situação...&lt;br /&gt;"Ahn.....eh....hum....fudeu...". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei ali, parado, pronto pra fazer o serviço, a pensar no que faria. A vontade até passou. Como o amigo era de longa data, lhe expliquei a situação. Enquanto me xingava, provindenciou um cano para retirar a chave. Após ser fervida, voltou para meu bolso. A bexiga voltara a dar sinais de que existia. Fui ao lavabo e fiz o que tinha de fazer, tomando o devido cuidado com a chave.&lt;br /&gt;Pois é, não esperava mesmo que fosse acontecer.&lt;br /&gt;Gosto daquela frase em inglês. "Shit happens".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me arrependo, essas situações dão histórias muito boas. Só não gostei do lance do vidro. Agora, sempre que entro num banco, por exemplo, coloco a mão e, só após ter certeza de que não há vidro na frente, avanço.&lt;br /&gt;Fica a dica ao leitor: cuidado com os bolsos quando for usar o banheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ps. aliás, essa foto é muito boa. Se acontecesse comigo ia entrar pra esse post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SZhPjlU3KTI/AAAAAAAAADU/oUyLQJmZ2mE/s1600-h/susto.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SZhPjlU3KTI/AAAAAAAAADU/oUyLQJmZ2mE/s320/susto.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303076033962387762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-9087914028844578829?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/9087914028844578829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=9087914028844578829' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/9087914028844578829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/9087914028844578829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/02/ahacontece.html' title='Ah...acontece'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SZhPjlU3KTI/AAAAAAAAADU/oUyLQJmZ2mE/s72-c/susto.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2532381414878640308</id><published>2009-02-08T00:56:00.006-02:00</published><updated>2009-02-08T01:20:40.873-02:00</updated><title type='text'>Impressões de uma tarde no mercado</title><content type='html'>Saí hoje de casa, acompanhado de meu pai, com dois objetivos: comprar 24 litros de leite integral e trocar o óleo do carro, cujo motor já vinha dando sinais de fatiga.&lt;br /&gt;Era 17h12 e fazia Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Um típico dia de cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Optamos pelo Carrefour, pela proximidade e pelo serviço da troca de óleo a baixo custo. &lt;br /&gt;Não sei que diabos ocorreu, mas o supermercado estava absolutamente lotado. Amontoados de gente se espremiam pelos corredores, à procura das ofertas e das melhores batatas. O trânsito de carrinhos era frenético, totalmente caótico, aos moldes do futurismo italiano. Vozes ecoavam pela construção, enquanto mães, aos berros, clamavam pelos seus filhos, a correr por entre a multidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao encontrar a seção de leites, notamos uma aglomeração incomum. De pronto, meu pai disse do que se tratava, com ar de sabedoria. "Estão fazendo promoção...". Na mosca. O litro do Marajoara saía por R$ 1,09, consideravelmente abaixo das outras marcas. Aqui pude testemunhar a selvageria consumista que assola a sociedade moderna. Era, literalmente, cada um por si, num habitat onde prevalecia a lei do mais forte. &lt;br /&gt;Caixas de leite eram arrancadas dos pacotes e separadas das companheiras de transporte, fortemente violentadas pelos consumidores vorazes. Uma pobre de uma senhora escorregou enquanto tentava garantir seu leitinho. Ninguém ofereceu ajuda pra levantá-la, todos se ocupavam de conferir a validade do produto.&lt;br /&gt;Sobrava pouco para os mais idosos, algumas caixas amassadas e alguns pacotes danificados. &lt;br /&gt;"Que coisa horrível, meu Deus!", exclamou uma senhora que passava pelo front. Olhei pro meu pai e, juntos, concordamos silenciosamente com a indignação da senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Garantido o leite, fomos para o caixa. Escolhemos o reservado àqueles com trinta volumes ou menos (a propósito, a fila desse caixa passa, necessariamente, por uma enorme variedade de inutilidades, desde apontadores a salgadinhos para petiscar no caminho). &lt;br /&gt;Outra epopéia. Aqui confirmei minha tese sobre a desorganização de pessoas num espaço onde cada um só tem controle sobre si mesmo. Em resumo, a fila era...estranha. Fazia umas curvas desnecessárias, cuja única utilidade era dar margem àqueles que se recusam a ir pro final da fila. &lt;br /&gt;Era uma zona, todos reclamavam e praguejavam por estar alí. Como pareciam infelizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro um parênteses às impressões. Uma menina colocava a boneca da Branca de Neve no carrinho e seu pai a retirava. Ficaram nisso por uns cinco minutos, até o pai se cansar e tomar medidas mais enérgicas. Uma senhora dormia na fila, apoiada nos pulsos. Uma outra contava quantos itens tinha no carrinho, parecia estar preocupada com a possibilidade de exceder trinta volumes. Um rapaz conversava com sua mulher sobre Freud. Um outro fulano colocava um Halls no bolso da jaqueta, confiante de que ninguém o tivesse visto. Me omiti, sempre tive vontade de fazer o mesmo. Uma garota cutucava as narinas e alojava os detritos nas costas da mãe, que parecia intrigada com a capa de uma revista de moda. E uma última senhora devorava um donut de doce de leite que comprara na loja, parecia estar realmente faminta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fecho parênteses, chegou minha vez de ir pro caixa. "CPF na nota?". "Não, obrigado.". Estranhei a atitude do meu pai, assumi que era mesmo o cansaço. Finalizamos a conta e fomos embora. Na metade do caminho para a saída, começa a chover. Porra...que chuva forte. Muito forte. Muito...&lt;br /&gt;Fazer o que, só nos restava esperar. Quatro moças vieram nos oferecer o cartão Carrefour, as quais dispensamos sem delongas. Ficamos ali, sentados, por vinte minutos. &lt;br /&gt;Amenizada a chuva, fomos ao carro. Só que no caminho o carrinho virou...as pobres caixas de Marajoara, já violentadas pelos consumidores vorazes, ficaram ainda mais amassadas e molhadas. Que caos, meu Deus. Tive de voltar ao mercado e providenciar sacolas plásticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que na troca de óleo demoramos só meia hora, tudo correu bem. Finalmente consegui sair daquela merda do Carrefour.&lt;br /&gt;Cheguei em casa e preparei um delicioso café. Torrei algumas fatias de pão italiano e aproveitei o resto da manteiga. Ah...que delícia. Pelo menos a noite começou de forma agradável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supermercados podem propiciar momentos realmente desagradáveis, fazer seu dia parecer completamente inútil e ainda esvaziar seus bolsos. Me veio à cabeça o slogan do Pão de Açucar. "Pão de Açucar: lugar de gente feliz!". Pelo amor de Deus...&lt;br /&gt;Desculpem os palavrões, mas já adianto que fui econômico, era pra ter falado muitos mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2532381414878640308?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2532381414878640308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2532381414878640308' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2532381414878640308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2532381414878640308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/02/impressoes-de-uma-tarde-no-mercado.html' title='Impressões de uma tarde no mercado'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-9056883628372386528</id><published>2009-01-29T00:06:00.006-02:00</published><updated>2009-01-29T00:56:34.674-02:00</updated><title type='text'>"Não fazer nada, porém não deixar nada desfeito"</title><content type='html'>Sempre me interessei muito pelo Japão. Sua cultura milenar e suas características sociais, principalmente as provenientes da antiguidade, sempre me intrigaram. Talvez porque seja substancialmente diferente da nossa ocidental, clássica, européia.&lt;br /&gt;Lembro-me da primeira (e única, dada a extensão da obra) vez que li Shogun, de James Clavell. Certo capítulo, li algo que, a primeira vista, me pareceu absurdo. Por que porras o sujeito lá se matou por ter se desfeito da peça podre de carne que o Anjin-san ia usar para fins culinários, e que já vinha incomodando todos com os ares perfumados da putrefação? Tudo bem que se tratava de algo que era propriedade de um convidade do daimyo, mas a ponto de justificar um suicídio por parte de um criado...