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quarta-feira, 10 de junho de 2009

"Amores"

Há um blog que considero merecedor de destaque, Giramundo e Girassol (o link está ao lado). Érica, a autora desses escritos, é minha conhecida há pouco tempo. Seus textos...eu diria que são...universais. Há uma altíssima probabilidade de que haja identificação pessoal com o que ela escreve, em maior ou menor grau.
Seu último, Amores, me incitou algumas boas reflexões, algumas noites mal-dormidas e voltas pra casa introspectivas. Em poucos dias, me revirou muitos pensamentos.
A poesia é decorrência natural da forma e do conteúdo - atente o leitor à quase onipresença de parágrafos únicos.

Me aproprio dessa poesia para fazer minha própria versão - muito mais modesta, hei de adiantar. Vejamos no que dá uma mistura de pensamentos soltos, sentimentos presos, ideias confusas, vontades e desejos, traduzidos no título mesmo.

Dos Amores e suas Desconstruções

Parei para pensar em como sua presença se tornou algo importante para mim. Me acostumei com as conversas nos banquinhos, regadas a risadas e comentários soltos. Nos falamos poucas vezes só nós dois, é verdade, mas talvez seja por falta de oportunidade, ou assim quer crer meu ego. Talvez tenha te idealizado um pouco, talvez tenha te dado muita importância, mas isso já perdeu qualquer relevância que porventura tivesse. Embora tenha já passado pela turbulência dos primeiros passos, voltei forçadamente a engatinhar, me apoiando sobre frágeis joelhos, tremendo para não cair. Mas te digo, me chame pra jantar na sua casa, nem que seja miojo e goiabada. Me chame pra te ajudar no trabalho da faculdade, nem que seja pra fazer ditado. Me abrace, pra eu me sentir protetor e me dê uma risada pra eu me sentir completo. Deixa eu sentir sua respiração de perto e sua voz falando baixo, quase sussurrando. Ainda que discuta política monetária e teoria do valor com meus companheiros de bar, perto de você viro uma criança, pronta pra sorrir diante de uma careta ou pra se acabar em piadas prontas.
Me encante com seu jeito divertido, seu sorriso verdadeiro e seu olhar profundo e penetrante. Sua beleza é para mim um refúgio e sua voz é um calmante. Seu cheiro desconheço, nunca consegui roubar por alguns instantes alguma peça de roupa tua. Sua pele, um vago ideal no meu imaginário, nem sequer uma lembrança.
Diga o que quer, que te darei tudo que tenho. Diga que me quer, que te direi que te quero. Diga que me ama, que não direi mais uma palavra. E aproveitemos esse sopro de felicidade enquanto ele durar e enquanto ainda é tempo, pois o futuro é incerto e o passado é certo demais.
E se nada disso fizer, me deixe ao menos pensar em você e lembrar do dia em que, talvez, as coisas pudessem ter sido diferentes.

7 comentários:

Érica disse...

Nossa.. que lindo!!!
Tanto sentimento... uma baita declaração de amor! textos assim me fazem sentir inveja da pessoa a quem é dedicada, e só uma coisa me martela na cabeça... "tamanha a sorte dela por ter sido descoberta"!

bjoss

Luana Inaudita disse...

Ah. Há tempos não sei o que é isso. Bom ler, dá uma nostalgia... Belíssimo texto. Passarei no Giramundo Girassol. (Indicações são sempre bem-vindas para o meu trabalho.)
Beijos!

Déia disse...

Nossa!! Menino que coisa mais linda!
Quem é sua musa? Ela deve estar orgulhosa! Eu estou, pois esse post é perfeito.
Parabens com louvor!
vou passar no girassol...

Dani disse...

Oi Gabriel, gostei muito do seu texto, como sempre e do dela tb e fiquei assim como vc meio perturbada...ainda farei a minha versão tb...
Beijossssssssssssss

Fábio Ventura disse...

bem apropriado pela data. nessa época ficamos sensíveis mesmo. boa semana.

MARIA SILVIA disse...

"E aproveitemos esse sopro de felicidade enquanto ele durar e enquanto ainda é tempo, pois o futuro é incerto e o passado é certo demais." GOSTEI DISSO!

Hiromiiii^^ disse...

Perfeito...