&lt;br /&gt;Aliás, usei a palavra suicídio. O correto seria &lt;em&gt;harakiri&lt;/em&gt;, em razão da palavra suicídio remeter a aspectos jurídicos próprios da sociedade ocidental. O que aconteceu não foi que o sujeito se matou, mas "honrosamente acabou com sua vida". É igual, mas é diferente. Com o tempo, e talvez algo mais, acostuma-se com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, esses dias peguei um livro de zen-budismo pra ler. Gosto dessas coisas. A religiosidade oriental me atrai muito mais que a ocidental, não sei por que. E, numa das páginas, achei um texto interessante, com um tema já exposto em textos anteriores no blog. Trata-se de uma palestra sobre "impaciência e ansiedade" que o mestre Philip Kapleau ministrou no centro zen-budista do qual faz parte. O texto faz parte do livro "Zen-Budismo: o caminho da iluminação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;"Por que medos e ansiedades emergem mesmo quando se está praticando concentradamente? Claro que pode haver vários motivos. Muitas vezes, pessoas preocupadas com o que farão de suas vidas dizem a si mesmas que há algo que precisam fazer, algum tipo de objetivo que elas necessitam alcançar, algum tipo de ambição que precisam realizar - idéias inculcadas por nossos pais ou nossas escolas. Ou então elas sentem que não tem um lugar apropriado no mundo. Sentem-se vulneráveis, carentes de proteção, facilmente lançadas em estados mentais atemorizantes. Anseiam pela integridade, por um lar, e, muitas vezes, isso se reflete em seus sonhos. É algo que pode se tornar muito doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, precisamos perceber que a postulação de qualquer objetivo é irreal no sentido de que envolve viver no futuro. Existe sempre uma dualidade: estamos frequentemente pegando o momento presente e dividindo-o, deixando com isso de vivê-lo. Como o futuro ainda não chegou, estamos em uma espécie de terra de ninguém. Isso é uma grande fonte de ansiedade. Primeiro, precisamos aprender a abandonar essa tendencia a postular objetivos e a se entregar a fantasias a longo prazo. Isso não significa parar de planejar atividades que possam requerer planejamento, como cuidar dos filhos, das tarefas domésticas ou das exigências de um relacionamento. Estamos realmente falando de ambições a longo prazo, certos ideais fixos, em nossa mente, que sentimos que deveriam ser realizados, que nos impelem. Se formos capazes de viver no tempo presente, começaremos a ver que essas coisas se resolvem por si mesmas. Pode-se atingir um ponto, digamos, em que se sente a necessidade de maior instrução escolar. Aí você sai à rua e faz as coisas que o permitirão conseguir isso. Se você estiver apaixonado e quiser se casar, fará o que precisar para concretizar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes você ouviu essa citação de Lao-tsé: "Não fazer nada, porém não deixar nada desfeito". Isso corresponde a dizer: "Esteja totalmente presente. Deixe as coisas emergirem de sua atenção e da atividade que brota dela, agora. Não aposte em planos a longo prazo; eles são todos irreais". Os japoneses têm um ditado: "O diabo ri de quem planeja para o ano que vem" ou algo semelhante. Embora isso possa parecer extremo, no fundo é a pura verdade."&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou budista, embora ache vários aspectos do budismo interessantes, principalmente do budismo soto-zen japonês. Mas o texto é de fato instigante, ainda que o discurso esteja um tanto passado.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Não fazer nada, porém não deixar nada desfeito". &lt;/em&gt;Essa é uma frase que guardarei por um tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-9056883628372386528?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/9056883628372386528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=9056883628372386528' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/9056883628372386528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/9056883628372386528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/01/nao-fazer-nada-porem-nao-deixar-nada.html' title='&quot;Não fazer nada, porém não deixar nada desfeito&quot;'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-6276436675670044743</id><published>2009-01-26T00:17:00.003-02:00</published><updated>2009-01-26T00:29:14.376-02:00</updated><title type='text'>Pequenas, mas não menores</title><content type='html'>Hoje eu penso. Penso nas pequenas coisas da vida. Afinal, nada mais clichê para um post de blog como as pequenas coisas da vida. E outro viva à cretinice (já são dois até agora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenas coisas como ligar o rádio antes do carro, como parar pra amarrar o cadarço. Ou como comer a batatinha antes do Big Mac. Suco ou refrigerante? Hoje tanto faz, vamos de milk shake.&lt;br /&gt;Pequenas coisas como sair com sua mãe pra comer sorvete; convidar alguém pra tomar um café; ajudar seu avô a consertar a cadeira velha; elogiar uma refeição; conversar com o garçom; dar o lugar no ônibus pra alguém, independente da atração física. &lt;br /&gt;Ou então como desenhar uma bicicleta na areia, bater palmas depois de um discurso ou dar risada de boca cheia. Coisas como fazer um brinde por algo acontecimento que se ache relevante ou como comer sentado na escada. Rir de alguém com uma roupa engraçada ou até mesmo vestir uma e sair por aí.&lt;br /&gt;Coisas como confortar um amigo e ter convicção suficiente para chamá-lo como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há tantas delas...e tantas que passam despercebidas, perdidas por entre nossas preocupações, angústias, medos, expectativas.&lt;br /&gt;Ao parar pra ver a expressão e o significado por trás de cada pequena coisa que me acontece, faço um exercício interessante. Vejo que, na maior parte do tempo, encaro o mundo como se girasse ao meu redor. Pensar que as coisas acontecem em função do que eu espero delas é falho. Meu egoísmo é uma das fontes de frustração, senão a maior delas. &lt;br /&gt;Tenho tentado mudar minha relação com as pequenas coisas. Certamente viverei melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SX0e9DvwLEI/AAAAAAAAAC8/b20fSLCNSCY/s1600-h/paz_y_descanso.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SX0e9DvwLEI/AAAAAAAAAC8/b20fSLCNSCY/s200/paz_y_descanso.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295422771184020546" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se colocar diante das pequenas coisas, ou colocá-las diante de si ? Esse é o ponto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-6276436675670044743?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/6276436675670044743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=6276436675670044743' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6276436675670044743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6276436675670044743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/01/pequenas-mas-no-menores.html' title='Pequenas, mas não menores'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SX0e9DvwLEI/AAAAAAAAAC8/b20fSLCNSCY/s72-c/paz_y_descanso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-8046500106508154764</id><published>2009-01-09T00:51:00.010-02:00</published><updated>2009-01-09T01:39:30.890-02:00</updated><title type='text'>A voz de Chet Baker</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWbG5GrfPjI/AAAAAAAAACo/xrHoFO9XqrI/s1600-h/ChetBaker5_r.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 245px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWbG5GrfPjI/AAAAAAAAACo/xrHoFO9XqrI/s320/ChetBaker5_r.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289133496741084722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Chesney Henry Baker Jr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido em Yale, Oklahoma, é decerto um sujeito com uma sensibilidade diferenciada.&lt;br /&gt;Poucos músicos (da curta extensão dos que conheço) possuem a sensibilidade que possuía Chet Baker. Principalmente quando se trata de jazz, onde a improvisação é que caracteriza a alma daquele que toca.&lt;br /&gt;Baker improvisava com um sentimento, para mim, acima da média. Avesso às partituras e aos virtuosismos, era econômico na execução de seu trompete, o que não lhe impedia de construir melodias absolutamente fantásticas e envolventes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I get along without you very well" é simplesmente brilhante. Composta por Hoagy Carmichael, assume na voz de Baker um tom único, sussurrado, pacífico, fotográfico. Perfeito para um fim de tarde, após um dia cansativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,0,0" width="260" height="60" id="mp3tube" align="middle" border="0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=ad9069338bd877802cc8709aa2c89a46" /&gt;&lt;param name="quality" value="High" /&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;param name="menu" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=ad9069338bd877802cc8709aa2c89a46" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;I get along without you very well, of course I do;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Except when soft rains fall and drip from leaves, then I recall&lt;br /&gt;The thrill of being sheltered in your arms, of course I do. &lt;br /&gt;But I get along without you very well.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've forgotten you, just like I should, of course I have;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Except to hear your name, or someone's laugh that is the same.&lt;br /&gt;But I've forgotten you just like I should.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What a guy! What a fool am I?&lt;br /&gt;To think my breaking heart could kid the moon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What's in store? Should I 'phone once more?&lt;br /&gt;No, it's best that I stick to my tune.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I get along without you very well, of course I do;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Except perhaps in spring, but I should never think of spring&lt;br /&gt;For that would surely break my heart in two.&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao despencar da janela de um hotel, Baker morre trágica e misteriosamente em 13 de Maio de 1988, aliás ano de meu nascimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-8046500106508154764?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/8046500106508154764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=8046500106508154764' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/8046500106508154764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/8046500106508154764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/01/i-get-along-without-you-very-well.html' title='A voz de Chet Baker'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWbG5GrfPjI/AAAAAAAAACo/xrHoFO9XqrI/s72-c/ChetBaker5_r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2465184213722193381</id><published>2009-01-06T01:31:00.004-02:00</published><updated>2009-01-06T02:05:11.839-02:00</updated><title type='text'>Hospitalidade</title><content type='html'>Finalmente é 2009. Começa mais um ano, ou melhor, mais um calendário. &lt;br /&gt;Chegou por correio esses dias um desses da Udiaço. "Na medida para sua construção!", diz a empresa. Seja lá o que isso signifique. &lt;br /&gt;Acho que também chega um do Corecon, talvez da frutaria da esquina. Todos gostam de dar calendários, com mensagens que fidelizem o cliente, de preferência.&lt;br /&gt;Calendarismos à parte, vou ao que interessa. O texto de hoje é algo como uma homenagem, mais como um reconhecimento de algo que me chamou muito a atenção nesse final de ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, celebrei o ano novo com a família de um amigo.&lt;br /&gt;É um tanto difícil qualificar e até mesmo quantificar o quão bem recebido eu fui naquela casa. Isso sem contar que éramos cinco, mais duas amigas da irmã do anfitrião. Ao todo, a soma era de nove cabeças. Isso significa nove vezes mais barulho, mais comida, mais bebida, mais papel higiênico, mais qualquer coisa. No final, realizei que aquela família tem uma hospitalidade muito maior que nove vezes uma hospitalidade normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição formal de hospitalidade, segundo o Michaelis, é:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hospitalidade&lt;br /&gt;hos.pi.ta.li.da.de&lt;br /&gt;sf (lat hospitalitate) 1 Ato de hospedar. 2 Qualidade de hospitaleiro. 3 Bom acolhimento dispensado a alguém. 4 Agasalho dado a hóspedes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a quarta definição michaeliana é brilhante, dicionário bom é outra coisa. &lt;br /&gt;A título de curiosidade, procurei também no Cambridge:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Hospitality   &lt;br /&gt;noun [U] 1 when people are friendly and welcoming to guests and visitors; 2 the food, drink, etc. that an organization provides in order to keep its guests happy:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a hospitalidade daquela família foi muito além do "bom acolhimento". A impressão que ficou em mim era a de que realmente fazíamos parte de tudo aquilo, de que já éramos família. Mesmo criando uma zona de guerra em plena madrugada não criou nos anfitriões a iniciativa de tomar qualquer providência maior. Quebramos a barreira do bom-senso, mas sem maiores sanções.&lt;br /&gt;Acho que "fazer os outros sentirem-se à vontade, até demais", se encaixaria numa definição para hospitalidade. Pelo menos no caso dessa grande família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que o mundo seria um pouco melhor se fôssemos um pouco mais hospitaleiros, tanto para com os outros quanto para com nós mesmos.&lt;br /&gt;Aliás, lembrei-me do que me disse um amigo que cursa hotelaria. "Fechei &lt;em&gt;Hospitalidade Comercial II&lt;/em&gt; com 8.2 !". Ao menos dá algum sentido à segunda definição cambridgiana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2465184213722193381?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2465184213722193381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2465184213722193381' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2465184213722193381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2465184213722193381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2009/01/hospitalidade.html' title='Hospitalidade'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-486232171446830825</id><published>2008-12-29T00:58:00.003-02:00</published><updated>2008-12-29T01:01:32.646-02:00</updated><title type='text'>Feliz Natal !</title><content type='html'>Natal é um troço......esquisito. Aliás, quase todas as datas comemorativas o são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, antes de mais nada, uma data religiosa, celebração do nascimento de Jesus Cristo, tal como aprendemos na escola.&lt;br /&gt;O curioso se dá na forma que essa celebração toma. Reduz-se, aos sem espírito natalino-cristão, como eu, basicamente a dois elementos: comida e presentes. Cabe uma descrição. Tentarei ser o mais breve e o mais chato possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SVg9dxyvp6I/AAAAAAAAAB0/VtV8SqVhT84/s1600-h/ceia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SVg9dxyvp6I/AAAAAAAAAB0/VtV8SqVhT84/s200/ceia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285041744510953378" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa é sempre farta, os pratos não são mais os transparentes da Duralex, agora é tempo de porcelana. Os copos, dizem, são de cristal. Para beber, champagne (está certo, espumante...a quem quero enganar...) e sucos diversos (nem tanto). Para comer, peru peitudo, arroz com passas, maionese, panettones, frutas secas e outras miudezas.&lt;br /&gt;Inicia-se a ceia por volta das onze horas. Ninguém mais tem paciência de fingir assistir aos especiais de Natal da Globo. Ainda bem, visto que o desse ano ficou a cargo da Xuxa. Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se aproxima da meia-noite, todos ficam eufóricos. A virada do dia é regada a abraços e desejos de Natais felizes. O próximo em cena é o espumante e sua rolha que sempre atrasa o saudável andamento da cerimônia. Feito o brinde, é hora de apreciar a salva de fogos de artifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parênteses. Pra que diabos fogos de artifício no Natal ?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica-se ali, observando a repetividade visual e auditiva. Nos primeiros 30 segundos é uma maravilha, muito além disso já incomoda. &lt;br /&gt;Passada a primeira parte, vêm os presentes. Essa parte é até bastante cômica, com situações que se repetem todo ano. Sempre há alguém que nunca dá presente, só recebe; sempre alguém sai de mãos vazias, fazendo comentários azedos acerca dos presentes dos outros; alguma criança sempre quebra o boneco que acabara de ganhar. Há tantas outras...Fato é que, nessa hora, é possível avaliar como andam os laços afetivo-financeiros em sua família.&lt;br /&gt;Me foi dito que se dá presentes no Natal em virtude de algo que envolvia os Três Reis Magos, não me recordo direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finda a entrega dos presentes, os presentes conversam por mais algum tempo, enquanto termina o especial de Natal da Globo. Alguns já foram embora. Chega ao fim mais uma ceia natalina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo claro que não sou ateu, anticristo ou congêneres. A infantil reflexão, irônica até certo ponto, se dá, única e exclusivamente, na forma da ceia de Natal. Seu sentido religioso é, apesar de tudo, bastante positivo. Faz com que emerjam sentimentos há muito negligenciados pela comunidade como um todo. É comum ver papais-nóeis entregando balas pelas ruas, instituições das mais diversas naturezas organizando campanhas solidárias. Até o simples ato de comprar pão na padaria e desejar feliz natal ao caixa é digno de destaque. Por um breve momento, ele não é simplesmente o caixa, é uma pessoa.&lt;br /&gt;Mesmo que seja de uma forma um tanto mecânica e (bastante) superficial, o Natal muda nosso comportamento com relação à comunidade. Em tempos como os nossos, isso já é grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há, claro, todo um lado mercadológico que envolve a própria existência do Natal tal como ele é. Mas esse post já está muito grande. Fica pra outra hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ora, é só. Desconsiderem o título, já é dia 29. Desta vez, confesso, estou sem criatividade para criar títulos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-486232171446830825?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/486232171446830825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=486232171446830825' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/486232171446830825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/486232171446830825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal !'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SVg9dxyvp6I/AAAAAAAAAB0/VtV8SqVhT84/s72-c/ceia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-6050320810329059424</id><published>2008-12-18T01:07:00.003-02:00</published><updated>2008-12-19T20:52:42.047-02:00</updated><title type='text'>Agir é ser ?</title><content type='html'>Roubarei o título do texto de uma pessoa por quem nutro especial carinho. Não porque esteja sem criatividade para criar títulos, mas porque esse em particular me intrigou, assim como o próprio texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agir é ser ? &lt;br /&gt;Quantas vezes já não me fiz essa pergunta...E quantas vezes já mudei a resposta.&lt;br /&gt;Eu poderia recorrer ao nanocubículo que é meu entendimento da sociologia e dizer que há uma fossa faraônica entre o agir e o ser do indivíduo. Não somos mais, apenas agimos. Não há mais o que ser, o agir substituiu o ser, tornando-nos apenas engrenagens de um sistema maior, auto-destrutivo em potencial, mas que se refaz a todo instante. &lt;br /&gt;Mas seria forçar demais a barra pro meu lado, não tenho pretensões de soar sociólogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que já falei isso em outros posts (talvez em vários deles, indiretamente): o quanto do que faço é, de fato, para mim mesmo ? Quão parte de minhas próprias ações me sinto ? Ou seja, até que ponto meu agir corresponde ao meu ser ?&lt;br /&gt;Coisas simples do dia-a-dia ora entram nesse dilema, ora não. As obrigações diárias quase sempre são questionadas. Aquilo que damos por certo e correto na vida e aquilo que definimos como o melhor para o futuro nos confundem tanto que se perder é, digamos, natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscar as razões do agir, quando este não é o ser, é completamente frustrante. Simplesmente não encontramos essas razões. E a sensação que fica é de que somos infantis, mesquinhos e imaturos para lidar com questões de caráter prático. Ouço por aí que eu estou na maior faculdade do Brasil, que meu futuro é brilhante. Dizem que muitos queriam estar onde eu estou, que sou privilegiado...blá blá blá. &lt;br /&gt;Mas tem horas que simplesmente nada faz sentido. É inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um vácuo enorme entre o agir e o ser tal como os defino. Talvez porque somos bombardeados todos os dias com direções de um agir tido como ideal. "Faça isso e será magro!", "faça aquilo e será feliz!", "faça aquiloutro e será bem-sucedido!". E o ser se perde cada vez mais, em meio a um agir confuso e predefinido por tudo e por todos, até por nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscamos incessantemente a felicidade e o prazer, através de ações que acreditamos corresponder ao que somos. Mas muitas vezes ignoramos os sentimentos mais primitivos, como aqueles que fazem um olhar ou uma simples risada fazer valer um dia inteiro. Nada mais seria necessário, a não ser deitar e esperar o Sol aparecer de novo. E de novo. E de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez aquela frase, já um tanto passada, faça algum sentido pra alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Seja você mesmo !"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-6050320810329059424?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/6050320810329059424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=6050320810329059424' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6050320810329059424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6050320810329059424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/12/agir-ser.html' title='Agir é ser ?'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-5365043601731707576</id><published>2008-12-10T23:04:00.001-02:00</published><updated>2008-12-10T23:11:50.791-02:00</updated><title type='text'>Vem 2009, mas não vai 2008</title><content type='html'>O ano chega ao fim. Não há mais provas na faculdade. As luzes de natal já começam a dar as caras. Já vejo papais noéis pendurados por entre as janelas dos edifícios, com suas barbas felpudas pobremente confeccionadas surradas pelas chuvas. Alguns já perderam o bigode, outros ficaram carecas.&lt;br /&gt;As propagandas natalinas anunciam mais um final de período. A expansão do crédito impulsionou o consumo.&lt;br /&gt;É tempo de dar presentes, de comer arroz com passas e peru com batatas. Logo menos o estampir das rolhas prenunciará o momento em família. Abraços, beijos, sorrisos. É um momento único, literalmente. Perdi a conta de quantos meses se passaram desde a última vez que vi meus primos. Meus tios então...nem se fala. Mas a digressão acerca da ceia de natal fica pra depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vem me incomodando é a descontinuidade nesse final de 2008, que pareceu tão curto há pouco tempo atrás, mas agora parece não ter fim. Minha cabeça já está em 2009, arquitetando e maquinando minhas próximas ações, falas, olhares. Logo atrás disso ficou um vazio, um buraco no meio da via. O conserto não sei quando vem.&lt;br /&gt;Esse é o problema com a maldita periodização. Dividir o tempo em períodos, infinitos deles, torna a vida tão metódica e sistemática que eu preciso de uma mudança numérica pra sentir que as coisas vão finalmente se acertar. &lt;br /&gt;Por que não em 2008 ? Porque 2008 é 2008, e já é fim de 2008. Não há mais tempo (e, a propósito, nem condições) de acertar as coisas em 2008. &lt;br /&gt;Mas sem problemas, agora vem 2009! Agora é a chance de fazer acontecer!&lt;br /&gt;Mas pra cair na real é preciso que o Reveillon me renove as forças e me mostre que, independente de ser 2008 ou 2009, ainda me deparo com as mesmas angústias, as mesmas incertezas e as mesmas saudades. &lt;br /&gt;Patético, você há de concordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assuntos pendentes me incomodam e impedem minha cabeça de dar 2008 por encerrado. Espero que eu ache as respostas que procuro, mas que parecem vir de perguntas que ainda nem foram feitas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-5365043601731707576?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/5365043601731707576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=5365043601731707576' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5365043601731707576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/5365043601731707576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/12/vem-2009-mas-no-vai-2008.html' title='Vem 2009, mas não vai 2008'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-8917149138610892184</id><published>2008-12-01T00:13:00.003-02:00</published><updated>2008-12-01T00:20:34.671-02:00</updated><title type='text'>Dias como estes e aqueles</title><content type='html'>Ontem completei 20 anos de vida. Nada mais clichê e piegas do que escrever sobre a vida na data de aniversário. Porque recordar...recordar é viver. E um viva à cretinice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aniversários constituem dias esquisitos. Dias em que as pessoas me tratam de maneira incomum, me abraçam mais, falam coisas diferentes. O costumeiro "bom-dia" dá lugar a um inusitado "parabéns" seguido de um abraço, geralmente mais longo e apertado que os de outros dias.&lt;br /&gt;Os presentes, comuns nos anos dourados da infância, vão escasseando com o avanço da idade. Os que vêm raramente estão empacotados. Não há mais papéis decorados e ornamentos delicadamente preparados.&lt;br /&gt;Os bolos também não dão mais as caras. Brigadeiro, nem de colher. Será que ainda produzem velas ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de meu aniversário coincidir com o final do ano dá margem a um bom número de reflexões. Repassar as memórias e fazer um balanço do ano é inevitável, um tanto nostálgico, diga-se de passagem.&lt;br /&gt;Objetivos e resultados, projeções e fins, se distorceram totalmente. Já não cabe mais o arrependimento por algo não feito, ou por algo feito. O que se tem é que é presente. Passado e futuro não fazem nada além de ofuscar o presente. E ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas...eu falo isso todo fim de ano. &lt;br /&gt;E todo começo de ano eu me apoio nos mesmos sonhos e expectativas. É incrível o fato de, depois de Dezembro, vir Janeiro, e as implicações que essa periodicidade tem sobre minha vida. É o sentimento de renovação, tão necessário numa vida de rotinas e obrigações para com tudo que se possa imaginar e tão sinal da fragilidade da vida humana. Roubo aqui as palavras de um grande professor de literatura do cursinho: a vida é um constante e &lt;em&gt;"eterno retorno do mesmo"&lt;/em&gt;. Concordo em parte com sua tese, mas isso fica pra outra hora.&lt;br /&gt;Enfim, todo ano é a mesma balela...mas uma coisa decerto merece destaque: o valor inestimável das amizades que construí nesse ano e que ainda tem muito espaço pra crescer. Isso sim é destacável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20 anos completados e uma barba por fazer. É assim que me sinto nesse fim de texto. &lt;br /&gt;Boa noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ps. não consegui completar o texto a tempo. Esse era pra ser o último post de Novembro...&lt;br /&gt;Mas que droga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-8917149138610892184?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/8917149138610892184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=8917149138610892184' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/8917149138610892184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/8917149138610892184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/12/dias-como-esses-e-aqueles.html' title='Dias como estes e aqueles'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-4577419284883434701</id><published>2008-11-26T09:00:00.003-02:00</published><updated>2008-11-26T18:06:44.296-02:00</updated><title type='text'>Masque</title><content type='html'>Ontem o dia estava bonito, até que fez Sol. Mas eu gostei mesmo das nuvens, faziam uns desenhos engraçados em cima da árvore. Uma lá parecia um sorvete, de três bolas creio.&lt;br /&gt;Mas eu não fiz nada de interessante, além de fingir cantar. Porém, mesmo fingindo cantar, eu estava em silêncio. Um silêncio tão profundo, frio. Será que alguém percebeu ? Duvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SS2r_nZhgcI/AAAAAAAAABk/miA8LUyjkB0/s1600-h/Mascara.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 182px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SS2r_nZhgcI/AAAAAAAAABk/miA8LUyjkB0/s200/Mascara.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273059848116863426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossas máscaras são perfeitas, muitas vezes muito perfeitas. E por trás da pele, dos dentes, da barba e do osso, existe uma imensidão de pensamentos, de viagens, tão pessoais e particulares quanto a voz. Atrás dessa máscara é que nos escondemos, nos esquivamos dos olhares e julgamentos alheios. Esses, dependendo de quem venham, são piores que veneno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é que se conhece realmente uma pessoa nesse mundo ? &lt;br /&gt;Talvez eu não conheça nem a minha mãe como ela de fato é...&lt;br /&gt;Talvez eu não conheça as pessoas com quem vivi os curtos, mas inteiros, 20 anos de minha vida. Se nem eles eu tenho certeza se conheço, quem mais eu poderia conhecer ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sartre foi genial. "O inferno são os outros". Sim, o inferno é o outro, mas sem esse outro, o buraco seria mais abaixo. Disso eu tenho certeza, por que a loucura interna pode exceder em muito a loucura externa.&lt;br /&gt;A preocupaçao que tenho com o que vai na mente do resto da gente é enorme. Por que faço as coisas que faço ? Por que não faço as coisas que não faço ? Aí fica difícil. Realmente difícil. E difícil também é evitar a solidão, em alguma qualquer parte do dia. Justamente pelo fato de não se sentir parte de suas próprias ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordar é um momento deprimente...Convenhamos. E não, não estou ficando louco. Ainda pagarei meus impostos em dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-4577419284883434701?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/4577419284883434701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=4577419284883434701' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/4577419284883434701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/4577419284883434701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/11/la-solitude.html' title='Masque'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SS2r_nZhgcI/AAAAAAAAABk/miA8LUyjkB0/s72-c/Mascara.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-8896492755243501916</id><published>2008-11-23T03:39:00.004-02:00</published><updated>2008-12-23T00:22:37.610-02:00</updated><title type='text'>Incômodo a reconhecer</title><content type='html'>Disseram-me que meus últimos textos têm soado tristes. Não sei por quê, não há razão. De fato, lendo-os novamente sou forçado a concordar. Pensando agora nisso...é claramente mais difícil escrever textos alegres, principalmente sem fazer com pareçam textos de auto-ajuda (exceção feita às comédias, que muitas vezes falam tristezas e nos fazem ficar alegres. Ah...as comédias). &lt;br /&gt;Falar sobre a alegria e sobre a felicidade, sobre como as coisas estão dando certo, soa incrivelmente forçado, às vezes infantil. "Você está fechando os olhos para os problemas!", "a vida não é cor de rosa!". E reconhecer que as coisas vão bem é difícil. Muitas vezes só reconheço que iam bem quando agora vão mal.&lt;br /&gt;Por que será que só reparamos nos erros e consideramos os acertos como naturais ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SSjswIwD5zI/AAAAAAAAAA8/CbaiELwXrUA/s1600-h/AAAAA_O_pensador.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 154px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SSjswIwD5zI/AAAAAAAAAA8/CbaiELwXrUA/s200/AAAAA_O_pensador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5271723675564107570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o ponto central se dá em torno das expectativas. Essas são traiçoeiras, povoam minha mente aos montes e me impedem de dormir antes da meia-noite. Assumo que grande parte das minhas expectativas nascem das minhas vontades, sejam elas físicas, psicológicas, químicas, econômicas, sociais, blá blá blá. &lt;br /&gt;As vontades geram expectativas que geram projeções. Se o projetado não ocorrer como tal, vem a decepção, e como ela os textos estranhos.&lt;br /&gt;Agora quando o projetado ocorre como tal passa despercebido. A expectativa, atendida, se esvai com o ato em si. Resta um confortante alívio, que dura o quê...alguns minutos ?&lt;br /&gt;Se a expectativa é negativa, a ponto de se tornar medo, não faço o que tenho vontade. Mas a vontade permanece, me atormenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso é o que faz a vida de um homem ser tão...humana. Uma constante turbulência de expectativas,  vontades, projeções, emoções, dúvidas. O problema é que restringimos a maioria dessas sensações,  trancamos nossas vontades todos os dias, por medo dos resultados. E são elas que fazem que me sinta bem ou não, à vontade ou inibido. São elas que me realizam como pessoa, como homem.&lt;br /&gt;Portanto, faça aquilo que tem vontade, na medida do possível.&lt;br /&gt;(Não consegui escapar da mensagem de um auto-ajuda cretino, talvez tenha que repensar meus conceitos acerca desse gênero).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentarei ser mais solidário comigo mesmo, lembrar do que tem acontecido de bom, reconhecer aquilo que já foi alcançado. Só não prometo escrever...aí já é pedir demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-8896492755243501916?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/8896492755243501916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=8896492755243501916' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/8896492755243501916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/8896492755243501916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/11/reconhecimento-incmodo.html' title='Incômodo a reconhecer'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SSjswIwD5zI/AAAAAAAAAA8/CbaiELwXrUA/s72-c/AAAAA_O_pensador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-3539164102503576588</id><published>2008-11-07T12:19:00.003-02:00</published><updated>2008-11-07T12:23:15.536-02:00</updated><title type='text'>Fim de festa</title><content type='html'>Deu 3h. Aos poucos os presentes se retiram. Aqui, só limpeza a fazer. Miles Davis de fundo; penumbra. Sobraram: eu, ela e o cachorro. O pobrezinho estava meio tonto, lambendo a própria genitália, ela me contara que haviam dado de beber ao animal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi o vinho...", lamentava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o cachorro se deitou, dava sinais de se entregar aos prazeres do sono pós-vinho. Sobraram: eu e ela. Recolhendo as latas distorcidas e os copos parcialmente inteiros.&lt;br /&gt;Sugeri usar o aspirador para dar cabo dos cacos e das pipocas dispersas no tapete, mas fui de pronto repreendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não quero barulho.", reiterava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela há tempos desistira da faxina, se ocupava agora de suas unhas, retirando detritos e afins. Olhava furtivamente para minha calça. &lt;br /&gt;Abaixava para recolher a última lata quando o tecido se rompeu na região traseira. Ela desfaleu-se em gargalhadas, por minutos. Não aguentei, tive que acompanhá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hahahahahahaha !!!", ria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela última lata permanecera no tapete. Deitei-me junto a ela no sofá. Minha mão agia sozinha, assim como a dela. Beijos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não aguento mais...não aguento...", murmurava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos. Falecera. Segundo os médicos, tinha 6 meses de vida. Se foi na segunda semana. Acordara naquele dia decidida a viver uma noite memorável. E foi.&lt;br /&gt;Sobraram: eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolhi a última lata, a faxina estava completa. Cabia agora organizar os trâmites judiciais do falecimento e escolher o modelo do caixão. Ela gostava de cedro.&lt;br /&gt;Deu 5h, já é tarde. Também me retiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-3539164102503576588?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/3539164102503576588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=3539164102503576588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3539164102503576588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3539164102503576588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/11/fim-de-festa.html' title='Fim de festa'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-2822015269492553958</id><published>2008-10-01T15:57:00.003-03:00</published><updated>2008-10-01T16:04:24.300-03:00</updated><title type='text'>Óbituário</title><content type='html'>Essa noite sentei-me em frente à gaiola dos periquitos que vivem em casa. Fiquei lá por dez ou quinze minutos, observando o que se passava. O branco vinha se sentindo fraco ultimamente, respirava com dificuldade, comia pouco. É o alpiste, pensei. Troquei de fornecedor, mas o pobrezinho não dava sinais de melhora. Me dei conta então que se aproximava de sua fase terminal, dos instantes em que lutaria para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que será que pensam os passáros ? Seu comportamento parece normal. Cantam e berram o tempo todo, esbravejando suas indignações para com a repressão da gaiola. Fora isso, comem grãos em significativa quantidade e cagam em outra ainda maior, forçando-me a trocar o jornal com certa frequência.&lt;br /&gt;Não sei se conversam, nao sei se estão coçando a garganta. Suas atitudes me intrigam.&lt;br /&gt;Os dois que vivem na cozinha formam um casal, ao menos foi o que me disse o senhor da Cobasi. Mostram sinais de afeto, trocam carinhos, um coça a cabeça do outro. É engraçado, até humano, como gosto de interpretar, de imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar o branquinho na fase terminal me sensibiliza. É, olhar uma ave morrendo me sensibiliza. Mas olhar um morto-vivo dormindo na calçada me sensibiliza menos que o pássaro. Mas enfim, isso daria outro post...&lt;br /&gt;O passáro se dirige para o canto da gaiola, se encolhe na aresta do cubo que o "acolheu" a vida inteira. Já sabe o que está por vir. Esboça um último suspiro, suas pernas já fraquejaram há tempos. Aos poucos vai deitando. O vai-e-vem de suas penas cessa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro passarinho parece desolado, olha fixamente para o nada. Amanhã vai estar melhor. Cantando e cagando novamente.&lt;br /&gt;Sem mais uma palavra, retiro o corpo da falecida. É hora de tomar banho e dormir, amanhã tem aula. A vida continua, ao menos para alguns.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-2822015269492553958?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/2822015269492553958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=2822015269492553958' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2822015269492553958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/2822015269492553958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/10/biturio.html' title='Óbituário'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-7972684681542663480</id><published>2008-09-04T19:58:00.006-03:00</published><updated>2008-09-05T23:00:28.993-03:00</updated><title type='text'>Quanto vale uma vida ?</title><content type='html'>Hoje, em meio a goles de um expresso aromático e encorpado, conversava com meus colegas do inglês. Perguntaram-me do que se tratava os arranhões na minha testa.&lt;br /&gt;Respondi muito sinceramente que havia sido atingido por um tijolo. Reações enérgicas e de espanto, como era de se esperar. Aliás, ser atingido por tijolos no rosto soa mais como um roteiro de filmes da estirpe de "Premonição". É, no mínimo, tosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. A conversa foi se desenrolando, até o ponto em que relatávamos histórias de conhecidos que quase morreram. O assunto seguinte foi "mortes bestas" (termo, por sinal, bastante sarcástico). Algo como escorregar enquanto se lava o banheiro, bater e cabeça e um abraço. Ou como brincar de ninja em cima de um muro e... outro abraço. Chegamos à conclusão de que a vida é frágil. &lt;br /&gt;Fisicamente falando ela é realmente frágil, basta um órgão do corpo parar para que a vida biológica se esvaia. Muito simples. Mas do ponto de vista social, ela é muito mais frágil e muito mais maléfica se for tirada, e seu poder de influência sobre outras vidas é ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SMB3pEeYuLI/AAAAAAAAAAw/y3uRut98EA0/s1600-h/sixth-sense.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SMB3pEeYuLI/AAAAAAAAAAw/y3uRut98EA0/s200/sixth-sense.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242321513718790322" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu ego não falha. Não ando pelas ruas pensando se vou ser ou não atropelado, ou sequestrado, ou assaltado sob a mira de uma arma. Realizo minhas atividades cotidianas convicto de que vou acordar no dia seguinte, dar bom dia aos meus pais e tomar o primeiro café do dia.&lt;br /&gt;Mas ao tomar uma tijolada na cabeça, pensar "Ahhh, se eu estivesse mais pra esquerda..." se torna inevitável. Os ses surgem do nada, invadindo todas as minhas percepções do que faço diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos surpreendidos pelo acaso todos os dias, a todo instante. Um passo em falso pode significar um dente quebrado. Uma diferença de centímetros na minha posição determinou alguns arranhões, e não pontos no meio da cabeça.&lt;br /&gt;E essa reflexão me trouxe outra: quanto vale uma vida ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levamos anos para construir amizades, paixões, para alcançar metas, para traçar objetivos. Todos os momentos se unem numa longa vida, que pode desaparecer num piscar de olhos, sem dar satisfação nem pra onde vai nem de quando vai voltar.&lt;br /&gt;Basta a um homem apertar um botão e lá se vão milhares de vidas. Vira estatística crua. Morre gente a todo instante. Nasce gente a todo momento. Às centenas, aos milhares, ou ainda às centenas de milhares. Milhões são miseráveis famintos e se vivem ou não é algo realmente questionável.&lt;br /&gt;Nossa passagem por aqui é, ao mesmo tempo, efêmera e demorada. E pode passar despercebida, tanto pelo eu como pelo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atribuir valor a algo tão vago e multifacetado como é o conceito de vida é bastante complexo, principalmente vindo de um pretenso economista. Mas, independente do que seja o valor, somente espero dá-lo em generosas doses à minha vida, ao menos até uma possível próxima tijolada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-7972684681542663480?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/7972684681542663480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=7972684681542663480' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7972684681542663480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7972684681542663480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/09/quanto-vale-uma-vida.html' title='Quanto vale uma vida ?'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SMB3pEeYuLI/AAAAAAAAAAw/y3uRut98EA0/s72-c/sixth-sense.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-7259342537081223017</id><published>2008-09-02T18:38:00.009-03:00</published><updated>2008-10-13T11:25:45.106-03:00</updated><title type='text'>"O espetáculo está em toda parte"</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;"A alienação do espectador em proveito do objeto contemplado (que é resultado da sua própria atividade inconsciente) exprime-se assim: quanto mais ele contempla, menos vive; quanto mais aceita reconhecer-se nas imagens dominantes da necessidade, menos ele compreende a sua própria existência e o seu próprio desejo. &lt;br /&gt;A exterioridade do espetáculo em relação ao homem que age aparece nisto, os seus próprios gestos já não são seus, mas de um outro que lhos apresenta.&lt;br /&gt;Eis porque o espectador não se sente em casa em parte alguma, porque o espetáculo está em toda parte"&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim diz Guy Debord, na trigésima tese de sua obra, &lt;i&gt;"A Sociedade do Espetáculo"&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Arriscarrei uma reflexão diante das palavras do escritor francês, tomando minha própria experiência como objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses dias parei para pensar no quanto eu sou eu mesmo. Soa vago e infantil, meio que uma digressão oriunda de uma crise existencial como outra qualquer. Mas não. Não se trata de crise.&lt;br /&gt;As palavras de Debord me chamam a atenção para dois aspectos: a contemplação e o espetáculo. Ambos, ao meu ver, se completam, coexistem.&lt;br /&gt;Se eu me perguntar o que quero da minha vida, vou responder que quero viver bem, viver bem materialmente. Pensando dessa forma, a linha faz todo sentido, tudo se encaixa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colégio bom --&gt; Faculdade boa --&gt; Emprego bom --&gt; Salário bom --&gt; Necessidades materiais atendidas --&gt; Velhice endinheirada --&gt; Caixão de veludo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Claro, todo esse materialismo está inserido numa rede social. Embora seja construída em função da finalidade última, é, não obstante, uma rede social.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz a experiência de, durante corriqueiras conversas, ouvir atentamente porque a maioria dos meus colegas de faculdade fazem o curso que estão fazendo. A resposta é quase sempre a mesma. "Quero ficar rico". Já começa a me parecer uma questão cultural. Mas se olharmos para o que nos rodeia, no que concerne à construção prática de vida, vamos perceber que tudo está condicionado ao materialismo. A infraestrutura de Marx se afirma. Consumo transmuta-se em poder. O consumista se torna o alvo da contemplação, a expressão do espetáculo, o auge do ator social.&lt;br /&gt;O grosso da sociedade ocidental (se é que já podemos excluir os orientais disto) quer ser como ele. Eu quero ser como ele. Comprar, comprar. E contemplar o espetáculo, me tornar o espetáculo. Na TV tudo fica muito mais claro. O Sistema legitima o espetáculo, a contemplação, torna-o parte da vida cotidiana. E não estou falando de capitalismo, trata-se de algo muito mais além, que falho em identificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero ser Gabriel, quero ser Richard Gere, Cazuza, Daniel Craig, Rodrigo Santoro, Mingus, Hendrix, o barman, o presidente, o carinha da propaganda... Tudo menos Gabriel, Gabriel é muito sem graça.&lt;br /&gt;Mas quem é Gabriel ? Pego emprestado as palavras de Debord: cada vez mais compreendo menos a minha existência e o meu próprio desejo. Me perco totalmente na espiral do que sou, do que quero ser e do como quero ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-7259342537081223017?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/7259342537081223017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=7259342537081223017' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7259342537081223017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7259342537081223017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/09/o-espetculo-est-em-toda-parte.html' title='&quot;O espetáculo está em toda parte&quot;'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-6080972829256270086</id><published>2008-07-24T02:03:00.008-03:00</published><updated>2008-07-24T02:31:14.084-03:00</updated><title type='text'>Ah...férias</title><content type='html'>Esse ano resolvi aproveitar bem minhas férias. Mas nunca elas me pareceram tão....férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_mTS6r0QOSs4/SIgQXWw14RI/AAAAAAAAAAo/90x_uYzTy5g/s1600-h/edvard-munch-o-grito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226445360996933906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_mTS6r0QOSs4/SIgQXWw14RI/AAAAAAAAAAo/90x_uYzTy5g/s320/edvard-munch-o-grito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja em razão das nefastas lembranças do ano de cursinho, talvez seja em razão de eu não estar fazendo nada, absolutamente nada. Passo os dias em estado de hibernação, fazendo frequentes paradas na cozinha, procurando cereais em caixas vazias. Minhas noites são regadas a Trakinas de chocolate (convenhamos, a de morango é, no mínimo, abominável) e copos de leite. Já consigo sentir a pele da minha barriga trocar contatos quando sento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relógio é preciso, nunca falha. Acordo sempre na mesma metade do dia, degluto o primeiro aperitivo à vista na geladeira e parto para o sofá para assistir ao majestoso canal Globo News. É muita cretinice de minha parte assistir a um canal de notícias durante as férias, mas é a isso que venho me propondo.&lt;br /&gt;Mas, vá lá, é ano de Olimpíadas, temos muitas matérias sobre a China. Muito se fala também sobre a inflação, sobre o caso de Ingrid Betancourt, sobre a Operação Satiagraha, entre outros. Mas o relógio é preciso, nunca falha. Tarde da noite venho acessar o Orkut, esperando qualquer scrap desavisado, que me trouxesse alguma coisa boa. Leio qualquer coisa e vou dormir, para na manhã - ou melhor, tarde- seguinte repetir a rotina homeresca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei de todos os fatos expostos pelos jornais. Mas tenho a infelicidade de concluir que eles não significam absolutamente nada para mim. Parece que o ócio drena o meu senso crítico, me reduzindo à um monte de carne que se mexe. Se ao menos esse ócio fosse critivo! Planejava praticar esportes (embora seja uma negação em quase todos eles), ver filmes diferentes, concertos, comer comida tailandesa. Bobagem. A vida é feita de frustrações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as coisas parecem mudar de figura com a aproximação do fim do mês. Já consigo sair de casa, rever amigos, me sentir vivo de novo. As futuras matérias da faculdade já acenam para mim. Volto a assistir aos seriados de comédias cotidianas, aos filmes diferentes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os preceitos calvinistas tomaram conta de mim. Estou apegado à produção, repudiando o ócio, apesar de desejá-lo avidamente. O durante é prazeroso, mas o depois é frustrante (perdoem a colocação ambígua. Aproveito também para dizer que a frase é válida, para a minha pessoa, somente no caso do ócio e não no outro processo implícito).&lt;br /&gt;Seria a rotina a raiz da frustração ? Fato é que algumas rotinas são melhores que outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom final de férias. Lembrem-se que elas estão acabando, evitem o ócio por muito tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-6080972829256270086?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/6080972829256270086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=6080972829256270086' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6080972829256270086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/6080972829256270086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/07/frias-e-rotinas.html' title='Ah...férias'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_mTS6r0QOSs4/SIgQXWw14RI/AAAAAAAAAAo/90x_uYzTy5g/s72-c/edvard-munch-o-grito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-7239386752399539015</id><published>2008-06-25T19:39:00.004-03:00</published><updated>2008-06-25T19:49:11.096-03:00</updated><title type='text'>Monólogos</title><content type='html'>Ah...Nada como sentar num banquinho ensolarado depois de uma refeição (demasiadamente) farta. Gostoso também observar a fila quilométrica dos que aguardam sua vez, com suas expressões particulares e suas roupas esquisitas. Marcou-me muito um indivíduo que permanecia junto à multidão ordenada: era magro, barbudo, meio sujo, o chinelo era ralo. Coitado. Mantinha sempre a mesma expressão meio blasé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento batia no rosto, entrava por entre a camiseta de manga comprida, refrescando minhas axilas; pobre delas, vivem sempre sufocadas, atordoadas por doses cavalares de desodorante. O cachorro tomando Sol despreocupadamente à minha frente me intrigava, trocávamos olhares disfarçados. Tentei um diálogo, gesticulando com a face. Nada feito, o cachorro nem se movia. Restava oferecer um alimento, tentei com o resto do lanche do intervalo horas atrás. Lombo canadense com queijo branco, se não me falta a memória. Finalmente consigo a atenção do animal, que, como já era de se esperar, separa o lombo canadense do pão integral com maestria e degusta o pedaço frio de carne embutida. Esboçava algo como um sorriso. Bobagem, era somente um pedaço de lombo por entre os dentes tortos. Feita a refeição muda-se para outra área, possivelmente para repetir o ritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215954472845200466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" height="172" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SGLK9S6MTFI/AAAAAAAAAAg/U4rq4UfJQ_Q/s320/mendigo.jpg" width="244" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Me demorei por mais alguns minutos, observando os transeuntes. Eis que reaparece o sujeito blasé, magro, barbudo, meio sujo, chinelo ralo. Desta vez parecia revigorado, descia a rampa com o copo de suco na mão, sorrindo. Por certo almoçara muito bem, pois o cardápio do dia contemplava arroz, feijão, lagarto ao molho madeira, batatas coradas, almeirão, pãezinhos e uma refrescante gelatina de limão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez aquele tenha sido o momento mais aguardado do dia para o sujeito blasé, magro, barbudo, meio sujo, chinelo ralo. O momento em que ele entrega o tíquete, passa na catraca, pega uma bandeja, deseja bom dia aos funcionários, agradece pelas generosas porções de alimento, senta e come com dignidade, na mesma mesa que um aluno de engenharia, um professor de anatomia, um esportista. O momento em que ele vive como todo nós, com todos nós, ao menos durante os efêmeros minutos de um almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o bandejão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-7239386752399539015?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/7239386752399539015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=7239386752399539015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7239386752399539015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/7239386752399539015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/06/ah.html' title='Monólogos'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SGLK9S6MTFI/AAAAAAAAAAg/U4rq4UfJQ_Q/s72-c/mendigo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-445548931502548883</id><published>2008-05-26T23:42:00.004-03:00</published><updated>2008-09-05T23:04:56.150-03:00</updated><title type='text'>Impressões de uma noite na balada</title><content type='html'>Por fora o lugar parecia feio, constava apenas o letreiro eletrônico indicando o andamento da festa. A fachada era crua e preta, o que, creio eu, deve-se à recente legislação promulgada na cidade de São Paulo. Nada como a iluminação pra dar outros ares ao ambiente interno, visto que a arquitetura do lugar era bastante simples (exceção feita ao mezanino, oportunidade perfeita para algum ato desesperado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pego o primeiro drinque. O whisky com energético estaria bom, não fosse o exagero de gelo que era colocado. Custo a acabar a bebida, que, por sua vez, não cumpriu o papel que cabe a qualquer bebida numa casa cheia de adolescentes dispostos a fazer aquilo que dizem fazer o tempo todo.&lt;br /&gt;Decido dar um tempo para beber outra coisa. É humilhante dizer mas o divertimento fica dependente de umas doses de álcool. Os amigos que chegaram comigo já não se encontravam mais em minha companhia, me vi só num mar de gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa interessante de baladas remete a esse aspecto. Talvez minta, mas creio que passo metade da balada andando por entre as pessoas. E ando por vários motivos: por não ter outra coisa pra fazer; por esperar alguma garota na mesma situação; para ir ao banheiro; para encontrar algum amigo (que muitas vezes finge que não te vê e logo se esquiva evitando uma abordagem direta). Quando finalmente encontro alguém fico balançando meu corpo em movimentos toscos, ora olhando pra pessoa, ora bebericando o ar no meu copo vazio. A solidão é então inevitável, como se o tempo não passasse. Para fingir ação, comento que vou ao bar providenciar alguma bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As baladas “comuns” são nada mais que uma tentativa de preencher expectativas minhas para com uma vida mais “viva”. Tentar conhecer pessoas que sempre tive vontade de conhecer, me aproximar daquela garota, ficar alegre e esquecer dos problemas... Todas as oportunidades estão lá. Seja lá por que razão, nenhum dos objetivos predefinidos é alcançado. O que de fato acontece é que fico cansado, frustrado e sujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo o que disse acima, continuo a frequentar as baladas. Não consigo me livrar delas, a expectativa sempre supera a razão. Ao menos tenho a música, que, sempre em volumes estratosféricos, me inebria corpo e alma. Mas resigno-me, talvez no fundo eu goste de toda essa situação.&lt;br /&gt;Concordo com uma amiga (por quem aliás nutro sentimentos de caráter mais íntimo e que me fez voltar pra casa contente na manhã seguinte, pelo simples fato de poder conversar com ela no caminho de volta desse mesmo evento que aqui relatado) que diz que prefere bares a baladas. Trata-se, mais uma vez, de uma questão de opinião. Ou talvez algo mais...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-445548931502548883?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/445548931502548883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=445548931502548883' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/445548931502548883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/445548931502548883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/05/impresses-de-uma-noite-na-balada.html' title='Impressões de uma noite na balada'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-3573120134245052548</id><published>2008-05-21T19:22:00.002-03:00</published><updated>2008-05-21T19:40:57.778-03:00</updated><title type='text'>Top Ten George W. Bush Moments</title><content type='html'>É interessante a maneira como lidamos com uma figura pública, principalmente quando se trata de homems que exercem a política como profissão. Comumente chamados de pilantras, mentirosos, corruptos e outros tantos mais, os políticos são de vital importância para a sociedade e para a democracia, mas são muitas vezes tratados de maneira preconceituosa (inclusive por mim). Não há aqui qualquer intenção de defender essa classe de indivíduos, fiz apenas uma constatação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do presidente norte-americano, há algumas peculiaridades. Talvez em razão de sua política externa é mal visto pela maioria da população mundial. Talvez em função de sua origem interiorana é alvo de deboche e piadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como hoje é véspera de feriado prolongado, vamos exercitar o riso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w8px_KyIFyo&amp;amp;hl=en&amp;amp;color1=0x2b405b&amp;amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/w8px_KyIFyo&amp;hl=en&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria interessante fazer algo parecido no Brasil. "Top 500 Lula Moments"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-3573120134245052548?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/3573120134245052548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=3573120134245052548' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3573120134245052548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/3573120134245052548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/05/top-ten-george-w-bush-moments.html' title='Top Ten George W. Bush Moments'/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7971341819058823790.post-608526398258505389</id><published>2008-05-21T18:53:00.003-03:00</published><updated>2008-05-21T19:05:29.077-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há tempos que tinha a intenção de montar um blog, para que finalidade exata não sei. Talvez seja por pura inveja de outros blogs. Talvez por não ter nada mais interessante pra fazer na internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me disseram que blogs inteligentes (ou que almejam ser, como este) são um algo a mais no mercado de trabalho. Provavelmente o entrevistador já está cansado dos modelitos produzidos nas universidades e quer agora saber o que fazemos nas tardes de domingo.O mundo parece estar mudando, embora tudo esteja igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que o blog sirva pelo menos de passatempo para algum leitor despreocupado, passando por aí, pelas janelas que os links abrem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7971341819058823790-608526398258505389?l=algoacerca.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://algoacerca.blogspot.com/feeds/608526398258505389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7971341819058823790&amp;postID=608526398258505389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/608526398258505389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7971341819058823790/posts/default/608526398258505389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://algoacerca.blogspot.com/2008/05/h-tempos-que-tinha-inteno-de-montar-um.html' title=''/><author><name>Gabriel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05322649892084998649</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_mTS6r0QOSs4/SWFMBipjdFI/AAAAAAAAACI/_Q0XABZOpf8/S220/IMGP0095.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
